Sobre o amor, a poesia e a vida … por Luiz Hélio 

 

É preciso recuperar aquela sensação primordial (e essencial) de que viver é muito bom. Viver em poesia, fazendo amor e arte, melhor ainda. Sem pressa e sempre.

A contemplação é uma grande obra. Necessário se faz invadir o Eus (íntimo) pra não perdermos o elo das paixões e assim mergulharmos no que há de mais humano em nós: o amor em todas as suas formas pulsantes.

Por isso é que estou profundamente conciliado com a vida. Sou tudo o que sinto mais o que ainda preciso sentir e fazer.

Poeticamente falando o tom do meu dom de viver e escrever (amando) tranforma em som o brilho do meu sensitivo olhar.

Consumido pelos ciclos dançantes e turbulentos, consumindo e compondo em versos a glória da natureza, vou andarilhando pelas palavras descobrindo a teluricidade da paixão de Lorca e assim desvencilho o miolo do pote bebendo do universo Pessoano na luz do guardador de rebanhos Alberto Caeiro, o grande desencaixotador de emoções. Dramaticamente.

Vasculho-me. Enveredo pelas errantes estradas da alegria. Da alegria minha. Por isso, vou atrás de mim. Seja aonde for…
Encontro-me, decifro-me até devorar-me. Sofro. Gozo. Rio o riso conquistador do poeta e faço-me vivante deste planeta onde a vida insiste em ser sempre viva em plenitude. (Apesar do sistema nos entregar tantas coisas mortas).

Ariano nascido com a energia das tribos cariris, abençoado pelo verdadeiro Cristo dos humildes, protegido por santos, anjos e outros encantados, sigo os provérbios de Blake: “Aquele cujo rosto não se ilumina jamais há de ser uma estrela”.

Ascese. As pessoas são muito mais humanas quando brilham. Não fui. Eu sempre estou. Axé, saudação de energia iorubá.

Eu, um poeta flamenguista-socialista e nada mais. Ou muito mais.

19 de abril de 2021

Luiz Hélio (Poeta)

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