“Este decreto em vigência é uma piada”: bares abertos na Flaviano Guimarães, desrespeito ao Toque de Recolher, em Juazeiro

 

Em decreto publicado na versão on-line do Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 25 de abril, o Governo da Bahia proibiu a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por delivery, no período das 18h do dia 30 de abril até as 5h do dia 3 de maio.

Apesar do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, subscrever a medida restritiva, o que se viu durante o último final de semana, foram bares lotados e grande consumo de bebidas alcóolicas.

” Este decreto é uma piada. Não adianta proibir e não fiscalizar. O descumprimento da medida acontece abertamente para todo mundo vê, inclusive a gestão municipal. Na avenida Flaviano Guimarães, por exemplo, os bares estavam lotados, comercializando bebidas alcóolicas durante todo o sábado e domingo. Será que a prefeitura não tem conhecimento dessa situação? O que parece é que a gestão só adota as medidas para dizer que está fazendo algo. A verdade é que essa proibição já virou balela e nunca foi respeitada na cidade”, desabafou o leitor Sandro Cruz.

Os donos de bares que estão cumprindo o decreto se sentem prejudicados e, indignados, pedem esclarecimentos a gestão municipal.

“Na verdade, o decreto só funciona para alguns. É muita injustiça uns fecharem e não venderem bebidas alcoólicas, em respeito ao decreto em vigência, enquanto outros funcionam livremente e nada acontece. Devem ser amigos do rei, devem ter privilégio, pois a fiscalização não chega para eles. Passei pela Flaviano Guimarães no sábado a tarde e a venda de bebida alcoólica estava livre, inclusive com a presença de autoridades e pessoas públicas consumindo. Juazeiro tem que decidir se cumpre ou não o decreto. O que não dá é para uns cumprirem e outros não”, reclamou um dono de bar situado no bairro Santo Antônio, que preferiu não ser identificado.

Ele reclamou ainda do descumprimento do toque de recolher.

“O toque de recolher é outra medida que não é respeitada em Juazeiro. As pessoas circulam livremente pela cidade após às 21h. Inclusive, os estabelecimentos continuam funcionando durante a vigência da restrição. E na minha opinião esse comportamento também é um reflexo da falta de fiscalização, pois se não há punição, as pessoas se sentem a vontade para descumprir os decretos. Falta consciência da população, mas também falta uma fiscalização mais efetiva do poder público”, finalizou.

O PNB está encaminhando mais essa reclamação para a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano de Juazeiro, um dos órgãos responsáveis pela fiscalização na cidade.

 

Da Redação

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