“A festa bombou! Só faltou o prefeito Miguel Coelho”, relata leitor que denunciou evento clandestino, em Petrolina; órgãos fiscalizadores não apuraram a denúncia

Na última sexta-feira (28), o PNB publicou reportagem sobre a realização de eventos clandestinos, no município de Petrolina (PE), em descumprimento ao decreto estadual que enumera uma série de restrições para conter a propagação do novo coronavírus, entre elas a proibição de eventos que aglomerem pessoas.

A reportagem destacou um desfile de modas, promovido por uma loja, realizado em um hotel tradicional de Petrolina. Nas imagens enviadas ao PNB por leitores, era possível observar os convidados sem máscaras e a junção de pessoas, ainda que ao ar livre.  Um evento clandestino, já que desacatou o decreto do Governo do Estado de Pernambuco que proíbe a realização de eventos de “qualquer tipo, em ambientes fechados ou abertos, independentemente do número de participantes”.

Reveja:

“A burguesia fede”, leitor denuncia eventos clandestinos em Petrolina

A mesma reportagem, também chamou atenção dos órgãos fiscalizadores, como Secretaria Municipal de Saúde e Guarda Municipal para a divulgação de uma festa, pela redes sociais, onde aconteceria a transmissão de uma live de um cantor sertanejo, prevista para acontecer no último sábado (29). A festa aconteceria em uma chácara de propriedade de uma conhecida promotora de eventos da cidade pernambucana.

Apesar da informação repassada por nossa redação, inclusive mostrando um mapa que mostrava a disposição de mesas que seriam comercializadas para o evento, nenhuma fiscalização foi realizada pelos órgãos responsáveis por fazer valer o decreto no município.

“A festa bombou! Só faltou o prefeito Miguel Coelho, que esteve presente através da omissão do seu governo em fiscalizar o cumprimento do decreto. Em Petrolina é assim, não existe fiscalização para festas de ricos em suas chácaras e lanchas. Festas que reúne a ‘high society estão acontecendo todo final de semana, e nem polícia, nem a guarda do município chega perto. A fiscalização só existe, e olhe lá, para festa nos bairros de periferia, festa de pobre. Já os amigos do poder contam com a conivência de autoridades e dão um péssimo exemplo como sociedade. A festa na chácara da produtora de eventos reuniu dezenas de pessoas, que assistiram a um show de um artista da região e que contou ainda com muitos patrocinadores. Na verdade, patrocinadores da clandestinidade, de um evento que desrespeitou a saúde pública, a lei e a vida”, relatou um leitor do PNB.

As fotos do evento, postadas nas redes sociais de alguns participantes, sem o menor pudor, registraram o desrespeito às medidas sanitárias. Pessoas sem máscara, inclusive músicos da banda que se apresentou, aglomeração de pessoas, sem respeitarem nenhum distanciamento.

(fotos reprodução redes sociais)

Mesmo afirmando ao PNB que o evento não tinha autorização para acontecer, a Secretaria de Saúde de Petrolina não adotou nenhuma providência para impedir a realização do evento, de que tinha conhecimento. Da mesma forma, a Guarda Municipal, avisada sobre a festa, lá não foi fiscalizar.

O 5º Batalhão da Polícia Militar, também responsável pela fiscalização das medidas restritivas, ao ser procurado por nossa redação informou que “no sábado (29), não houve acionamento da PM para a mencionada festa, nem os efetivos tomaram conhecimento do fato”.

Decreto Estadual  

O município de Petrolina segue o decreto do governo do Estado de Pernambuco publicado domingo (23), prorrogando as restrições até 6 de junho. O decreto é explicito quando anuncia que “permanece vedada no estado a realização de shows, festas, eventos sociais e corporativos de qualquer tipo, com ou sem comercialização de ingressos, em ambientes fechados ou abertos, públicos ou privados, inclusive em clubes sociais, hotéis, bares, restaurantes, faixa de areia e barracas de praia, independentemente do número de participantes”.

 

Da Redação   

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