
Apesar das diversas reclamações sobre a proliferação de muriçocas no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) informou nesta quinta-feira (21) que o trabalho de limpeza dos canais e redução dos mosquitos continua a todo o vapor na cidade.
A infestação de muriçocas é um problema antigo no município, que após uma breve melhora nos primeiros meses deste ano, retornou ainda mais forte e tem tirado o sossego dos moradores. (reveja aqui).
De acordo com o SAAE, nos últimos meses, já foram aplicadas 4,8 toneladas de hidróxido de cálcio, em mais de 7 km de riachos na cidade.
“Nesta quarta-feira (21), a equipe realizou nova aplicação no Riacho do Macarrão e em sua extensão. A previsão é que a ação reduza as muriçocas e melhore as noites dos juazeirenses, a começar pelos bairros: Argemiro, Jardim Flórida, João XXIII, Jardim Vitória, Lomanto Júnior, e Novo encontro. Na sequência, as equipes irão atuar nos riachos que cortam os bairros Loteamento Barranqueiro, Dom Thomaz e posteriormente Alto do Alencar e Alto do Cruzeiro”, informou o órgão.
De acordo com a diretora-presidente do SAAE, Josilene Alixandre, o retorno das muriçocas se deu por um atraso na aplicação do produto de hidróxido de cálcio nos riachos da cidade.
“A limpeza dos canais nunca foi interrompida. Tivemos um atraso na entrega do hidróxido de cálcio, durante alguns dias. O produto, conhecido como cal virgem, é vendido sob encomenda, não sendo encontrado facilmente. Contornada a situação, estamos com as equipes a todo vapor, dando continuidade a essas ações que são cruciais para a qualidade de vida da nossa gente”, destacou.
Em entrevista ao programa Preto no Branco transmitido na rádio Transrio 99 FM, Josilene Alixandre garantiu ainda que o produto é liberado pelo Ministério do Meio Ambiente e que um estudo foi realizado pela equipe do SAAE para que hidróxido de cálcio não cause danos para o solo e nem para o Rio São Francisco.
“Temos uma equipe preparada para esse estudo. O produto vai para um laboratório onde fazemos uma pesquisa para determinar a quantidade que poderá ser aplicada nos riachos. Além disso, o hidróxido de cálcio é biodegradável, e na quantidade certa não agride o meio ambiente”, esclareceu.
Da Redação



