“Estamos vendo a hora da criança morrer”: familiares de gestante reclamam de descaso no atendimento do Hospital Materno Infantil de Juazeiro

"Estamos vendo a hora da criança morrer": familiares de gestante reclamam de descaso no atendimento do Hospital Materno Infantil de Juazeiro

 

 

A chegada de um filho é sempre uma grande expectativa para muitas mulheres. Porém, para algumas, o momento do parto, que deveria ser de boas recordações, acaba se tornando um trauma por falta de humanização e acolhimento.

Casos assim são constantemente relatados por gestantes atendidas no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, no Norte da Bahia. Nesta terça-feira (14), por exemplo, o Portal Preto no Branco foi procurado por familiares da jovem Ana Beatriz da Silva Alves, de 19 anos, que reclama de descaso no atendimento da unidade.

Com nove meses de gestação, ela deu entrada na maternidade na noite do último domingo (12), após o rompimento da bolsa amniótica. Porém, até o momento ela não conseguiu ter o bebê e os familiares temem que algo aconteça com a mãe e a criança.

“Tem dois dias que rompeu a bolsa e nada de médico, ninguém quer fazer a cesariana dela. Estamos vendo a hora da criança morrer na barriga. Desde domingo que ela só tem 2/3 de dilatação. Ela tá sentindo muita dor”, relataram os familiares Ana Beatriz.

Ainda de acordo com eles, a equipe médica tentou induzir o parto normal através de medicamentos, mas ainda assim não houve evolução.

“Ontem eles iniciaram um procedimento de induzir o parto dela, mesmo após serem usados 3 vezes o medicamento de indução, ela continua com 2/3 de dilatação e a medicação foi suspensa. Agora mais uma vez o médico quis passar mais medicamento para induzir, porém a gente não aceitou. A gente quer o parto cesariana agora. Suplicamos a equipe que faça logo a cirurgia dela, pois ela está sofrendo muito”, pediram.

O PNB já encaminhou a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, a gestante vai passar por uma cesariana.

“Ela está na lista do centro cirúrgico aguardando ser chamada”, informou a Ascom da SESAU.

 

Da Redação por Yonara Santos

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