“Lockdown é para pobre”: indignados, leitores denunciam aglomerações em ilhas do São Francisco

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O PNB recebeu, de leitores, diversas imagens de aglomeração em algumas ilhas do São Francisco. As lanchas, a maioria locada por empresas do ramo, ancoram nas ilhas e os passageiros se juntam, sem máscaras, sem respeitar nenhum distanciamento e em desrespeito aos decretos em vigência. A grande maioria dos aglomerados é de jovens que, mesmo diante do pior momento da pandemia do novo coronavírus, escapam para as ilhas, nos finais de semana, em busca de diversão.

“Muita irresponsabilidade e falta de amor ao próximo. Jovens alienados, desumanos, mal criados e que já dizem que tipo de gente será no futuro. Agora, os pais, as famílias são co-responsáveis. Por onde andam os pais destes irresponsáveis? Que autoridade eles têm? Não acompanham a vida dos filhos? Preferem morrer e se contaminar a contrariar um filho, a ter pulso?”, questionou Aparecida Lima.

Em uma publicação no Instagram, um internauta escreveu: “E você aí sendo tratado como um criminoso, porque está indo trabalhar. Lockdown é para pobre”, protestou.

No dia 4 de março, o Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, determinou o fechamento para acesso do público, nos sábados e domingos, às ilhas do Fogo, Rodeadouro e as demais situadas no município.

A restrição, no entanto, não vem sendo fiscalizada pelos poderes públicos e os infratores se valem disso para fazerem as festinhas longe dos olhos da lei, e bem perto do vírus mortal.

“Não adianta baixar decreto, se não fiscalizam. Os decretos estão virando piada. Se quisessem cumprir, era só mandar uma fiscalização nas ilhas que encontrariam aglomerações destes irresponsáveis. Agora fazem vistas grossas. Se fosse em um bar de periferia, a polícia baixava, mas o Corpo de Bombeiros não alcança quem pode alugar uma lancha, né? Os riquinhos, da alta sociedade têm seus privilégios. Então fazem vistas grossas”, questionou uma leitora.

“Por causa de uns, todos pagam. Esse pessoal está vivendo em que mundo, em que país? Não acompanham os números, a situação cada vez mais grave? São uns estúpidos!”, concluiu Ana Maria Alves.

Estamos encaminhando as reclamações para a Prefeitura de Petrolina.

 

Da Redação         

 

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