
“Como assim, a prefeitura pode colocar música ao vivo no camelódromo e os restaurantes não podem?”.
Este foi o questionamento enviado ao Portal Preto no Branco por um proprietário de um bar e restaurante de Juazeiro, no Norte da Bahia, que chamou a atenção para um evento que foi realizado no último sábado (19), pela Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), no Camelódromo 2 de Julho.
De acordo com o órgão municipal, o “Arraiá Itinerante” contou apresentação, ao vivo, de um trio comandado pelo forrozeiro Nelzinho do Acordeon. Os músicos circularam pela feirinha do terminal, percorrendo as lanchonetes do camelódromo, Mercado Joca de Souza Oliveira e feira livre do bairro Alto da Maravilha.
“A AMA afirmou que seguiu “os protocolos sanitários”, e eu pergunto: Esses protocolos só servem pra prefeitura? Só funcionam pra prefeitura? Não funcionam para o particular? A gestão municipal agora ultrapassou todo limite de bom senso. Os comerciantes do camelódromo sequer pagam impostos direito e até música ao vivo tem pago pela própria prefeitura. Uma incoerência muito grande, uma contradição, pois a própria prefeitura não obedece seu decreto. Que moral tem para fiscalizar alguém?” acrescentou o comerciante.
As apresentações de voz e violão ao vivo estão suspensas em Juazeiro, devido a pandemia do novo coronavirus, desde fevereiro.
“São 5 meses sem as apresentações. Quando os bares foram liberados para funcionar, nós investimos para garantir o cumprimento dos protocolos, sinalizando o distanciamento entre as mesas, adquirimos totem de álcool em gel e mantivemos as demais medidas preventivas. Mesmo assim, somos obrigados a fechar nos finais de semana, não podemos realizar shows ao vivo, mas a prefeitura pode. Quais protocolos estão sendo adotados no camelódromo? É revoltante isso. Um Absurdo! Outra coisa que questiono é por que os protocolos de segurança só funcionam de segunda a quinta?! Mas além disso tem a incoerência da gestão. Por que música ao vivo, voz e violão, aglomera? Por que pode música ao vivo no camelódromo e não pode no bar ou restaurante? A prefeitura está se esforçando com força para prejudicar as empresas de Juazeiro. É uma perseguição, não há diálogo, não há interesse algum em ouvirem as nossas dificuldades e buscar uma solução”, ressaltou o empresário.
Ele também chamou atenção para migração de clientes para a cidade de Petrolina, que flexibilizou o horário de funcionamento de bares e restaurantes, esta semana, para até às 22 horas.
Agora, ao invés dos clientes se dividirem entre os estabelecimentos de Juazeiro e Petrolina, só terão a opção de atravessar a ponte. O povo de Juazeiro vai aglomerar em Petrolina? Ninguém fica em casa tendo uma cidade funcionando a sete minutos de carro. Faltam bom senso e boa vontade aos gestores de Juazeiro e falta também respeito com a nossa classe”, finalizou.
O PNB está encaminhando os questionamentos para a Prefeitura de Juazeiro.
Da Redação



