“Raiz fincada não se muda”: com vocês, Julia Juazeira, atriz, cantadora, cordelista, completa

(foto divulgação)

A compositora Júlia Juazeira, que se define como atriz, cantadora e cordelista, é mais uma sanfranciscana a buscar o reconhecimento, seguindo a mesma trilha de sucesso de juazeirenses já consagrados na arte brasileira.

Júlia apresentou em dezembro do ano passado, em suas redes sociais, uma das suas composições em parceria com Chico César, interpretada por ela e o paraibano, revelando o quanto o sertão está vivo na sua alma poética.

Veja

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Júlia, que é filha do juazeirense Mário Spínola e da recifense Geórgia Cristina, reside no Rio de Janeiro, onde cursou Artes, na Universidade Federal Fluminense, não perdeu suas raízes sertanejas. E para conhecer mais a artista, o Portal Preto no Branco entrevistou Júlia sobre a sua carreira e os novos planos para este ano.

(foto divulgação)

Entrevista com Júlia Juazeira

PNB: Queria que você contasse um pouco sobre sua história no mundo da música. Quando começou a sua carreira, se foi inspirada em familiares, quando foi embora de Juazeiro?

J.J: Diria que ainda me considero mais poeta do que musicista, apesar de fazer e trabalhar com música também, entre tantas outras formas de dizer o que preciso através da arte. Mas não sinto que exista um momento específico quando isso começa, sempre esteve aí, com minha mãe e meu pai sempre tinha música pra tudo. E sem dúvidas as aulas de musicalização com tia Arlinda [Escola de Música Vila Lobos], no Centro de Cultura João Gilberto, foram essenciais para essa costura em que a música é agulha e eu a linha. E no fundo, nunca fui embora de Juazeiro.

PNB – Criada em Juazeiro-BA, sertão nordestino, hoje residente no Rio de Janeiro. Como Júlia Juazeira consegue preservar sua raízes, apesar da distância?

J.J: Sou nascida em Recife, que é a terra de minha mãe, e chego em Juazeiro com 12 dias de vida. Penso que mesmo que a gente não queria (que não é meu caso) raiz fincada não se muda. Pra mim ir embora é muito importante para a volta acontecer. Estar fora também é entender muito sobre ser de dentro. Ausência também é presença, só que do avesso. Distância é saudade.

PNB – Tempos atrás, em suas redes sociais, você publicou um dueto com o grande Chico César. Conta pra gente como foi essa experiência e o que rende dela.

J.J: Sem dúvidas foi o grande presente que vem para o meu 2020 ser salvo. Ele viu o cordel que escrevi pelo instagram, me pediu a letra e um tempinho depois já me mandou um vídeo tocando e cantando, chorei muito e senti tudo. Além disso, que pra mim já era o ápice, foi mostrada a Maria Bethânia, que disse que gostou e só de chegar até ela pra mim já é surreal. Além de muitas novas pessoas chegarem pra conhecer meu trabalho.

PNB – O que esperar para a carreira de Júlia Juazeira em 2021?

J.J: Já comecei o ano lançando uma campanha no Benfeitoria, que funciona como uma venda online. Com o projeto Cordel Sim Senhora. Onde trago cordéis autorais em formato de obras artísticas-plásticas. Hoje é o último dia pra adquirir sua obra-cordel em www.benfeitoria.com/cordelsimsenhora

Depois disso, muita produção, escrita, novas parcerias musicais já no forno e esperamos que a gravação oficial dessa parceria com meu mestre Chico César também!

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Da Redação

 

1 comentário

  • Carmen Costa disse:

    Eu não conhecia a arte de Julia Juazeira, hoje apresentado pelo Preto no Branco. Fiquei muito tocada com a trajetória dessa jovem. Ubuntu! Carmen Costa

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