Juazeiro: profissionais e familiares de alunos da rede municipal estão assustados com casos da Covid-19 nas escolas e pedem intervenção da SEDUC

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Com o retorno das aulas semipresenciais na rede municipal de Juazeiro, no Norte da Bahia, que aconteceu no dia 25 de outubro, pais e responsáveis por alunos ficaram apreensivos com os risco de contaminação da Covid-19 da crianças, que ainda não fazem parte do público alvo da vacinação. Antes da retomada, a gestão garantiu que o retorno das atividades letivas seguiria protocolos de segurança sanitária contra a Covid-19.

No entanto, em contato com o Portal Preto no Branco, profissionais e familiares dos alunos, relatam que casos da doença estão cada vez mais recorrentes. Eles reclamam ainda que, mesmo após os resultados positivos, as aulas não são suspensas.

“A situação é muito grave e todos estamos muito preocupados. Somente na EMEI Luzinete de Oliveira, localizada no bairro Padre Vicente, três auxiliares de sala e duas professoras testaram positivo para a COVID 19 e não suspenderam as aulas. Estão fazendo de conta que nada aconteceu. Isso é sério. Estão dizendo que é a Secretaria de Educação que não permite a suspensão das aulas, mas a diretora deveria tomar providências”, reclamou uma mãe de alunos da instituição, que preferiu não ser identificada.

No mês passado, uma professora de uma EMEI, que também temendo represália preferiu não ser identificada, declarou que mesmo após um profissional ter testado positivo para a Covid-19, o restante do corpo escolar ainda não foi testado e as aulas foram retomadas.

“A Seduc (Secretaria de Educação e Juventude) não tem nenhuma responsabilidade para com os funcionários. Mesmo com um caso positivo na instituição, eles não queriam sequer suspender as aulas e nem adotar outras medidas de segurança. Foi preciso os funcionários afirmarem que não iam trabalhar, para a secretaria prometer a desinfecção da unidade e a testagem dos outros profissionais”, declarou.

Ainda de acordo com a profissional, a sanitização da escola foi feita no dia 16 de novembro e as aulas retornaram no dia seguinte, sem a testagem do corpo escolar, “mesmo sabendo que todos tivemos contato com o profissional que testou positivo. Isso é um absurdo.”, acrescentou a educadora.

Ainda de acordo com ela, a situação vem acontecendo em diversas Escolas Municipais de Educação Infantil de Juazeiro.

“Infelizmente, aqui na região, as EMEIS serviram de cobaias para esse retorno as aulas presenciais e estamos pagando um alto preço por isso. São funcionários que pegam ônibus lotados, casos aparecendo e apenas o funcionário que testou positivo é afastando. Nas escolas estaduais, por exemplo, quando há confirmação da doença, as aulas são suspensas por 15 dias e só retornam quando todos já tiverem sido testados, para que o retorno seja feito com mais segurança. Já o município está fazendo a diferença no errado. Se os funcionários dessa EMEI que eu trabalho não tivessem parado, eles nem lá iam para fazer a sanitização. Já os testes, nem sabemos quando serão marcados”, criticou na época.

O PNB  já encaminhou as reclamações para a Secretaria de Educação e Juventude.

Redação PNB

1 COMENTÁRIO

  1. O descaso com a Educação em Juazeiro está gritante,tanto para com o corpo discente como para o docente .
    Alunos ,professores e funcionários das escolas adoecendo e a Secretaria da Educação inerte a tudo que está acontecendo.
    Além de tudo, de todo esforço que os professores vem e estão fazendo desde o início da pandemia,sem nenhum reconhecimento real,ainda ficaram sem receber o auxílio tecnológico,que segundo eles não foi possível devido a trâmites legais…
    Aí eu pergunto:
    _E o rateio do fundeb,não será repassado para os profissionais da Educação,como manda a lei??
    Estamos ligados,viu!!!

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