“Se atuamos no serviço essencial, devemos ter prioridade na proteção”: Trabalhadores do serviço de farmácias, em Juazeiro e Petrolina, reivindicam vacina contra covid 19

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” Nós atendemos dezenas de pessoas, diariamente, muitas com sintomas gripais, que pode ser uma covid. O movimento na farmácia é intenso e a gente, mesmo adotando as medidas, fica exposto. O ambiente climatizado da maioria das farmácias é propício ao vírus. Estamos na linha de frente sim, mas não temos direito à vacina. Isso não é justo, nem racional”, desabafou ao PNB uma farmacêutica de Juazeiro, que pediu para não ser identificada.

O desabafo dela se soma ao do jovem Carlos Junior, balconista de uma farmácia em Petrolina “Desde o início a gente tá no risco. O primeiro lugar pra onde vai uma pessoa que está com sintomas da covid, é uma farmácia, ou não é? Quem primeiro atende muitas pessoas com o vírus, somos nós. Apesar da distância e da máscara, sabemos que o vírus também existe no ar, pode ficar num balcão que um contaminado pegue, então, trabalhamos em um lugar arriscado e precisamos ser vacinados”, argumentou.

Os dois profissionais lembraram ainda que algumas farmácias estão realizando o teste da covid 19 e que a busca pela testagem vem crescendo com a evolução da pandemia.

“É possível observar fila com pessoas para fazer o teste, muitos saem com diagnóstico positivo. É aí? Pessoas entram e saem, e nós passamos todo o turno de trabalho num lugar de risco. Não tem lógica não termos esse direito. Somos profissionais que atendem à saúde, porque é para as farmácias que os pacientes vem com a receita do médico”, reforçou Carlos.

Farmacêuticos, atendentes e caixas de farmácias, apesar de trabalharem no serviço essencial, não foram vistos pelas gestões públicas, como prioritários para a vacinação contra a covid.

” Em Juazeiro e Petrolina, fisioterapeutas, psicólogos, pessoal que trabalha em clínica de estética, fiscais da Vigilância Sanitária do município, garis e outras categorias foram incluídas no plano e a nós ninguém enxergou. Muitos que foram vacinados nem trabalham em hospitais, outros não têm qualquer contato com o vírus e mesmo assim já receberam a vacina. Tem lógica isso?”, questionou.

De acordo com os dois entrevistados do PNB, uma representação da categoria já está em contato com as secretarias municipais, pedindo a inclusão no plano de vacinação, como vem fazendo alguns municípios brasileiros. Até o momento, os órgãos não se manifestaram, segundo eles.

“Para receber a aplicação da dose, os profissionais apresentariam comprovante de trabalho em farmácia além do registro no Conselho Regional de Farmácia (CRF). Pedimos que a gestão municipal compreenda nossa necessidade, que tenha a sensibilidade de entender que se somos um serviço essencial, devemos ter prioridade na proteção. Nós  atuamos na linha de frente de atendimento à população e podemos ser um veículo de transmissão do novo coronavírus para os clientes, para nossas famílias”, concluiu a farmacêutica.

Estamos encaminhando os questionamentos para as Secretarias de Saúde de Juazeiro e Petrolina, e também para o Conselho Regional de Farmácia.

Da Redação/ Foto ilustrativa     

 

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