Usuários do Sistema Único de Saúde do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, continuam reclamando que estão enfrentando dificuldades para ter acesso a medicamentos de uso contínuo. De acordo com informações enviadas ao Portal Preto no Branco, as farmácias populares estão há pelo menos quatro meses sem o AAS, ácido acetilsalicílico, entre outras medicações.
“Deixar faltar até AAS é o cúmulo da irresponsabilidade com a saúde pública. Minha mãe precisa desse medicamento, mas todas as vezes que venho na farmácia popular ele está em falta. Hoje estive na unidade do centro e fui informado que ainda não chegou. É o Ministro da saúde fazendo vergonha em Nova York e o Secretário de Saúde fazendo vergonha aqui em Juazeiro. Já que a SESAU tem pedido medicamentos emprestados a Petrolina, como aconteceu com a maternidade, deveriam pedir o AAS também. Ou então o secretário deveria pedir emprestado das outras cidades em que ele trabalha, porque ficar sem o medicamento por quatro meses é uma falta de responsabilidade. Nas outras gestões não faltava o medicamento”, relatou um usuário, que preferiu não ser identificado.
Ele informou ainda que, por conta do problema está precisando comprar o medicamento, mas que se preocupa com os usuários que não possuem condições de fazer o mesmo.
“Estou comprando o AAS na Farmácia do Trabalhador, e ainda bem que elas existem. Mas, e as pessoas que não têm condições? É por isso que a prefeita vetou o projeto de lei que determinava divulgação da relação de medicamentos disponíveis e indisponíveis, nas unidades de saúde sob a gestão municipal, para não passar vergonha, porque não tem quase nada nas unidades”, finalizou.
O PNB encaminhou a reclamação para a SESAU. Em resposta, a assessoria de comunicação do órgão informou apenas que “os medicamentos que estão em falta já foram comprados para reabastecer as farmácias”.
Outras reclamações
Em agosto, o usuário Nilson José do Santos relatou ao PNB que estava há dois meses em busca do ácido acetilsalicílico nas unidades da Farmácia Popular do município.
“A Farmácia Popular do centro continua sem medicamentos de uso contínuo, principalmente o AAS. Quando procuro a unidade só há promessas de que já está chegando, mas até agora nada. Estou em busca do medicamento para meu uso e da minha irmã e espero que a prefeitura tome uma atitude urgente”, cobrou o usuário.
Após sofrer um infarto, Dona Denir Silva precisa tomar, a cada três dias, o AAS, ácido acetilsalicílico. Ela também se queixou em agosto da falta do medicamento no serviço público de saúde.
“Deixar faltar até o AAS é muito descaso. Quem não tem condições de comprar fica no risco. Nunca vi faltar AAS nas farmácias populares antes”, disse a usuária.
Na época, para apurar a reclamação dos usuários a reportagem do PNB foi a Farmácia Popular do centro e constatou a falta do AAS.
Na ocasião, o PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Saúde do município e o órgão chegou a informar que a situação já estava sendo resolvida e que os medicamentos já estavam sendo distribuídos para as unidades, o que ainda não aconteceu.
Da Redação foto PNB



