“Auxílio Emergencial já – uma novela de fome”: trabalhadores da cultura de Juazeiro reclamam dos critérios exigidos para a concessão do benefício

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Em nota enviada ao PNB, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, cobraram agilidade no pagamento do auxílio emergencial Afonso Conselheiro.

A lei municipal n° 3.012/2021 foi sancionada pela Prefeita Suzana Ramos (PSDB), mas até o momento nenhum artista recebeu o benefício.

Na nota, o Coletivo de Artistas Juazeirenses crítica ainda os critérios exigidos para a aprovação e concessão do auxílio, que segundo os trabalhadores, são abusivos, suspeitos e duvidosos.

“A Gestão, sem conversar com ninguém, descumpre os critérios que previamente havia acordado com o movimento”, diz um trecho da nota.

Veja na íntegra

 

AUXILIO EMERGENCIAL JÁ – UMA NOVELA DA FOME

 

O coletivo de trabalhadores do setor cultural que tem se mobilizado em torno da instituição de um Auxilio Emergencial para os fazedores e fazedoras de cultura de Juazeiro recebeu com muita indignação a publicação do decreto Nº 1.441/2021 que regulamenta a lei que institui o auxilio emergencial Afonso Conselheiro.

A falta de transparência e ausência completa de dialogo com o segmento cultural na construção do decreto, evidenciou absurdo desconhecimento da diversidade e da realidade sociocultural presente na Cidade.

A Gestão, sem conversar com ninguém, descumpre os critérios que previamente havia acordado com o movimento, e estabeleceu uma espécie de “barema” com critérios abusivos, suspeitos e duvidosos para seleção e concessão dos benefícios.

Um dos pontos de mais polemica é a discriminação descabida, que tenta colocar os músicos e os demais profissionais dos segmentos culturais, em rota de colisão, privilegiando um segmento, em detrimento dos outros.

Outro critério abusivo que o barema apresenta, é quando coloca em desvantagem os trabalhadores que foram beneficiados pela lei Aldir Blanc, os quais zeram a pontuação em um dos critérios.

O movimento ressalta que todos os segmentos da cultura foram igualmente afetados pela pandemia e que mesmo na área da música, existe diversos trabalhadores que fazem o segmento acontecer, a exemplo de técnicos de som e de luz, contrarregras, etc. A gestão ignora tal diversidade e estabelece uma espécie de hierarquia entre os fazedores de cultura.

Pondera-se ainda, que os pagamentos dos processos da lei Aldir Blanc, uma lei federal, com recursos federais, foram efetuados ainda em 2020 e os processos demandavam a realização de projetos. O que nada tem haver com a modalidade do auxilio emergencial. Estabelecer essa disparidade é minimamente abusivo para com a classe cultural.

Não bastasse a demora em executar uma lei já aprovada, a Gestão cria burocracias que dificulta mais ainda o acesso dos agentes culturais ao que é seu por direito.

Portanto defendemos a revogação dos pontos abusivos do decreto e que mais celeridade na concessão do auxilio que deveria ser emergencial, para ontem!

Ascom Coletivo de Artistas Juazeirenses

 

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