Arquivos anuais: 2021

Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por WhatsApp

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Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

 

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

 

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.

Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.

Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.

Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.

Agência Brasil

Rui Costa nomeia novo superintendente de Inteligência da SSP-BA

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O governador Rui Costa (PT) nomeou o delegado Ivo Carvalho Tourinho para o cargo de superintendente de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado deste sábado (9).

Tourinho ocupava o cargo de coordenador de polícia interestadual, e agora ele vai ocupar a vaga que estava sendo acumulada pelo subsecretário da SSP-BA, Hélio Jorge Oliveira Paixão. Paixão assumiu a tarefa com a exoneração de Rogério Magno de Almeida Medeiros, citado nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em 14 de dezembro contra um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

As investigações indicam que Magno teria atuado, junto ao agora ex-secretário da SSP-BA, Maurício Barbosa, para vazar informações sigilosas sobre operações policiais que tinham autoridades envolvidas na Faroeste como alvos (saiba mais aqui). Barbosa teve seu afastamento das funções determinado pela Justiça pelo período de um ano (saiba mais aqui), portanto, foi exonerado da pasta. Já Magno não foi alvo de nenhuma medida.

Outras exonerações

Para o lugar antes ocupado por Ivo Tourinho na Coordenação de Polícia Interestadual foi designada Cristiane Inocência Xavier Rodrigues Coelho, também delegada de Polícia Civil. O governador também exonerou o delegado Oscar Vieira de Araújo Neto, da coordenação Executiva da Superintendência de Inteligência, e nomeou no lugar o tenente-coronel PM Fernando José Teixeira de Souza Farias. Antes disso, Farias era coordenador técnico do Comando de Operações de Inteligência da Polícia Militar, mas foi exonerado nesta mesma edição do diário.

A publicação traz ainda uma série de mudanças em outras secretarias, como Saúde (Sesab), Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), Educação (SEC) e Fazenda (Sefaz).

 

Da Redação com informações Bahia Notícias

Juazeiro registra 17 novos casos de Covid-19 neste domingo (10)

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro registrou 17 novos casos do novo coranavírus nas últimas 24 horas. São 10 pacientes do sexo feminino e 7 do sexo masculino, com idades entre 19 e 82 anos.

No boletim deste domingo(10), 7.876 constam como confirmados, 15.991 foram descartados, desde início da pandemia na cidade. Desse total, 5.538 pessoas já estão recuperadas da Covid-19. São 2.201 casos ativos da doença.

Não foi registrado nenhum óbito no boletim deste domingo, por isso, a cidade de Juazeiro mantém o número 137 mortes causadas por complicações da covid-19.

Foram realizados desde o início da pandemia 23.498 testes rápidos e 1.232 pelo Lacen em Salvador.

Ocupação de leitos

Dos internados regulados somente pela rede municipal, houve alteração nas últimas 24 horas. Agora são 34 pacientes, sendo 25 em leitos de UTI e 09 em leitos intermediários. Na rede de ocupação hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) é de 73%.

 

Ascom Sesau/ Maria Lima 

SUS terá exclusividade sobre a CoronaVac, afirma Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde reafirmou, hoje (9), em nota, que todas as doses da vacinas contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan produzir ou importar serão adquiridas pelo governo federal e distribuídas exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a pasta, técnicos ministeriais e representantes do laboratório paulista reuniram-se ontem (8) para discutir a incorporação da CoronaVac ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

Ao fim do encontro, ficou acertado que o governo federal terá o direito de exclusividade de compra de todo imunizante que o Butantan produzir ou importar. Além disso, caberá ao ministério disponibilizar a CoronaVac para os 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, simultaneamente e proporcionalmente ao tamanho da população de cada unidade federativa.

“Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”, destaca a pasta, em nota divulgada nesta tarde.

Na quinta-feira (7), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tinha anunciado a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da CoronaVac. Esse contrato, no entanto, previa a compra inicial de 46 milhões de unidades a serem entregues até abril deste ano e a possibilidade de aquisição de mais 54 milhões posteriormente.

O valor total da compra passa de R$ 2.677 bilhões, incluídas todas as despesas ordinárias diretas e indiretas decorrentes da execução contratual, inclusive tributos e/ou impostos, encargos sociais, trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, taxa de administração, frete e seguro, entre outras. O contrato já assinado estabelece que o pagamento seja realizado após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceder ao laboratório o registro ou a autorização para uso emergencial da vacina.

Nova reunião deve ser realizada nos próximos dias, com a participação do ministro da Saúde e de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) dos estados e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Nesse encontro, serão detalhados os próximos passos da logística e do calendário da campanha de vacinação.

A CoronaVac é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório farmacêutico chinês Sinovac.

Ainda na quinta-feira, o governo de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado, anunciou que os testes realizados no Brasil demonstram que a taxa de eficácia mínima da vacina contra o novo coronavírus é de 78%. De acordo com o governo paulista, entre os voluntários que participaram dos testes e contraíram a covid-19, nenhum desenvolveu a forma grave da doença. Também não foi registrada nenhuma morte entre eles.

 

Agência Brasil

Bolsonaro anuncia que Edital para concurso da PF deve sair em janeiro

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Na manhã deste domingo (10), pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro informou que o edital para o concurso da Polícia Federal deve ser publicado ainda neste mês de janeiro.

Em dezembro, o Diário Oficial da União publicou autorização para a realização do concurso para  preenchimento de 1,5 mil vagas de nível superior para os cargos de delegado, escrivão, papiloscopista e agente de polícia federal. São 123 postos para delegado, 400 vagas para escrivão, 84 para papiloscopista e 893 para agentes.

De acordo com a Portaria 14.358, que trata do assunto, o prazo para a publicação do edital de abertura de inscrições será de até seis meses.

O último concurso da PF foi realizado em 2018 e ofereceu 500 vagas de nível superior.

Da Redação

Xuxa faz duras críticas a Bolsonaro e àqueles que inventam mentiras sobre vacinação

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Xuxa, 57, está entre as celebridades que buscam conscientizar a população sobre a importância de se imunizar contra o coronavírus, quando a vacina for autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. “O assunto é sério! Nunca imaginei que esse desgoverno pudesse desestimular o povo a se vacinar. Não sei onde essas pessoas estão com a cabeça! Estamos em uma pandemia”!

A apresentadora usou sua coluna na revista Vogue neste sábado (9), para fazer um longo desabafo sobre o assunto. No relato ela conta que a mãe dela, Alda Meneghel (1937-2018), não vacinou nenhum dos cinco filhos. “Vou contar uma coisa que poucas pessoas sabem: minha mãe nunca vacinou nenhum dos cinco filhos”.

Em seguida, Xuxa explicou o que levou Alda a tal atitude. “Ela nos teve muito nova, com 16 anos, e como nunca foi vacinada, perguntou ao médico no sul o que era e para que servia. Ele explicou que iria colocar o vírus no nosso corpo para criarmos anticorpos e assim ganharmos a luta contra a doença. Minha mãe pegou minha irmã no colo e disse: ‘nem pensar'”.

A Rainha dos Baixinhos contou ter se vacinado pela primeira vez ao fazer uma viagem à África, quando já era mãe de Sasha, 22. “Digo que me bateu muito medo, mesmo tendo dado todas as vacinas na Sasha. Hoje me vejo contando os dias para essa vacina sair. Já pensei em ir para São Paulo com o Ju [Junno Andrade] e tomar lá, já pensei tanta coisa, menos em não ser vacinada”, desabafou, criticando em seguida a atitude daqueles que inventam mentiras sobre a imunização.

“Ouvi tanta gente ignorante falando que ela daria doenças, teria um chip… Mas o pior é saber que tem pessoas que estão na dúvida se vacinam ou não porque ela é da China ou da Inglaterra…”. Xuxa definiu a atual situação trazida pelo coronavírus como um filme de terror e se mostrou perplexa com quem insiste em fazer reuniões em meio a pandemia. “Vejo alguns bares cheios e me pergunto onde esse povo vive? Como podem fazer isso? Milhares de pessoas já morreram no mundo e no nosso país não é diferente”, pontuou.

A apresentadora mostrou, então, sua revolta com as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no que concerne aos cuidados e planejamento no combate ao coronavírus. “Nosso presidente ri de tudo: do ozônio, tira sarro com o uso de máscaras, chama a pandemia de “gripezinha”, diz que todos um dia vão morrer, não é mesmo”, questionou.

Ela mencionou ainda o fato de Bolsonaro estar mais focado em armar a população e proteger os filhos de denúncias de corrupção em vez de se preocupar com questões que importam realmente, como o desmatamento da Amazônia, hospitais sem leito e as condições precárias em que vivem milhares de brasileiros.
“A família que não pode ser ‘tocada’, tudo para proteção de seus filhos. Se não há nada a temer porque não deixam revirarem tudo? Por que não cooperam com a PF [Polícia Federal do Brasil]? Pelo contrário, trocam todas as pessoas que são contra seus pensamentos”, pontuou a apresentadora, reprovando de maneira contundente as diretrizes do Governo Federal e também aqueles que o apoiam.

“O nosso desgoverno virou piada e chacota no mundo todo, é vergonhoso ver o mundo rir do nosso país. Tem muita gente ainda que diz que o ama e, pasmem, o chamam de ‘mito’, riem das nossas leis… Se falam mal do STF [Supremo Tribunal Federal]… Ou melhor, estão do lado do desgoverno, estão protegidos e nada acontece: não são presos, não pagam pelos seus erros ou crimes… Isso tudo está na cara das pessoas, mas elas não querem ver, não conseguem enxergar, parece que estamos vivendo realmente um filme de terror”, disse Xuxa, emendando que a guerra política que acontece no país enquanto tantas pessoas morrem, na opinião dela, é vergonhosa.

“Quem é contra pode levar uma bala, pode ser agredido verbalmente com carros de som ou nas mídias, quem é contra é perseguido. Você pode ser caçado e crucificado por ignorantes vestidos com uma bandeira do Brasil e eu como muitos brasileiros que pagam impostos (faço isso desde os meus 16 anos) quero vacina para todos”, bradou Xuxa, que terminou seu relato exigindo respeito por suas opiniões e posturas.

“É inadmissível ouvir que todos vão morrer um dia, tentando justificar o injustificável. Já perdi muitas pessoas perto de mim e não aceito que outras se vão por causa de uma política podre e vergonhosa. Há muito tempo eu fiz uma campanha que dizia: ‘Gotinha, gotinha e tchau tchau paralisia infantil” e hoje eu digo: ‘vacina, vacina e tchau, tchau aos mitos'”, finalizou Xuxa.

Folhapress

Brasil tem salto de 55% na média móvel de mortes por Covid e alcança maior valor desde 22 de agosto

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Com o aumento das mortes desde o fim de 2020, o Brasil chegou, neste sábado (9), à maior média móvel de mortes por Covid-19 desde 22 de agosto do ano passado. O país registrou 1.115 óbitos e 59.750 casos da doença. Com isso, o total de mortes chegou a 202.657 e o de pessoas infectadas a 8.075.670, desde o começo da pandemia.

Em 22 de agosto, a média móvel de óbitos era de 997 e se encontrava estável. Neste momento, ela está em 988 e apontando crescimento da pandemia.

Especialistas vêm alertando que os números de mortes podem permanecer altos pelas próximas semanas, devido às viagens, encontros e festas que realizados durante o Natal e o Ano-Novo.
Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Além dos dados diários, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 988. O valor da média representa um aumento de 55% em relação ao dado de 14 dias atrás.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Folhapress

Do impeachment ao freio das redes, caminhos para evitar que Bolsonaro repita enredo de Trump

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A invasão ao Capitólio, instigada pelo presidente derrotado nas últimas eleições dos Estados Unidos, lançou sinal de alerta ao Brasil, sobretudo após Jair Bolsonaro sinalizar que o movimento insurgente pró-Donald Trump pode ganhar uma versão tropical daqui a dois anos. “Se tivermos voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa”, comentou o mandatário brasileiro em nova tentativa de desacreditar, sem provas, o sistema eleitoral do Brasil e clamar pelo retorno do voto impresso. Diante de mais uma manifestação de apreço pela tática trumpista por parte da maior autoridade do país, não faltaram notas de repúdio e “alertas” sobre o estado de democracia vindos do Supremo Tribunal Federal. Mas a pergunta sobre a qual analistas, partidos e políticos de oposição se debruçam é: o que fazer para impedir uma eventual tentativa de chutar o tabuleiro institucional ou mesmo ensaiar um golpe mais clássico na próxima eleição?

Para o advogado Pedro Abramovay, diretor da Open Society na América Latina, ao insistir com a narrativa de fraude nas urnas, Bolsonaro e seus apoiadores têm plantado a semente de uma estratégia para se manter no poder em caso de derrota no próximo pleito. “Fica evidente a característica de intenção quando Bolsonaro faz esse tipo de manifestação. Ele não está só conjecturando. Estamos falando de um presidente que construiu sua vida política desacreditando a democracia”, afirma o jurista. Em resposta imediata à fala do mandatário brasileiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu nota condenando o ataque ao sistema eleitoral e frisando que seu presidente, o ministro Luís Roberto Barroso, “lida com fatos e provas, que devem ser apresentadas pela via própria”.

Abramovay entende que, além do posicionamento de instituições em contraponto a manifestações antidemocráticas do Governo e do bolsonarismo, é essencial que elas encontrem amparo no ecossistema político. “Se as Forças Armadas não estiverem dispostas a cumpri-la, a Constituição não vale nada”, explica o advogado. “O STF só vai conseguir fazer valer a Constituição se houver forças políticas articuladas e poderosas o bastante para barrar intenções golpistas do presidente.” Ele lembra que, em países como Hungria e Turquia, que experimentaram recentemente a ascensão de governos autoritários, o Estado democrático ruiu aos poucos, a partir de ataques graduais às instituições. “Enquanto a sociedade civil tiver voz e conseguir influenciar os espaços de defesa da democracia, é muito improvável ocorrer uma virada de mesa antidemocrática.”

Em linha semelhante, Andrei Roman, criador da consultoria Atlas Político, que desenvolve pesquisas de opinião sobre a popularidade de Bolsonaro e as predileções de seu eleitorado, enxerga um fator em comum entre o Brasil e regimes autoritários que pode ser decisivo para uma hipotética inclinação golpista. “No atual contexto, é cada vez mais difícil identificar o momento exato em que um golpe acontece”, diz o cientista político. “A infiltração de militares no Governo ocorre no Brasil da mesma forma que ocorreu com Chávez, na Venezuela, ou com Orbán, na Hungria. Ter atores que compartilhem a ideia de um regime autoritário em posições estratégicas é mais preocupante até mesmo que a popularidade do presidente.”

Roman aponta que, de acordo com os últimos levantamentos do Atlas Político, entre 10% e 15% da população brasileira apoia a tomada do poder pelos militares, percentual semelhante ao dos que endossam a narrativa de urnas fraudadas. O índice pode subir, dependendo do desempenho do Governo e da radicalização de Bolsonaro nos próximos meses, mas não o suficiente, segundo o cientista político, para sustentar apoio popular a um eventual ensaio golpista ou de incentivo a reações de alas radicalizadas de sua própria base ou das polícias, por exemplo. Por outro lado, Pedro Abramovay julga como alarmantes as manifestações de integrantes do Exército, a exemplo do ex-comandante Eduardo Villas Bôas, que chegou a ameaçar intervenção militar caso o STF concedesse habeas corpus ao ex-presidente Lula, em 2018, e do ministro-general Augusto Heleno, que insinuou —em tom de ameaça— que a apreensão dos celulares de Bolsonaro, como determinou o Supremo, poderia ter “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.”

El País

Mega-sena acumula e pode pagar 12 milhões na próxima quarta-feira

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Nenhuma apostador acertou as seis dezenas do concurso 2333, da Mega-Sena, sorteado ontem (9). Com isso, o prêmio acumulou e o sorteio da próxima quarta-feira (13) tem prêmio estimado em R$ 12 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 09, 16, 31, 41, 53 e 55.

Dezesseis apostas acertaram cinco dezenas sorteadas e vão receber R$ 128 mil, cada. Já a quadra teve 1.994 apostas vencedoras e paga prêmio de R$ 1.470 cada.

O apostador que acertou a quina ou a quadra pode receber seu prêmio em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa.

Se o prêmio for maior que R$ 1.903,98, o pagamento só pode ser feito em agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e recibo de aposta. Já prêmios em valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de 2 dias a partir da apresentação da aposta vencedora em  uma agência da Caixa.

Agência Brasil