
Ontem (1) o PNB publicou uma denúncia da trabalhadora rural Carmem Lúcia da Paz Barbosa, que acusa o Hospital Regional de Juazeiro, Norte da Bahia, de ter alterado o atestado de óbito de seu marido, Belarmino Fernandes da Silva, de 49 anos, após o paciente apresentar sintomas de insuficiência respiratória.
De acordo com Carmem Lúcia, seu marido, que sofria de tuberculose, deu entrada na instituição hospitalar no dia 19 de janeiro, com insuficiência pulmonar. Ele foi submetido ao teste da covid 19 e, de acordo com Carmem, o resultado deu negativo para a infecção.
“Após apresentar um cansaço, no dia 4 de março, a equipe do Regional realizou um exame de Covid-19, mas o resultado deu negativo. Eu estava o tempo todo com ele, como acompanhante. No dia 7, ele estava com muita falta de ar e precisaram leva-lo para um leito de UTI. No dia seguinte, pela manhã, eu e meus filhos fomos informados do óbito. O médico informou que a causa tinha sido insuficiência pulmonar. A assistente social chegou a perguntar ao médico se havia sido Covid, mas ele afirmou que não. Por volta das 9h45 recebemos um laudo e fomos informar aos outros familiares e resolver as questões do velório. Por volta das 11h30, quando voltamos ao Hospital para pegar o corpo de meu marido, fomos recebidos pelo mesmo médico e pela assistência social, que informaram que a causa da morte havia sido Covid. Ele pegaram o laudo e alteraram a informação. Além disso, eles rasgaram o laudo original, eu fiquei apenas com a xerox”, contou Carmem.
A esposa da vítima relatou ainda que, mesmo acompanhando o marido, ela não contraiu a Covid-19.
A família do trabalhador rural solicitou ao hospital, o prontuário completo do paciente, mas até o momento a direção da instituição não atendeu ao pedido.
“ Estão dificultando o meu acesso ao resultado do exame. Quero o prontuário completo”, reivindicou a mulher, que também informou que já levou o caso ao Ministério Público.
“Eu peço as autoridades que investiguem essa situação, pois outros casos como este podem está acontecendo no hospital”, pediu Carmem.
Ao PNB o Ministério Público, em Juazeiro, informou que o órgão “recebeu a representação e já solicitou abertura de inquérito policial para apurar os fatos”.
A assessoria do Hospital Regional, também acionada pelo PNB, ainda não divulgou uma nota oficial.
Da Redação




Que vergonha, Que falta de respeito!
Queremos respostas, queremos respeito, A empatia desse povo tá cada vez mas precária,Não se colocam no lugar desses familiares? Existe Esposa,filhos,netos,primos,irmãos,pai,mãe por traz de uma pessoa que estão fazendo um descaso desse.
Pelo amor de Deus, tenham consciência! Isso tá passando dos limites! A saúde está uma vergonha! Queremos justiça.
Acho isso uma injustiça com a família, não ter direito a velar por irresponsabilidade do hospital. Espero que as autoridades resolvam isso, para que isso não aconteça com outras famílias. Nós sabemos que o covid-19 está matando, mas estão se aproveitando em cima disso para levar vantagem… Queremos justiça.
A área da saúde está uma vergonha! Queremos justiça, está situação nos leva a pensar que cada atestado com vovid tem alguém ganhando algo por traz, porque a Carmem não é a primeira, várias pessoas estão acontecendo isso, espero que com a atitude de Carmem a justiça faça algo. Respeito é o que precisamos
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Queremos justiça, isso é um descaso e não deve acontecer com mais ninguém