Juazeiro: “Elas voltaram, e agora parece que têm até dentes”, ironiza leitor sobre a proliferação das muriçocas

O combate as muriçocas, primeira grande ação propagada pela gestão da Prefeita Suzana Ramos, e reconhecida por grande parte dos moradores de Juazeiro, não durou muito. Elas voltaram para tirar o sossego da população.

O trabalho do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) teve efeito nos primeiros meses, com uma redução considerável das muriçocas. O serviço divulgou que o trabalho de combate consistia na “limpeza adequada e frequente dos canais da cidade – incluindo aplicação de cal”.

Vários Populares se manifestaram em reconhecimento ao trabalho.

“Aqui no centro era um inferno. Por diversas vezes procurei a imprensa para reclamar, mas há mais ou menos um mês, elas sumiram. Quero parabenizar o setor responsável. Uma prova de que o problema das muriçocas tinha jeito, era só ter boa vontade pra resolver”, elogiou Carlos André Martins, em uma reportagem do PNB, publicada em março.

Mas a alegria durou pouco e elas voltaram a tomar conta da cidade, de ponta a ponta. Do centro, ao Centenário, XXIII, João Paulo II e demais bairros.

“Elas voltaram com força total, e agora parece que têm até dentes”, ironizou o leitor Paulo Almeida.

Em entrevista ao Programa Preto No Branco na Transrio FM, a Prefeita Suzana Ramos justificou que o período das chuvas seria o responsável pela proliferação das muriçocas e que iria intensificar o trabalho de combate ao mosquito.

No entanto, não se tem registro de chuva em Juazeiro, há pelo menos um mês.

No dia 5 de maio, o SAAE informou que estava dando “sequência ao importante trabalho que tem promovido noites mais tranquilas aos juazeirenses (…) O trabalho não para, por isso Juazeiro vive um novo momento”, dizia o órgão.

De fato, a população comemorou o que parecia a superação de um antigo problema da comunidade. A Prefeitura de Juazeiro alardeou em suas peças publicitárias o fim das muriçocas.

Mas elas estão vivíssimas também neste “novo momento”, e continuam infernizando e tirando o sono da população.

Parece mesmo que, “o é que bom dura pouco”.

Da Redação por Sibelle Fonseca

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