Caso Alice Rodrigues: réu é condenado a mais de 19 anos de prisão por feminicídio

Caso Alice Rodrigues: réu é condenado a mais de 19 anos de prisão por feminicídio

Após mais de 7 horas do julgamento de Nielton Gonçalves, acusado de ter assassinado a pedradas a jovem Alice Rodrigues, de 19 anos, em janeiro de 2019, o Juiz Roberto Paranhos acaba de proferir a sentença. O réu foi condenado por feminicídio, a 19 anos, 5 meses e 1 dia de prisão, por motivo torpe e meio cruel.

O julgamento aconteceu no Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro, tendo como representante do Ministério Público, o Promotor de Justiça Raimundo Moinhos.

Nielton chegou a negar a autoria do crime.

O corpo de jurados foi formado apenas por homens.

Familiares de Alice e a Dirigente Estadual da UBM, Maria Quitéria, acompanharam o julgamento.

Sobre o crime

O corpo da jovem foi encontrado em um terreno, próximo a Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O suspeito foi localizado pela Polícia Civil, horas depois, e negou o crime. Na época, a polícia informou que havia encontrado as roupas do acusado sujas de sangue e que o aparelho celular da vítima estava com Nielton. As provas foram apreendidas e submetidas à perícia.

Segundo a polícia, a vítima teve uma relação amorosa esporádica com o acusado, e não se conformava com o fato de Alice ter terminado o relacionamento. De acordo com familiares, o acusado chegou a perseguir a jovem e intimidá-la, ameaçando divulgar imagens íntimas dela nas redes sociais.

O acusado foi autuado em flagrante. Na audiência de custódia, o juiz Roberto Paranhos decretou a prisão preventiva de Nielton.

Em maio de 2019, durante audiência de instrução realizada no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, o juiz considerou que existem indícios de um crime doloso e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo deveria ser julgado pelo tribunal do júri.

Na ocasião, a defesa do suspeito recorreu da decisão em última instância, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, após ter recebido sentenças negativas da comarca local e do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). No dia 31 de março, o Supremo Tribunal de Justiça acompanhou as decisões anteriores.

Da Redação

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