Covid-19: Ministério da Saúde volta atrás e agora recomenda que grávidas e puérperas vacinadas com a AstraZeneca tomem a segunda dose da Pfizer

Covid-19: Ministério da Saúde volta atrás e agora recomenda que grávidas e puérperas vacinadas com a AstraZeneca tomem a segunda dose da Pfizer
(foto arquivo)

 

 

Em nova campanha divulgada nessa segunda-feira (26), o Ministério da Saúde voltou atrás e passou a recomendar a intercambialidade de vacinas contra a Covid-19 para grávidas e puérperas até 45 dias após o parto, que foram vacinadas em primeira dose com a Astrazeneca/Fiocruz. A estratégia já vem sendo adotada por alguns municípios, que, em alguns casos, aplicaram a primeira dose de uma vacina para, em seguida, utilizar, na mesma pessoa, o imunizante de outro fabricante.

A orientação feita pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, está em nota técnica e recomenda que as grávidas e puérperas tomem, preferencialmente, a segunda dose da Pfizer/BioNTech. (veja a nota técnica abaixo)

“É importante que as grávidas se vacinem e façam essa intercambialidade, preferencialmente com a vacina da Pfizer, a qual existem estudos já mostrando essa efetividade”, afirmou Rosana.

Ainda segundo a Secretária, caso a vacina da Pfizer não esteja disponível no momento da segunda dose, as grávidas e puérperas poderão completar o esquema vacinal com a vacina a Coronavac/Butantan.  “Na excepcionalidade, elas poderão usar também a Coronavac que mostra uma boa efetividade”, concluiu.

De acordo com o Ministério da Saúde, atualização das recomendações foi discutida amplamente, por especialistas da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças do Ministério da Saúde.

No último dia 08, o Ministério da Saúde havia orientado que grávidas e puérperas que tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca, deveria completar o esquema vacinal com a segunda dose do mesmo imunizante. De acordo com a recomendação, as gestantes só poderiam tomar a segunda dose apenas após 45 dias depois do parto.

Na ocasião, o ministério Marcelo Gueiroga, desautorizou ainda a combinação de vacinas, alegando que não havia nenhuma comprovação médico-científica que validasse a prática da intercambialidade.

Em Juazeiro, no Norte da Bahia, até o momento a Secretaria de Saúde ainda não se manifestou sobre a segunda dose das gestantes e puérperas  que tomaram a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca. Ao todo, o município iniciou a imunização com a vacina em 237 mulheres deste público entre os dias 7 e 11 de maio. A segunda dose deve ser aplicada no mês de agosto.

A vacinação das gestantes e puérperas com a vacina AstraZeneca foi suspensa no dia 11 de maio pelo Ministério da Saúde, após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na época ocorreu o registro de um caso de óbito de gestante que recebeu a vacina, que deixou o órgão em alerta.

O público desse grupo passou a ser vacinado em primeira dose, desde então, com a vacina da Pfizer.

Clique aqui e acesse a nota técnica

 

Da Redação

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