Após diversas reclamações sobre a infestação de muriçocas no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, o Engenheiro de obras do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), Técio Faustino, falou sobre o problema no programa Preto no Branco, transmitido pela Transrio 99 FM, na manhã desta terça-feira (31).
Durante a entrevista, o profissional afirmou que o SAAE continua realizando o trabalho de limpeza dos canais e combate às muriçocas com a aplicação do hidróxido de cálcio.
“Nós não jogamos o lenço. Temos trabalhado firme nesse propósito de tentar minimizar os impactos dos pernilongos, das muriçocas. Fizemos uma frente muito forte no início do primeiro semestre, fazendo um mapeamento, um cronograma de atividades, associando à limpeza dos principais riachos da cidade para ter um resultado mais efetivo e tivemos um bom resultado. E esse resultado está associado a carga do primeiro produto que adquirimos, quando a gente teve aquela paz e houve o reconhecimento da população”, esclareceu.
Técio Faustino explicou ainda que após esse primeiro ciclo realizado no primeiro trimestre do ano, alguns fatores provocaram uma interrupção do serviço, o que provocou a proliferação dos mosquitos.
“Nós fizemos uma segunda solicitação e houve um delay na entrega. E a partir do momento que a cal não é aplicada no momento certo, abre-se uma lacuna para a proliferação dos mosquitos. Após a chegada do produto, tivemos um período de chuva que acabou carregando a Cal que havia sido aplicada. Então, todo o processo de reaplicação teve foi retomado do início e isso gerou uma descontinuidade no trabalho”, acrescentou.
Além disso, segundo o Engenheiro, o produto adquirido na segunda compra realizada pelo SAAE não tinha eficácia.
“A cal que veio na segunda remessa era de outra região. O primeiro fornecedor que nós tivemos contato, que foi o do produto que deu uma boa resposta, não tinha mais o produto para nós fornecer e precisava de um tempo para produzir uma nova carga. Por conta disso tivemos que procurar outro fornecedor e a cal que veio não veio com a eficácia que a gente esperava. Ela era uma cal que já veio hidratada e a eficácia da cal na aplicação é a hidratação no lançamento. Por conta disso, estamos negociando uma contrapartida, um reembolso para fazer uma compensação”, declarou.
Técio Faustino garantiu ainda que a gestão voltou a realizar o trabalho com o produto que foi aplicado nos primeiros meses do ano e que o resultado deve aparecer em aproximadamente 15 dias.
“Agora, nesse terceiro momento, a gente já conseguiu adquirir com o primeiro fornecedor a carga eficaz que já está sendo aplicada nos canais. Recebemos 8 mil kg de cal e já aplicamos 3mil kg. Então, possivelmente, daqui a um prazo de dez a 15 dias, é provável que tenhamos um bom resultado nos locais que o produto já foi aplicado”, prometeu.
Reclamações
Nesta segunda-feira (30), o radialista juazeirense Paulo César Andrade Carvalho, através de suas redes sociais, reclamou da infestação de muriçocas na cidade, um problema antigo que as gestões municipais não conseguem sanar.
Lembrando que, nas campanhas eleitorais os candidatos a prefeito de Juazeiro se repetem e usam as muriçocas com bandeira para conquistar votos, o comunicador questiona: “Até quando vai ser assim?”
“Passei por algumas administrações municipais. Embora tentassem, nenhuma delas conseguiu eliminar as malditas muriçocas. A atual tentou e não conseguiu. Voltaram mais fortes, mais chatas, e com mais sede de sangue. Será que não há um estudo científico que nos mostre um caminho para acabar com esse insetos miseráveis? Vai ser mais uma administração a perder a luta? E olhem que, quando chega a campanha eleitoral, os adversários do prefeito que está no poder usam imagem dos pernilongos, pra desmoralizar o ocupante do Paço Municipal. Até quando vai ser assim?”, se manifestou Paulo César.
Irritados com o incômodo causado pelas muriçocas, muitos moradores da cidade procuram, diariamente, o PNB para reclamar da infestação e cobrar providências ao SAAE, órgão responsável pelo trabalho de combate ao mosquito.
“Está insuportável! Um inferno! Parece que a prefeitura relaxou e largou de mão. Nem o carro fumacê se ver mais nas ruas. Não dão nenhuma satisfação a população, que está entregue as muriçocas cada dia mais potentes”, disse João Carlos Oliveira, morador do Novo Encontro.
“São noites mal dormidas com o inferno causado pelas muriçocas. A gente não pode ver uma televisão, nem sentar na porta, nem receber uma visita, nada, é uma agonia total. O governo de Suzana fez tanta propaganda de que tinha acabado o problema e ficou foi pior”, declarou a dona de casa Adelina Mendes, do João XXIII.
“Ficou muito feito para esta gestão que chegou alardeando que tinha acabado com as muriçocas, com out door, propaganda na televisão e foi só enganação. Elas voltaram em maior quantidade e mais vorazes. Juazeiro continua sustentando o título de terra das muriçocas. Elas são mesmo invencíveis”, reclamou o estudante Pablo Reis
Da Redação



