Caso Beatriz: Governador de Pernambuco assume que a Polícia Civil não conseguiu êxito nas investigações; Lucinha cobra ações práticas e reafirma que não aceitará promessas

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“Infelizmente o trabalho da polícia não atingiu o êxito que nós gostaríamos de ter atingido, que era justamente chegar a autoria e a responsabilidade”. Essa foi a declaração dada pelo Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, sobre as investigações do brutal assassinato da menina Beatriz Angélica, que foi morta a facadas no dia 10 de dezembro de 2015, em Petrolina, no sertão do Estado.

Durante uma entrevista ao Jornal do Commercio, ele reconheceu ainda que mesmo após oito delegados terem assumido as investigações, a autoria do crime ainda não foi descoberta. Paulo Câmara afirmou também que o Governo de Pernambuco está sempre à disposição dos pais de Beatriz, como sempre esteve.

“A gente sempre esteve muito atento a este caso da Beatriz, inclusive eu estive com a mãe dela aqui no Palácio (do Campo das Princesas) e em outras oportunidades em Petrolina, mais de uma vez. Desde o início, nós solicitamos uma apuração rigorosa com relação a isso”, declarou

Apesar de admitir a ineficiência da Polícia Civil de Pernambuco nas investigações, Paulo Câmara alegou que a federalização do caso federalizar o Caso Beatriz precisa respeitar ritos e legislação.

“Qualquer fato novo, qualquer ação que seja inserida, nós vamos ser os primeiros a querer que seja apurado. Nós queremos também, tanto quanto a mãe que isso seja apurado, porque é conforto que ela está esperando e realmente diante da perda que não tem volta. A questão da autoria e da prisão é o grande objetivo”, concluiu.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais do Caso Beatriz, Lucinha Mota declarou que não aceitará mais promessas e cobra ações práticas do Governo de Pernambuco.

“Eu só quero adiantar para o Governador, para o Governo e a Secretaria de Segurança, que eu não aceito mais promessas, que o que eu só ouvi durante esses seis anos foram promessas. O senhor (Paulo Câmara) pode reunir quem o senhor quiser aí. Eu estou indo com o povo pernambucano, estou indo com o país inteiro como minha testemunha. Eu quero que o senhor se manifeste oficialmente, formalmente em relação aos meus pedidos. Do contrário, Governador, não perca seu tempo, pois nós não vamos conversar.  Eu só quero que o senhor emita um parecer favorável ao nosso pedido de federalização do caso ou então que aceite a colaboração técnica dos peritos americanos. Seja realmente um chefe de poder neste momento. O mundo está na expectativa da sua resposta”, declarou.

Lucinha rebateu ainda a informação dada pelo Governador sobre as recepções supostamente dado feitas por ele à ela e a Sandro Romilton.

“Não venha com mentira não. Dizer que sempre me recebeu. O senhor nunca me recebeu. Se eu não for com um deputado, o senhor não me recebe. Sempre tem que ir com alguém. O senhor nunca me recebeu de livre e espontânea vontade e a última vez em Petrolina, na presença de todos, o seu segurança, que é Coronel da Polícia Militar, tentou me impedir de entrar na rua,  depois tentou me impedir de entrar no colégio, e não ficou satisfeito e me agrediu fisicamente”, acrescentou Lucinha Mota.

Veja o vídeo na íntegra

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Caminhada por justiça

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, iniciaram a Caminhada por Justiça na madrugada do último dia 05, e chegarão ao destino nesta terça-feira (28). Foram mais de 700km. Ao longo do caminho, a luta foi ganhando mais adeptos dos moradores das cidades pernambucanas, do sertão ao agreste. Os pais de Beatriz Mota receberam diversas manifestações de carinho e apoio durante o trajeto.

Na manhã de hoje, haverá um ato na praça do Derby, em Recife, contando com a participação de diversas caravanas que saíram nesta segunda-feira (27) ao encontro de Lucinha, Sandro e do grupo que os acompanham.

Em Petrolina, um grupo de mais de 50 pessoas, entre familiares e amigos, irão encorpar a manifestação, que pede ao Governador Paulo Câmara a federalização do caso e colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do caso.

“ Vamos encontrar com ela (Lucinha), em Recife. Serão vários ônibus e carros, com caravanas de moradores de cidades por onde ela passou. Os Deputados Zó e Túlio Gadelha também estarão lá”, explicou Michelle Chaves, integrante do grupo “Somos Todos Beatriz” ao PNB.

Caso Beatriz

Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.

 

Da Redação PNB

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