“Foi um blefe”, moradores cobram da Prefeitura de Juazeiro resultado da ação de combate às muriçocas e questionam prejuízos ao meio ambiente

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(foto arquivo pessoal)

 

 

O alívio de ter se livrado das muriçocas, um problema antigo e m Juazeiro, no Norte da Bahia, não durou muito. Os moradores que, no início do ano comemoraram o fim do pesadelo, agora reclamam do retorno dos mosquitos que tanto incomodam durante as noites em todo o município.

Nos primeiros meses da gestão da Prefeita Suzana Ramos (PSDB), um intenso trabalho de combate às muriçocas com a “limpeza adequada e frequente dos canais da cidade – incluindo aplicação de cal”, segundo Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), deu a falsa sensação de que o problema estava resolvido. Esse foi até mote de campanha publicitária da gestão municipal.

Mas, após uma interrupção da aplicação da cal, no mês de junho, por falta do produto, a gestão informou no início deste mês que havia retornado o trabalho.

Porém, 20 dias após a aplicação do chamado “cal virgem”, o efeito positivo da ação ainda não está sendo sentido pela população.

“As muriçocas voltaram com tudo. O problema que parecia ter sido resolvido, agora está ainda pior. A situação está insuportável. Não temos sequer mais uma noite tranquila, e o nosso sono está prejudicado. Até durante o dia elas estão aparecendo. O que está acontecendo? A estratégia inicialmente adotada pela prefeitura não está mais funcionando? Outras medidas já estão sendo adotadas? Será que é um mal sem solução?”, questionou a moradora do Sol Levante, Edneide Santos.

“Foi um blefe! Uma propaganda enganosa! Alardearam tanto que tinham resolvido o problema e não deu em nada. Elas voltaram mais potentes”, disse Antônia Varjão, do bairro São Geraldo.

Em áudio enviado para o PNB, o engenheiro do SAAE (Serviço de Água e Saneamento Ambiental), Técio Faustino, sem especificar declarou que novas alternativas serão adotadas para o combate a proliferação das muriçocas.

“Desde janeiro tem intensificado com equipamentos mecanizados a limpeza dos canais e continua aplicando Óxido de Cálcio nas margens dos canais para impedir a reprodução de mosquitos. Em abril obtevemos bom resultado. Mas choveu e quebrou o ciclo da produção e nossa equipe teve que reaplicar. Agora inicio de julho estamos em ação e estamos criando um novo protocolo de outras alternativas para o combate a proliferação das muriçocas”, declarou Técio.

 

 

Além do retorno das muriçocas, alguns moradores também estão preocupados com o uso contínuo do óxido de Cálcio, produto que desde o início do ano vem sendo aplicando a cada dois meses nos mais de 15 canais da cidade, para evitar a proliferação dos mosquitos. Um leitor, que entrou em contato com a nossa redação, declarou que teme os danos que o produto possa causar ao solo e ao Rio São Francisco, ao longo do tempo.

“A aplicação de cal nos canais da cidade inicialmente mostrou um efeito no combate a muriçoca, mas foi realizado algum estudo pra saber qual é o impacto da aplicação no solo? E na água do rio, uma vez que todos esses canais deságuam no São Francisco? Sabemos que a aplicação de cal é um paliativo, caso continue sendo aplicado de maneira leviana, a conta chegará. Sabemos que um saneamento básico de qualidade resolveria o problema de uma vez por todas. Acredito que, questões como essas precisam ser levadas em consideração e tudo esta passando muito despercebido e a sociedade precisa ser informada das consequências”, declarou um morador, que preferiu não ser identificado.

Voltamos a procurar o órgão responsável em busca destas respostas, e aguardamos esclarecimentos.

Da Redação

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