Arquivos anuais: 2021

Petrobras anunciará novo reajuste em 20 dias, diz Bolsonaro

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(Marabá - PA,18/06/2021) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1), em Roma, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a Petrobrás vai anunciar um novo reajuste no preço dos combustíveis em 20 dias.

“A Petrobras anuncia, isso eu sei extraoficialmente, novo reajuste em 20 dias”, disse Bolsonaro. “Isso não pode acontecer. A gente não aguenta, porque o preço do combustível está atrelado à inflação”, lamentou.

Em seu discurso, Bolsonaro também reclamou de governos anteriores, como o de Michel Temer, quando teve início a política de atrelar o preço do combustível ao dólar.

O presidente voltou a dizer ainda que o ICMS é o vilão do preço dos combustíveis, e defendeu novamente a privatização da Petrobras – algo que, segundo ele, não é algo para o curto prazo.

O último reajuste anunciado pela estatal foi na semana passada, menos de vinte dias depois da alta anterior. Na ocasião, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras teve reajuste de 7% e o diesel, de 9,15%.

CNN Brasil

Equipe que escoltava Bolsonaro agride jornalistas em passeio com tumulto na Itália

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Jornalistas credenciados e identificados que cobriam a visita de Jair Bolsonaro (sem partido) a Roma foram agredidos durante caminhada improvisada pelo presidente brasileiro no centro da capital italiana, na noite deste domingo (31), enquanto apoiadores gritavam “Globolixo” e assessores do presidente assistiam impassíveis.

Bolsonaro está no país participando da cúpula do G20. Ele pulou vários compromissos ligados à cúpula e optou por fazer passeios na cidade, seguido por apoiadores.

Por volta das 16h55 (horário local), quando o presidente ainda estava dentro da embaixada brasileira, um agente que não quis se identificar empurrou a repórter Ana Estela de Sousa Pinto, da Folha de S.Paulo, dizendo que ela devia se afastar do local. A repórter foi empurrada ainda outras três vezes, embora estivesse em um local público, onde não deveria haver nenhuma restrição ao trabalho da imprensa.

Ao chegar de carro ao prédio do posto diplomático, o presidente parou e desceu do veículo, como costuma fazer quando há apoiadores, mas foi surpreendido por gritos de “assassino” e “genocida”. Desistiu de se aproximar do público, acenou, entrou no carro e entrou no edifício.

Os jornalistas se encaminharam, então, aos fundos da embaixada para aguardar a saída de Bolsonaro. Durante a espera, no entanto, começaram as primeiras agressões contra os profissionais de imprensa, que foram impedidos de transitar pelo local. Questionados, os agentes não se identificaram nem explicaram os motivos do impedimento.

Minutos depois, Bolsonaro saiu para falar com cerca de 60 apoiadores que o esperavam. Depois de fazer um discurso quase inaudível mesmo para os que estavam próximos, cumprimentar e tirar selfies com alguns dos apoiadores, o presidente resolveu fazer sua quarta caminhada improvisada pela cidade.

Neste momento, os seguranças tentaram fazer uma corrente de proteção enquanto o líder brasileiro partiu a passo apertado em direção ao largo Argentina, por uma via estreita, na qual apoiadores se aglomeravam para tentar acompanhá-lo.

O jornalista Leonardo Monteiro, correspondente da TV Globo, contou ter levado um soco na barriga, desferido por um agente italiano, após ter feito uma pergunta ao presidente.

“Perguntei ao presidente Bolsonaro por que ele não tinha ido aos eventos do G20 de manhã. Aí veio um segurança, me empurrou com tanta força que até perdi um pé de sapato. Depois, me prensou contra a lateral de um carro e me deu um soco na barriga. Se não fosse o André [Miguel, repórter cinematográfico da emissora] e dois colegas, Ana Estela, da Folha, e Lucas Ferraz, do Globo, que vieram filmando e argumentaram com outro policial, seria pior”, disse Monteiro.

“Foi uma violência desproporcional. A gente espera o ‘cercadinho da imprensa’ para proteger o presidente, mas não para inviabilizar o trabalho da imprensa”, disse Monteiro.

No corso Vitorio Emanuelle 2º, em meio à correria e ao empurra-empurra, ao menos uma manifestante ficou ferida ao ser derrubada, e um grupo de pessoas que tentou se aproximar dela também foi empurrado.

Quando a repórter da Folha de S.Paulo começou a filmar a agressão contra Monteiro, um agente tentou arrancar o celular dela repórter e a ameaçou. O repórter do UOL Jamil Chade também teve o celular tomado enquanto tentava filmar, e os repórteres Lucas Ferraz, do jornal O Globo, e Matheus Magenta, da BBC Brasil, também foram agredidos verbalmente, empurrados e levaram socos nas costas.

Seguranças brasileiros e italianos ignoraram as credenciais e a informação de que os jornalistas estavam a trabalho e gritaram com colegas que diziam ser inaceitável o contato físico com brutalidade.

Durante todo o trajeto, Bolsonaro não deu atenção aos acontecimentos, olhando fixamente para a frente. Quando a repórter da Folha de S.Paulo lhe perguntou por que a segurança estava agredindo os jornalistas, ele parou, ouviu o que um assessor lhe disse ao ouvido e decidiu interromper o passeio e voltar à embaixada. As agressões dos agentes continuaram no caminho de volta —ao todo, o passeio durou cerca de dez minutos.

A repórter da Folha de S.Paulo se dirigiu a um homem uniformizado, o único que tinha um escudo que indicava que era um funcionário público. Ele disse ser da polícia, mas, quando questionado sobre o motivo de os seguranças italianos estarem impedindo a imprensa brasileira de trabalhar, afirmou que isso não acontecera e caminhou em direção à porta dos fundos da embaixada, onde passou a impedir a passagem dos repórteres.

Os seguranças disseram ainda que não poderiam ser filmados e se negaram a fornecer suas identificações e a dizerem se eram parte regular da polícia italiana. Assessores de Bolsonaro em nenhum momento pediram calma ou intercederam.

A Folha de S.Paulo perguntou à Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência da República quem são os responsáveis pela segurança de Bolsonaro em Roma, mas não obteve resposta.

Em nota sobre o episódio, o jornal Folha de S.Paulo afirmou: “A Folha repudia as agressões sofridas pela repórter Ana Estela de Sousa Pinto e outros jornalistas em Roma, mais um inaceitável ataque da Presidência Jair Bolsonaro à imprensa profissional.”

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse, em nota, que “repudia com veemência e indignação as agressões sofridas por jornalistas brasileiros na cobertura das atividades do presidente”.

“A violência contra os jornalistas, na tentativa de impedir seu trabalho, é consequência direta da postura do presidente, que estimula com atos e palavras a intolerância diante da atividade jornalística.”

A nota ainda afirma que ANJ espera que os atos sejam apurados e os culpados, punidos. “A impunidade nesse e em outros episódios é sinal de escalada autoritária.”

A Globo também se manifestou sobre o episódio. Em nota, a empresa afirmou que “condena de forma veemente a agressão ao seu correspondente Leonardo Monteiro e a outros colegas em Roma e exige uma apuração completa de responsabilidades.

“Quem contratou os seguranças? Quem deu a eles a orientação para afastar jornalistas com o uso da força? Os responsáveis serão punidos? A Globo está buscando informações sobre os procedimentos necessários para solicitar uma investigação às autoridades italianas”, continua o documento.

“No momento, ficam o repúdio enfático, a irrestrita solidariedade a Leonardo Monteiro e demais colegas jornalistas de outros veículos e uma constatação: é a retórica beligerante do presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas que está na raiz desse tipo de ataque. Essa retórica não impedirá o trabalho legítimo da imprensa. Perguntas continuarão a ser feitas, os atos do presidente continuarão a ser acompanhados e registrados. É o dever do jornalismo profissional. Mas essa retórica pode ter consequências ainda mais graves. E o responsável será o presidente.”

A Comissão de Liberdade de Expressão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou nota de repúdio aos ataques contra os jornalistas. “É lamentável que incidentes como esse ocorram, refletindo uma postura frequente de desrespeito ao trabalho dos profissionais de imprensa.”

Folha Press

Estradas amanhecem sem bloqueios, mas caminhoneiros dizem que há greve

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Anunciada para esta segunda-feira (1º), a paralisação dos caminhoneiros não provocou nenhum ponto de bloqueio nas estradas, segundo o Ministério da Infraestutura. Porém, líderes da categoria afirmam que a greve está acontecendo, mesmo sem interrupção das vias.

Segundo a pasta, não havia nenhum bloqueio de rodovia, parcial ou total, por volta das 9h. O ministério também informou que tentativas de bloqueio estão sendo dispersadas pela Polícia Rodoviária Federal. A principal reclamação da categoria é a alta nos preços dos combustíveis, que subiu mais de 34% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA-15.

Em vídeo enviado ao Uol, o diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer, mostrou o movimento de caminhões na BR-285, no trevo em Ijuí (RS), com a ERS-342, por volta das 6h da manhã e garantiu que a categoria aderiu ao protesto.

“Movimento tranquilo. A categoria apoiou, ficou em casa e não está rodando. Este trajeto tem mais de 7.000 veículos diários. A coisa pegou, porque não dá mais para suportar. Os caminhões que ainda estão rodando, em sua minoria, ao chegarem aqui são convidados democraticamente a aderirem ao movimento”, afirmou.

A CNTTL, a Abrava e a CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) foram proibidas pela Justiça em 20 estados de fazerem bloqueios em estradas e rodovias federais. A medida também vale para portos e refinarias, como o Porto de Santos (SP) e o Porto de Suape (PE).

A União conseguiu 29 liminares impedindo o bloqueio em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Piauí e Bahia. As multas podem chegar a R$ 1 milhão por pessoa jurídica que apoiar a paralisação nas estradas.

 

 

Bahia Notícias

Caso Beatriz: Lucinha Mota fará caminhada de 25 dias de Petrolina a Recife em busca de justiça

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Em uma luta incansável por justiça, Lúcia Mota, mãe da menina Beatriz Angélica, que foi brutalmente assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, fará uma caminhada de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, onde o crime aconteceu, até a capital do Estado, Recife. A saída está marcada para acontecer às 4 horas da madrugada do dia 05 de dezembro, do Posto Paizão II Ursa.

Lucinha, como é mais conhecida, contou ao PNB que caminhará com destino ao Palácio Campo das Princesas, com o objetivo de pressionar o governo do Estado de Pernambuco a aceitar a cooperação dos peritos americanos e contribuir para a federalização das investigações. A previsão é que ela anda por 713 km em um período de 25 dias.

Lucinha explicou ainda que a caminhada contará com repouso e estadia nas cidades dentro do percurso estimado.

“Beatriz Angélica Mota Ferreira foi assassinada em 10 de dezembro de 2015, dentro do Colégio Auxiliadora em Petrolina. Esse crime completa 6 anos e nenhuma resposta foi dada a sociedade sobre o que aconteceu naquela noite. Uma investigação que se arrasta cercada de erros, sabotagens, trocas constantes de delegados e não se chega a nenhuma resolução.
Centenas de manifestações públicas das mais variadas formas já foram feitas. Todas as instancias desse país e também do exterior já foram acionadas, ainda assim não há uma conclusão no inquérito.
Esse movimento é vivo por causa do compromisso de toda a sociedade com a verdade e a justiça.
O Grupo “Somos Todos Beatriz” integrado por familiares, amigos e sociedade civil busca incansavelmente por um desfecho desse caso e mais uma vez precisamos do seu apoio.
Estamos realizando uma caminhada saindo de Petrolina-PE com destino a Recife-PE”, declarou Lucinha.

Como ajudar

 

O movimento Somos Todos Beatriz conta com o apoio de familiares, amigos e da sociedade. Uma Vakinha online está sendo realizada para arrecadar doações para a contratação de profissionais especializados para identificar os verdadeiros culpados. (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/investigacao-caso-beatriz)

As doações também podem ser feitas das seguintes formas: depósito ou transferência (Dados Bancários: Favorecida: Maria Lúcia Mota Silva, Banco: Caixa (104), Agência: 0812, Operação: 1288, Conta: 970068028-8 Ou PIX: 969.734.205-91)

Crime

Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Quase seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.

Da Redação PNB foto arquivo

Boletim deste domingo não apresenta novos casos da COVID 19 em Petrolina

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O boletim epidemiológico deste domingo (31) indica que dos 25 leitos disponíveis, nove estão ocupados, sendo três pacientes de Petrolina e seis de outras cidades da região. Isso representa 36% na taxa de ocupação dos leitos em Petrolina

Não há o registro de novos casos, com isso, o município está com 33.090 pessoas já infectadas pelo novo coronavírus. Desse total, 31.895 já estão recuperadas da doença, isso representa 96,4% de cura clínica.

Não há registro de novos óbitos, assim, o município segue com 572 óbitos em decorrência do novo coronavírus.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 604 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade de estarem infectadas.

– Casos descartados: Até agora, 140.168 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 623 casos ativos do novo coronavírus.

Outras informações sobre a pandemia podem ser conferidas no site: petrolina.pe.gov.br/coronavirus

Débora Sousa – Ascom Sesau

Prefeitura de Juazeiro alerta estudantes da Rede Municipal para 2ª fase da OBMEP

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Estudantes de 31 escolas da Rede Municipal de Ensino de Juazeiro, que ofertam do 6º ao 9º ano, se classificaram para a 2ª fase da 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), com provas marcadas para o dia 6 de novembro, às 14h30. A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), alerta os estudantes participantes para se atentarem à data e aos locais de prova, já disponíveis do site oficial da Olimpíada (http://www.obmep.org.br/).

A organização da OBMEP orienta que os estudantes cheguem aos locais de aplicação com, no mínimo, 30 minutos de antecedência, portando documento original de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira escolar), o cartão informativo da OBMEP, lápis, borracha e caneta esferográfica azul ou preta. O uso da máscara é obrigatório.

A prova

A 2ª fase da OBMEP é composta por prova discursiva, segmentada por níveis, contendo 6 questões que podem valer até 20 pontos. Os alunos terão 3h para conclusão da prova.

O resultado final dos estudantes premiados será divulgado em 18 de janeiro de 2022.

Brena Souza – Ascom Seduc/PMJ

Ministério da Economia discutiu novo Bolsa Família com dados incertos, mostram documentos

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Real-Moeda Nacional

Técnicos do Ministério da Economia tiveram que tomar decisões ligadas ao Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, com base em informações incertas e em meio a dúvidas sobre os números do programa.

Documentos obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação mostram a equipe econômica fazendo análises orçamentárias com simulações de despesas não confirmadas, sem dados claros e com alertas para a falta de fonte de recursos para o programa a partir do ano que vem.

Os documentos obtidos pela reportagem referem-se a um decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) a partir de 20 de setembro para custear parcialmente o Auxílio Brasil em 2021. As informações disponibilizadas mostram como decisões do governo em relação ao tema seguiram adiante mesmo com as incertezas.

Segundo os documentos, estudos internos foram solicitados no mês passado pelo gabinete do ministro Paulo Guedes (Economia), que demandou urgência. As principais análises sobre o plano foram concluídas em menos de dois dias após a requisição e foram encaminhadas à cúpula do ministério em 15 de setembro, na véspera da assinatura do decreto que elevou o IOF.

Em sua análise sobre a medida, a Secretaria de Orçamento Federal (a SOF) se baseou em estimativas próprias acerca dos números do Auxílio Brasil, sem que houvesse uma confirmação dos dados pelo Ministério da Cidadania, responsável pelo programa social.

A própria SOF chamou atenção para a necessidade de um respaldo da outra pasta.
“Os dados relativos ao aumento de beneficiários e dos valores dos benefícios […] deverão ser ratificados pelo Ministério da Cidadania, oportunamente, uma vez que os valores apresentados nesta nota são resultantes de simulação realizada por esta SOF”, diz o texto.

O cálculo respaldou toda a engenharia financeira para bancar o programa neste ano, o que resultou na decretação do aumento do IOF -sem menção nos documentos a qualquer confirmação da Cidadania sobre os dados. No entanto, após o aumento do IOF entrar em vigor, o governo anunciou números diferentes para o Auxílio Brasil, com público maior e benefício mais alto.

Com o programa -que começa a valer no dia 17 de novembro– ainda rodeado de impasses, o Ministério da Economia disse ao jornal Folha de S.Paulo nas últimas semanas que o IOF pode mudar de destino e ficar para os cofres do Tesouro caso não se consiga implementar o Auxílio Brasil com os valores planejados.

André Luiz Marques, coordenador-executivo do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, afirma que as decisões de gestores públicos e privados precisam ser bem fundamentadas, considerando a escassez de recursos.

“Nenhum Estado, empresa ou pessoa tem dinheiro para fazer tudo o que quer”, afirma. “Por isso, fazer as coisas na pressa e na correria, com uma série de inconsistências e imprecisões, é no mínimo irresponsável. No mínimo. Chega a dar vergonha ler esses exemplos”, diz.

Para ele, os cálculos ligados ao programa deveriam estar claros há muito tempo. Há mais de um ano o governo discute um novo programa social e, por questões políticas, decidiu não enfrentar a revisão de outras despesas para inseri-lo no Orçamento.

“Agora vêm as soluções criativas, mexendo nos precatórios [dívidas do Estado cobradas pela Justiça]. É um erro para corrigir outro erro”, diz.

Ainda de acordo com os documentos internos obtidos pela Folha, a Secretaria de Tesouro Nacional também levantou dúvidas sobre os números do programa ao analisar o rascunho da exposição de motivos do decreto (documento que acompanha medidas, trazendo as justificativas para sua criação).

Os técnicos não viram no texto “disponibilização clara” dos valores do programa social e também chamaram atenção para dados destoantes.

“Não restou devidamente evidenciado na EM [exposição de motivos] como se dará essas alocações compensatórias [dos recursos do IOF] nos programas a serem instituídos, bem como se elas serão de fato suficientes para garantir sua neutralidade, seja pela ausência de informações de valores de impactos para alguns programas ali indicados, como já destacado acima, seja pela discrepância de dados informados”, afirmaram os técnicos do Tesouro.

Apesar das dúvidas em suas análises durante a discussão técnica, o Tesouro acabou dando aval à medida fazendo apenas ressalvas. Depois disso, o valor da despesa com o Auxílio Brasil foi inserido na exposição de motivos.

Já os dados apontados como discrepantes pelo Tesouro permaneceram. Eles se referiam à parte da medida que direcionaria recursos para outra iniciativa tomada pelo governo, o subsídio à importação do milho.

As medidas acabaram sendo oficializadas mencionando dois dados -com uma diferença de R$ 11 milhões entre as duas expectativas mencionadas de impacto fiscal para sustentar a compra da commodity.

Leandro Ferreira, presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, afirma que os documentos ligados ao IOF aumentam a lista das falhas do governo em relação ao assunto.

“É um improviso tanto na política social como na administração do Orçamento”, afirma. “Isso decorre do fato de o governo não ter se preparado a tempo para discutir o que sucederia o Bolsa Família. Todo o mundo sabia que isso seria necessário após o auxílio emergencial”, diz.

Ferreira não descarta que o governo vire alvo na Justiça em decorrência do assunto, por interpretar que o Executivo não está cumprindo uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Em mandado de injunção neste ano, a corte determinou que o governo regulamente uma renda básica no país a partir de 2022.

Ao longo de todo o processo de elaboração do programa, os técnicos da Economia alertaram que o aumento do IOF em 2021 não garantiria o Auxílio Brasil, pois o programa social geraria impactos fiscais também a partir de 2022, e não havia concretamente um instrumento de financiamento para os anos seguintes.

“[A Secretaria de Orçamento Federal] ressalta que [o decreto], enquanto medida compensatória para o exercício de 2021, de modo a propiciar eventual aumento de despesas do PAB [programa Auxílio Brasil], não garante a sua efetiva implementação, diante dos requisitos que precisam ser cumpridos para viabilizar o novo programa em 2022”, afirmam os técnicos.

O Tesouro também chama atenção para a incerteza. “Ao que parece, há referência de impactos fiscais do citado programa que transcendem a 2021, sendo que a elevação do IOF é circunscrita a fatos geradores do corrente ano, o que nos remete a indagações sobre a forma de compensação dos anos posteriores e a garantia de neutralidade estrita para o alcance das metas fiscais ano a ano”, afirma a análise.

Juliana Damasceno, economista e pesquisadora de finanças públicas do Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que o próprio governo não saber qual a fonte de recursos para o programa prejudica a medida.

“É completamente dependente uma coisa da outra. Se você não tem recurso, você não pode garantir uma fonte de custeio. É um princípio básico”, afirma.

Ela afirma que os números ligados ao Auxílio Brasil deveriam estar claros e poderiam ter sido discutidos e lapidados via projeto de lei com o Congresso, caso isso fosse feito com antecedência. Para ela, a ausência de dados dificulta a discussão.

“É extremamente importante que esses cálculos estejam abertos, com a memória de cálculo, para decidir o que vai ser feito em casos de surpresa. Muitas vezes, essa falta de dados está obscurecendo uma informação que pode ser valiosa para a sociedade”, afirma.

Folhapress

Trabalhadores nascidos em janeiro podem sacar auxílio emergencial

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Auxílio emergencial 2021

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em janeiro podem sacar, a partir de hoje (1º), a sétima parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 20 de outubro.

Os recursos também podem ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, só podiam ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a rodada de pagamentos teve sete parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, receberam R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebeu R$ 375; e pessoas que moram sozinhas receberam R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio foi pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. O beneficiário precisava ter sido considerado elegível até dezembro de 2020, pois não houve nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continuou valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício.

Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

Agência Brasil

Univasf prorroga as inscrições para representantes da comunidade externa no Conselho de Curadores

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A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) prorrogou até 23 de novembro as inscrições para a seleção para representantes da comunidade externa no Conselho de Curadores (Concur) para o biênio 2021-2023.

O Concur é a instância da administração superior da Instituição que delibera sobre as normas de funcionamento, acompanha e fiscaliza a execução orçamentária da Instituição e delibera sobre a prestação de contas anual da Univasf, entre outras ações. Podem participar da seleção pessoas que sejam representantes de entidades representativas dos setores produtivos, classes trabalhadoras e outros setores da sociedade civil organizada.

Os candidatos devem enviar um e-mail para o endereço conselhos.superiores@univasf.edu.br com o assunto “Inscrição_Seleção Conselho de Curadores”. No e-mail, o candidato deve anexar, em formato PDF, cópia do ato constitutivo da entidade e CNPJ, nome do representante, cópia do CPF e ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada (Anexo I), conforme consta no Edital de Convocação. Os candidatos não podem fazer parte do Conselho Universitário (Conuni) da Univasf ou ter relação de parentesco, até segundo grau, com pessoas que ocupem Cargos de Direção (CD) ou Função Gratificada (FG) da Universidade.

Serão selecionados um representante titular e um suplente. Os representantes serão escolhidos pelo Conselho Universitário (Conuni), em uma reunião marcada para dia 26 de novembro. O resultado será divulgado no site da Univasf. O mandato será de dois anos, podendo haver recondução uma vez.

O Conselho de Curadores compõe a administração superior da Univasf, juntamente com o Conselho Universitário (Conuni) e a Reitoria. O Concur é formado por representantes da comunidade acadêmica e comunidade externa. Para mais informações sobre o Conselho e seu funcionamento, acesse o site.

 

Ascom/ Univasf