O Projeto de Decreto Legislativo nº 070/2021, do vereador Ruy Wanderley (PSC), que propõe a concessão da Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan, ao presidente Jair Bolsonaro, foi retirado da pauta de votação da sessão ordinária desta terça-feira (19), na Câmara de Vereadores de Petrolina, no Sertão pernambucano.
De acordo com o autor do projeto, para ser aprovado, o projeto necessitaria de 16 votos favoráveis, o que não seria alcançado devido a ausência de alguns vereadores e a manifestação de abstinência de outros parlamentares. O decreto deve ser votado na próxima sessão.
A proposta de homenagear Bolsonaro com a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan gerou uma grande repercussão negativa entre os moradores do município. Nas redes sociais, muitos criticaram o vereador Ruy Wanderley.
Veja alguns comentários:
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(fotos reprodução)
Homenagem
Segundo o Regimento Interno da Câmara de Vereadores, a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan deve ser concedida a “pessoas brasileiras ou estrangeiras radicadas no país, que se tenham projetado nas atividades educacionais, culturais, políticas, esportivas, científicas e sociais, em especial às que tenham prestados relevantes serviços ao município de Petrolina ou a sua gente”.
Ruy Wanderley declarou que “a homenagem ora concedida é o reconhecimento da Câmara Municipal, pelos relevantes serviços prestados à Petrolina na mobilidade urbana com a liberação de recursos financeiros para obras de infraestrutura, contribuindo para o desenvolvimento da Região do Vale do São Francisco”.
No texto, o vereador petrolinense diz que Bolsonaro se destaca “na defesa dos valores cristãos e da família” e cita as propostas do presidente da “redução da maioridade penal, do direito à legítima defesa e a posse de arma de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais”.
Ruy Wanderley insiste ainda na proposta de Bolsonaro, já derrubada pelo plenário da Câmara dos Deputados, de tornar obrigatório o voto impresso no Brasil.
“É o idealizador de uma proposta para tornar obrigatório o voto impresso no Brasil, medida que ele acredita que contribuirá para a realização de eleições mais confiáveis e passíveis de auditagem”, diz o texto.
Da Redação



