Nesta terça-feira (28), Mirtes Souza, mãe do menino Miguel Otávio, 5 anos, que morreu em junho de 2020, após cair do nono andar de um prédio de luxo, em Recife, juntou-se aos pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há seis anos em Petrolina, na caminhada por Justiça.
Assim como Lucinha Mota e Sandro Romilton, ela busca justiça para o caso do menino estava aos cuidados de Sarí Corte Real, quando caiu do prédio. A patroa de Mirtes deixou a criança sozinha em um elevador, e é acusada por abandono de incapaz.
Quem também já se juntou ao grupo foi Ingrid Silva da Rocha, viúva do Soldado da Polícia Militar da Bahia, Joanilson da Silva Amorim, de 33 anos, assassinado na tarde do dia 13 de setembro, em Petrolina, por policiais civis de Pernambuco. Ela e mais 4 familiares do soldado também estarão no Palácio das Princesas, na capital pernambucana, pedindo justiça para a morte do marido.

“Estou nesta caminhada para que seja designado um delegado especial de Recife para presidir o inquérito , pois nos familiares não estamos vendo celeridade e nem imparcialidade nas investigações por parte da delegacia de Petrolina. Também que se der andamento ao processo administrativo disciplinar que pesa contra o agente responsável pela ação criminosa. Vamos clamar por justiça também”, disse Ingrid ao PNB.
Caminhe por Justiça
Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, iniciaram a Caminhada por Justiça na madrugada do último dia 05 em Petrolina, e chegarão ao destino, Recife, nesta terça-feira (28). Foram mais de 700km.
Ao longo do caminho, a luta foi ganhando mais adeptos dos moradores das cidades pernambucanas, do sertão ao agreste. Os pais de Beatriz Mota receberam diversas manifestações de carinho e apoio durante o trajeto.
Na manhã de hoje, haverá um ato na praça do Derby, em Recife, contando com a participação de diversas caravanas que saíram nesta segunda-feira (27) ao encontro de Lucinha, Sandro e do grupo que os acompanham.
Um grupo de mais de 50 pessoas, entre familiares e amigos, que saíram ontem de Petrolina já estão em Recife aguardando Lucinha e Sandro. Eles também irão encorpar a manifestação, que pede ao Governador Paulo Câmara a federalização do caso e colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do caso.
Caso Beatriz
Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.
Redação PNB



