Pais e responsáveis por alunos da rede municipal de Juazeiro perguntam pela segunda parcela do Vale Alimentação e Seduc se cala

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Em Juazeiro, no Norte da Bahia, cerca 37 mil estudantes da Rede Municipal de ensino estão há 1 ano e sete meses longe das escolas por conta da pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, crianças e adolescentes ficaram sem as merendas escolares, que serviam como um reforço na alimentação dos mesmos.

Com os altos preços dos alimentos e o crescimento do desemprego, os pais e responsáveis pelos alunos cobram o pagamento da segunda parcela do vale alimentação. Segundo a Secretaria de Educação, o programa pagaria inicialmente duas parcelas, com créditos de R$ 50,00 por aluno, em cartões para compra exclusiva de alimentos.

Porém, segundo os pais e responsáveis pelos estudantes, até o momento, ainda não há uma previsão de quando será  paga a segunda parcela do benefício.

“Recebemos apenas a primeira parcela de 50 reais. Já é vergonhoso o benefício ser apenas duas parcelas de R$ 50,00, por aluno, já que veio verba para a merenda escolar pra o início até o final ano letivo. Na escola em que os meus filhos estudam a direção informou que cada parcela seria referente a um semestre do ano. Um absurdo! Teriam que nos pagar o vale alimentação referente aos meses do ano, afinal, os alunos não receberam nenhuma ajuda e a prefeitura recebeu milhões da merenda. Em Petrolina, por exemplo, estão pagando o benefício às famílias desde o início do ano letivo. Com os alimentos caros do jeito que estão, esse valor não dá nem para uma cesta básica”, reclamou uma mãe, que preferiu não ser identificada.

Os pais e responsáveis por alunos da rede municipal chamaram atenção para o retorno gradual das aulas presenciais, que irá se iniciar a partir do próximo dia 25.

“Quando anunciaram a criação do Programa Vale Alimentação Estudantil Municipal (PVAEM) anunciaram que quando as aulas presenciais fossem retomadas, o benefício seria suspenso. Por isso toda essa enrolação. Esses cartões e o pagamento da primeira parcela foi só para calar a boca das mães que há meses vinham cobrando os kits merenda, um direito nosso. Agora vão cortar o benefício para obrigar os alunos a voltarem para a escola, sendo que muitas famílias são contra a esse retorno agora. Muitas crianças tem comorbidades ou algum familiar que tem.  Além disso, acredito que as escolas também não estão preparadas. A pandemia ainda não acabou. Cadê o Ministério Público, os vereadores que não veem isso? Onde vamos parar? Peço às autoridades que nos ajudem”, acrescentou outra responsável por alunos.

Desde o dia 08 deste mês o PNB vem cobrando explicações a Seduc sobre a situação, mas até o momento o órgão não se manifestou.

 

Da Redação

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