“Mudou pra pior”: professores da rede municipal de Juazeiro reclamam do novo modelo de aulas remotas

O início do ano letivo em Juazeiro, marcado para a próxima semana, está sendo alvo de muitas reclamações por parte dos professores das escolas municipais. O motivo é a mudança no modelo EAD-Educação a Distância de aulas adotado pela nova gestão.

De acordo com professores que procuraram nossa redação, o novo modelo altera o formato que foi aplicado no ano de 2020, quando a Secretaria de Educação optou pela gravação das aulas “por um grupo de professores selecionados que demonstravam desenvoltura na frente das câmeras”, informaram os professores.

Ainda de acordo com os professores, “os vídeos, que passavam por um trabalho de edição, eram disponibilizados para os estudantes numa plataforma online. Ela permitia verificar, por exemplo, quais alunos assistiram as aulas e realizaram as atividades”. Os demais professores monitoravam os desempenhos das suas turmas na plataforma, recomendavam atividades adicionais e tiravam dúvidas nos grupos de WhatsApp de cada classe.

Para 2021, a SEDUC estabeleceu que os educadores terão que promover aulas síncronas (aquelas em que o professor fica no mesmo ambiente virtual dos alunos) e assíncronas (nas quais o professor, por exemplo, grava aulas e acompanha as tarefas propostas para as turmas por meio de ferramentas como grupos de WhatsApp).

Agora, porém, todos os profissionais terão que dominar os uso de ferramentas como, por exemplo, o Google Meet, e produzir os próprios vídeos.

A reclamação dos educadores é de que muitos deles não estão devidamente preparados para esse tipo de atuação, não conhecem as ferramentas e, em diversos casos, sequer possuem equipamentos de qualidade para transmissão das suas aulas.

“Tudo isso é muito novo para a maioria dos professores, que não estão familiarizados com a tecnologia e todas essas plataformas. O modelo anterior deu resultados, foi aprovado, pois facilitou a vida dos professores e atendeu aos alunos. Não entendemos a mudança para outro modelo que só veio para dificultar o ensino a distância. Isso só está gerando muita ansiedade nos professores, o que pode acarretar em prejuízos para a aprendizagem do aluno. Tem professor apavorado com o início das aulas, temendo não dá conta do novo modelo”, disse uma professora que pediu para não ser identificada.

Outra crítica apontada pelos professores, é em relação ao professores que residem em locais onde o sinal da internet não tem qualidade.

“Há exemplo de professores que moram em localidades onde o acesso à Internet de qualidade é inviável. No modelo anterior, os profissionais podiam preparar suas atividades off-line e só disponibilizá-las posteriormente. Na nova proposta, promover aulas síncronas se tornaria algo extremamente difícil. Mudou pra pior”, ressaltou a professora.

O PNB está enviando a reclamação para a Secretaria de Educação de Juazeiro e ainda para a APLB Sindicato.

Da Redação

4 Comentários

  • Antonia Alves de Lima disse:

    Concordo plenamente com a professora, realmente, muitos nao têm ferramentas suficientes e não dispõe de internet de qualidade para desenvolver seu trabalho com eficiência.

  • Maria silva disse:

    Acho que é difícil não tudo é feito através de aplicativo cursos reuniões aulas onlaine temos que correr atrás de conhecimentos vão pro YouTube lá ensina tudo professor tem que enovar sempre!

  • Andrade Filho disse:

    O povo não quer trabalhar e reclama de tudo

  • Daiane disse:

    Os professores poderiam estar todos os dias dentro da sala de aula onde a escola tem internet e assim fazer suas atividades e postar .

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