Pesquisa aponta que não teria sido necessário fechar as atividades comerciais em Petrolina, caso a taxa de isolamento continuasse como antes da vacinação

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(foto arquivo)

Um estudo sobre a evolução da pandemia no Vale do São Francisco, realizado pelo colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (Facape), apontou que não teria sido necessário fechar as atividades comerciais para aumentar o isolamento social na cidade, caso as pessoas continuassem com o mesmo comportamento que apresentavam antes da vacinação.

A pesquisa analisou os dados disponibilizados pelo Ministério Público de Pernambuco entre os dias 18 e 24 de março, período em que o comércio estava fechado, e o índice de isolamento foi de 43,3%. De acordo o coordenador do estudo e Doutor em economia aplicada, João Ricardo de Lima, essa projeção indica que houve um aumento em relação à semana anterior, que teve um índice médio de 37,3%, cerca de 6 pontos percentuais a mais.

“Comparando com o início da pandemia, em março de 2020, cujo valor médio foi de 50,5%, isso indica uma queda de quase 7%. Se a comparação for feita com a última semana do segundo isolamento mais rígido, que ocorreu entre os dias 16 e 22 de julho do ano passado, o valor é mais semelhante, 41,8%, taxas estatisticamente iguais”, analisou.

Uma semana antes de completar um mês do início da vacinação, o índice de isolamento médio foi de 40,3%, estatisticamente igual a 43,3% segundo a pesquisa, que considera um nível de significância de 5%. Ainda de acordo com os dados, após um mês do início da vacinação, o índice de isolamento médio caiu para 34,1%, número menor em relação aos 43,3% da primeira semana do decreto de 2021 e menor que a semana antes de completar um mês do início da vacinação, onde o índice de isolamento atingiu os 40,3%.

“Não teria sido necessário fechar as atividades comerciais para aumentar o isolamento social, caso as pessoas continuassem com o mesmo comportamento antes da vacinação, que ocorre de forma lenta e não significa que a pandemia acabou. Aparentemente houve um efeito psicológico que aumentou a sensação de proteção, notadamente em relação às pessoas mais velhas, que estavam se vacinando. Muita mídia foi feita no sentido dos mais jovens evitarem aglomeração para proteger seus familiares mais velhos” explica o coordenador João Ricardo de Lima.

Novas variantes

O pesquisador ainda destaca que estas novas variantes são mais contagiosas e letais nos mais jovens também, algo que não se via anteriormente, “Faltou um processo maciço de programas de esclarecimento e conscientização das pessoas, somado com a intensificação de controle de aglomeração. Infelizmente o que se economizou com este tipo de ação não vai ser suficiente para pagar os prejuízos do comércio esses dias fechados e, ainda pior, não vai trazer de volta aqueles que vieram a falecer em decorrência da Covid” conclui.

 

Com informações da ascom

 

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