“Faltam fiscalização, empatia e bom senso”: moradores de Juazeiro e Petrolina cobram ação do poder público para impedir a circulação de animais sem equipamentos de segurança; veja o que dizem as leis municipais

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O ataque de um cão da raça Pitbull contra Katia Rodrigues, ocorrido na sexta-feira (16) na orla do município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões sobre a raça do cão e com críticas à atitude da tutora do animal, que não usou os equipamentos de segurança necessários para o passeio em um lugar público.

A leitora do Portal Preto no Branco, Leila Borges, cobra justiça para o caso. “Que essa situação de tamanha irresponsabilidade não fique impune. Que o dono desse cachorro seja punido e que sirva de exemplo para outros irracionais criadores de cães. Eles precisam compreender que os animais não podem andar soltos, causando danos à população. Fico pensando um ataque desses a uma criança”, declarou.

Já a leitora Patrícia Rocha chama a atenção dos tutores dos cães para os cuidados que devem ser adotados no momento do passeio. “Um animal, por mais dócil que seja, tem seus instintos. Cabe aos tutores ensinarem os cães a se portarem em ambientes com outros animais. Conheço criadores de Pitbull que andam com eles na coleira. Apesar do tamanho, eles são dóceis, mas é melhor ter cuidado. Então, para prevenir qualquer tipo de situação que coloque em risco outras pessoas andem com eles na coleira”, opinou.

O leitor Marcone Silva também fez um alerta aos tutores de cães.

“No geral não existe nenhuma lei que proíba os cães de andarem livres nas ruas. Mas, independentemente de existir alguma legislação, cada dono é responsável por conduzir seu cachorro durante o passeio. É nessa hora que o bom senso de cada um deve entrar em ação, mantendo assim as demais pessoas e seu próprio animal em segurança. Devemos lembrar também que ninguém é obrigado a gostar dos nossos cachorros. Use sempre a guia no seu cachorro, mesmo que seja um cão de porte pequeno, garantindo assim a integridade do seu animal”, alertou.

Moradores do município vizinho, Juazeiro, também relataram que costuma flagrar cães circulando livremente por vias públicas, principalmente na orla da cidade, sem os equipamentos de segurança.

“Várias vezes como vereador de Juazeiro , denunciei essa prática, onde cães de grande porte são conduzindo por seus donos sem o uso de focinheira na orla de Juazeiro. Qualquer descuido, e pode acontecer uma tragédia anunciada. Infelizmente, continua. Todos os dias encontramos pessoas brincando com a vida dos outros. Gostaria de pedir ao comando da guarda municipal que fica ali próximo, que tome uma providência com urgência e evite danos maiores”, pediu o ex-vereador Florêncio Galdino.

A leitora Jucicleide Jesus também reclamou de uma situação, que segundo ela, vem acontecendo em Juazeiro. “Aqui perto do SAAE tem um rapaz que tem dois Pitbulls. Ele solta os dois cachorros tanto na rua, como na Praça da Bandeira, durante o dia e também a noite. Que essa situação sirva de exemplo para que os poderes público das duas cidades, Petrolina e Juazeiro, tomem conhecimento da situação”.

Já o leitor Edi Santana criticou a falta de ações do poder público, tanto de Juazeiro, como de Petrolina, para evitar esse tipo de situação. “Essa é uma prática criminosa. Andar com um Pitbull, um animal tão perigoso, sem a coleira, assim solto ao lado. Por mais que o animal seja dócil, não sabemos qual será a reação dele diante de outro cachorro, ou pessoa. Isso acontece frequentemente em locais públicos das duas cidades Juazeiro-BA e Petrolina-PE, sem nenhuma providência do poder público. Aliás, a impunidade nessas duas cidades é assustadora”.

“Andar com um animal de grande porte em via pública, sem a guia, prova o desrespeito do tutor com outras pessoas. Lei existe, mas faltam fiscalização do poder público, empatia e bom senso, por parte dos donos”, disse Marilene Rocha.

De acordo com uma apuração feita pelo PNB, tanto no município de Petrolina, quanto em Juazeiro, leis municipais proíbem o passeio de cachorros em vias públicas sem o uso de equipamentos de segurança, como a focinheira.

Na cidade pernambucana, a lei Nº 1.247, de 29 de maio de 2003 estabelece normas para a circulação de animais, em especial de cães domesticados.

De acordo com a determinação,  “o animal deverá ser conduzido pelo proprietário ou responsável, e sendo encontrado desacompanhado deve ser recolhido e mantido pela Prefeitura Municipal até que alguém venha resgatar junto ao setor de apreensão de animais; o animal conduzido por pessoa, inclusive estando acorrentado, deve usar proteção na boca (focinheira), para prevenir sobre possíveis ataques aos transeuntes; o animal deverá ter sua coleira, identificação própria e ser conduzido pelo proprietário ou responsável, que tenha atingido a maioridade; o condutor de animal deverá portar saco plástico, para recolher as fezes do animal quando defecarem em vias públicas”.

Já em Juazeiro, a lei municipal 1.625/2001, ainda em vigor, determina que é “obrigatório o uso de focinheira em cães considerados mordedores bravos quando circularem nas vias públicas do município de Juazeiro; os cães aos quais refere-se o artigo anterior são os pertencentes ao grupo dos vira-latas e as raças Rotweiler, Pit-bull, Pastor Fila, Doberman e outros”.

A lei proíbe ainda a circulação de cães mordedores bravos sem estarem devidamente “amordaçados”.

Veja a lei na íntegra

 

Porém, em entrevista ao PNB, o adestrador de animais, explicou que a prática de amordaçar os cães, pode levá-los a morte.

“Quando o cachorro é amordaçado ele não consegue respirar e pode morrer sufocado. O ideal é usar focinheira e a coleira de elos, conhecida popularmente como enforcador. Mas também é imprescindível que, tanto o cachorro, como o seus tutores, passem por treinamentos que permitam esses passeios dos animais pelas vias públicas.”

Da Redação

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