Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, estão cada dias mais próximo de Recife, onde irão cobrar, mais uma vez, justiça para a filha, brutalmente assassinada há seis anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Até o momento ninguém foi preso pelo crime.
Nesta quinta-feira (24), eles completam 19 dias de caminhada pelas rodovias de Pernambuco. Ao longo do caminho, a luta vem ganhando mais adeptos. Diversas manifestações de carinho e apoio estão sendo realizadas.
A caminhada teve início na madrugada do último dia 05 e ao todo serão 700km. A previsão de chegada é o dia 28 de dezembro.
Na próxima segunda-feira (27), diversas caravanas irão ao encontro de Lucinha, Sandro e o grupo que os acompanham. Em Petrolina, um grupo de mais de 50 pessoas, entre familiares e amigos, irão encorpar a manifestação que tem como destino o Palácio das Princesas. O pedido é que o Governador Paulo Câmara emita um parecer favorável a federalização do caso e aceite a colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do caso.
“No dia 27, às 19h, vamos encontrar com ela (Lucinha), em Recife. Serão vários ônibus e carros, com caravanas de moradores de cidades por onde ela passou. Os Deputados Zó e Túlio Gadelha também estarão lá. Aqui em Petrolina já fechamos um ônibus com 56 pessoas e estamos em busca de mais doações para fecharmos outro ônibus”, explicou Michelle Chaves, integrante do grupo “Somos Todos Beatriz” ao PNB.
Entre o grupo que sairá de Petrolina estará Ingrid Silva da Rocha, viúva do Soldado da Polícia Militar da Bahia, Joanilson da Silva Amorim, de 33 anos, assassinado na tarde do dia 13 de setembro em Petrolina, por policiais civis de Pernambuco. No dia do crime ele estava de folga, em casa, quando foi chamado para acudir a mãe e os vizinhos assustados com a presença de um suposto ladrão na rua.
O Soldado saiu de casa e poucos metros adiante foi morto por policiais civis que faziam uma operação no local, em busca de criminosos. Joanilson foi alvejado por vários tiros e segundo a Policia Civil, ele teria sido confundido com um “bandido”.
Quem também irá se juntar ao grupo será Mirtes Souza, mãe do menino Miguel Otávio, 5 anos, que morreu em junho de 2020, após cair do nono andar de um prédio de luxo, em Recife. O menino estava aos cuidados da patroa de Mirtes, Sarí Corte Real, que deixou a criança sozinha em um elevador, e é acusada por abandono de incapaz.
Além de pedir justiça para Beatriz, as duas também cobraram respostas pelos assassinatos de seus familiares.
Caso Beatriz
Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.
Redação PNB




Aceitar a federalização seria reconhecer a falência da instituição PCPE. O governador não fará isso.