Mercado do Produtor de Juazeiro: “Que as promessas saiam dos palanques e virem realidade”, por Sibelle Fonseca

 

 

“Uma pocilga”, “A situação está insustentável”, “Juazeiro precisa e merece um novo Mercado do Produtor”, apelos como estes vem se repetindo entre os moradores de Juazeiro, no Norte da Bahia, que reagem contra as instalações inadequadas do entreposto há décadas situado na BR 407, bem na entrada da cidade.

Comerciantes e prestadores de serviços, que atuam no mercado, reclamam da completa falta de estrutura do espaço, o que acaba concorrendo para a desorganização e condições precárias de trabalho.

Da mesma forma, os consumidores não escondem a indignação com a precariedade do entreposto no que tange as condições de higiene, ordenamento e segurança.

As reclamações se repetem e sempre apontando para a necessidade de construção de um novo Mercado do Produtor, em uma área que comporte a sua importância para a economia do município e represente a expressiva contribuição da fruticultura para o desenvolvimento do Vale do São Francisco.

Juazeiro da Bahia é conhecida no mundo inteiro pelas frutas que produz. A fruticultura alavancou o desenvolvimento do município, intitulado como “capital da irrigação”, mas o entreposto não acompanhou esta evolução.

O mercado recebe, diariamente, produtos de várias partes do Brasil, comerciantes, caminhoneiros e é inadmissível que funcione de forma tão precária, acanhada e desrespeitosa com o que a cidade representa para a fruticultura do país.

O Mercado do Produtor é uma espécie de “cartão postal” da agricultura irrigada do Vale do São Francisco. Lamentavelmente, um cartão feio, desgastado pelo tempo, representação do atraso, do abandono e da falta de visão política daqueles que estão à frente dos poderes públicos e têm poder de decisão.

A agricultura irrigada e, mais especificamente, a fruticultura, promoveu um grande dinamismo na economia do Vale do São Francisco, demandando investimentos de apoio para a comercialização das frutas. O Polo Juazeiro/  Petrolina se constitui em um verdadeiro “paraíso” de desenvolvimento dentro do Semi-arido brasileiro, o que demanda o crescimento em praticamente todos os setores produtivos, como o industrial, comercial e turismo.

Este polo é o maior da fruticultura nacional, responsável por gerar 240 mil empregos diretos no campo, e por produzir 98% da uva e 90% da manga exportada pelo país. Segundo dados do CONAB, é o primeiro do Norte e Nordeste em volume e comercialização e o quarto maior do país nesse segmento.

Os pernambucanos e os baianos têm muito orgulho da fruticultura irrigada que se pratica nessa região. Um cultivo moderno, atual e competitivo. Mas, para continuar sendo assim, é preciso que os representantes dos poderes públicos, em todos os níveis, enxerguem este potencial e invistam no setor. Isso passa também por um novo entreposto, que ofereça dignidade para a fruticultura regional e brasileira.

A propósito, na última quarta-feira (5), durante entrevista ao Programa Preto No Branco na Transrio Fm a Prefeita de Juazeiro,  Suzana Ramos, e o Secretário de Desenvolvimento Econômico Agricultura e Pecuária, Carlos Neiva, reconheceram que o entreposto precisa ser reestruturado em outra área e adiantaram que a gestão tem um projeto para o que seria uma importante obra estruturante do município.

Juazeiro precisa e merece um novo Mercado do Produtor! Que as promessas saiam dos palanques e virem realidade!

Da Redação, por Sibelle Fonseca 

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