
Após mais de sete meses proibidas, as apresentações de música ao vivo em bares e restaurantes do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, estão liberadas desde a última quarta-feira (21). A autorização foi recebida com alegria para os músicos e proprietários dos estabelecimentos.
Porém, o decreto municipal 1.551/2021 determina também que durante as apresentações, os estabelecimento devem obedecer os protocolos sanitários, e o distanciamento social deve ser de dois metros entre os frequentadores. Além disso, os bares e restaurantes podem realizar shows ao vivo, com até dois músicos, em ambientes fechados, e com três para ambientes abertos.
O decreto destaca ainda que continua proibida a interação entre pessoas, inclusive dançar no espaço. O bar ou restaurante deve observar também os limites de volume do som.
Mas apesar das determinações, alguns estabelecimentos estão descumprindo os protocolos de segurança. Leitores enviaram para o Portal Preto no Branco imagens de uma apresentação do cantor “Devinho Novaes”, que aconteceu na noite dessa quinta-feira (22), no bar Cangaço, localizado no bairro Alto do Cruzeiro.
Veja o vídeo:
“É importante que os artistas voltem aos poucos a trabalharem, pois foi a classe mais afetada pela pandemia e que ficou mais tempo sem trabalhar. Mas é preciso que os estabelecimentos sigam os protocolos de segurança para que os casos e mortes não voltem a crescer e tenha que fechar tudo novamente”, alertou um leitor, que preferiu não ser identificado.
Outra leitora também chamou a atenção para a falta de fiscalização nos estabelecimentos.
“Como a prefeitura publica um decreto e não fiscaliza se os estabelecimentos estão seguindo as determinações? Liberaram as apresentações ao vivo, mas os bares estão fazendo shows, com pessoas interagindo sem máscara e dançando em frente ao palco. Também não respeitam o horário do toque de recolher. A pandemia ainda não acabou. O número de jovens morrendo em decorrência da doença só aumenta. Falta bom senso e também uma fiscalização mais efetiva. A pergunta é: os protocolos de segurança estão sendo cumpridos?”, questinou.
Vale ressaltar que os shows e festas, públicos ou privados, independente do número de participantes, continuam proibidos.
O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Meio ambiente e Ordenamento Urbano.
Da Redação



