Arquivos anuais: 2021

Prorrogadas para o dia 5 de novembro, inscrições para concurso público da Educação de Juazeiro

0

Os interessados em realizar o concurso da Prefeitura de Juazeiro para a área de educação têm até o próximo dia 5 de novembro para fazer as inscrições, que foram prorrogadas. São disponibilizadas mais de 500 vagas para professor em diversas áreas, para atuação na sede e interior do município. Para se inscrever, o interessado deve possuir nível superior nas áreas disponíveis no certame, e acessar o site do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), através do link www.idib.org.br. A taxa de inscrição custa R$120,00.

A novidade é a inclusão dos cargos para professores de Ensino Religioso, Dança, Teatro, Música, Artes Visuais, Robótica e Filosofia. Também são disponibilizadas vagas para docentes em Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Língua Estrangeira, Educação Física e Atendimento Educacional Especializado.

O concurso é composto por prova objetiva com conteúdos sobre Língua Portuguesa, Conhecimentos de Juazeiro, Raciocínio Lógico, Conhecimentos Pedagógicos e Conhecimentos Específicos. As provas objetivas serão aplicadas no dia 05 de dezembro e os candidatos aprovados participarão da avaliação de provas de títulos, de caráter classificatório.  O resultado final do certame será divulgado no dia 28 de janeiro de 2022.

Os profissionais atuarão na Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais, em regimes de 40h e 20h semanais. Os vencimentos variam entre R$ 1.519,93 e R$ 3.039,86. Mais informações podem ser obtidas através do edital, disponível no Diário Oficial do Município (Doem), através do link https://doem.org.br/ba/juazeiro.

 

Ascom Seduc

Bahia registra 482 novos casos de Covid-19 e mais 6 óbitos pela doença

0

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 482 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,04%) e 388 recuperados (+0,03%). O boletim epidemiológico desta quarta-feira (27) também registra 6 óbitos. Dos 1.244.123 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.214.532 já são considerados recuperados, 2.543 encontram-se ativos e 27.048 tiveram óbito confirmado.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.572.622casos descartados e 244.352 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quarta-feira. Na Bahia, 52.278 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Vacinação

Com 10.557.813 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 82,92% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254.

Da Redação PNB, com informações Secom 

Covid-19: confira cronograma de vacinação para quinta-feira (27)

0

Dando sequência à vacinação contra a Covid-19 em Juazeiro, nesta quinta-feira (28) o município de Juazeiro vai realizar um cronograma de aplicação da primeira dose para pessoas com 18 anos ou mais e da segunda dose. O município aguarda o recebimento de novas remessas para dar continuidade à vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos e aplicação da dose de reforço que está suspensa temporariamente devido à indisponibilidade de vacinas para estes públicos.

Repescagem – População 18 anos ou mais

Este público pode buscar pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Maringá, Alto da Maravilha, Dom Thomaz e Itaberaba das 8h às 11h30 e UBS João Paulo II no horário das 8h às 12h e das 13h30 às 16h. É preciso levar RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência.

Segunda dose – Oxford/AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac

A aplicação da segunda dose será nas UBSs Tabuleiro e Jardim Flórida, das 8h às 11h30; Univasf e UBSs CSU, Vila Jacaré das 8h às 12h e das 13h30 às 16h. No Juá Garden Shopping das 10h às 16h. Para tomar a segunda dose é preciso levar RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e cartão de vacinação.

Por orientação do Ministério da Saúde, o prazo para a aplicação da segunda dose da vacina Pfizer foi reduzido para 8 semanas (54 dias). Quem tomou a primeira dose da Pfizer até 2 de setembro já pode buscar um  dos pontos para tomar a segunda dose com este imunizante.

Ascom Sesau 

“Só quer pergunta de bajulador, cara?” após pergunta sobre rachadinhas, Bolsonaro perde a linha e abandona entrevista na TV Jovem Pan

0

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abandonou uma entrevista do programa Pânico da Jovem Pan, nesta quarta-feira (27), após ser cobrado pelo comediante André Marinho a responder a uma pergunta sobre “rachadinha”.

Marinho perguntou, sem citar o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), se “rachador” deveria ser preso. Irritado, o presidente disse que estava sendo provocado e não iria responder, mas afirmou que o pai do comediante, o empresário Paulo Marinho, estaria interessado no cargo do senador.

“Marinho, você sabe que eu sou presidente da República e eu respondo sobre os meus atos, tá ok? Então não vou aceitar provocação tua, você recolha-se aí ao teu jornalismo, não vou aceitar”, disse Bolsonaro.

“O teu pai é o maior interessado na cadeira [no Senado] do Flávio Bolsonaro. O teu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro…”

A insistência de Marinho para que Bolsonaro respondesse à pergunta sobre rachadinha levou a um bate-boca com o comentarista bolsonarista Adrilles Jorge. Ele havia feito um questionamento anterior a Bolsonaro sobre como o mandatário consegue “enfrentar onda gigantesca de desinformação” contra ele da “hegemonia narrativa progressista”.

Marinho, por sua vez, insistiu na pergunta e debochou do presidente

“O PT não pode voltar, então por favor responda a pergunta, cara, que eu te fiz. Você só quer pergunta de bajulador?”, disse André Marinho a Bolsonaro.

E fez piada da fala em que Bolsonaro disse por vezes chorar sozinho no banheiro.

“O meu pai não chora no banheiro não”, afirmou o comediante.

Visivelmente irritado com a situação, o chefe do Executivo ameaçou abandonar a entrevista.

“Olha só, se o Marinho entrar novamente… Atenção, se o Marinho entrar novamente eu vou embora. Se o Marinho entrar na tela mais uma vez eu vou embora. Se o Marinho entrar na tela mais uma vez eu vou embora. Acabou”, disse o presidente, ao se levantar e deixar a tela.

A saída de Bolsonaro gerou desconforto entre os participantes do programa O apresentador Emílio Surita acusou o comediante Marinho de querer “lacrar” no programa, e se queixou de que a entrevista, que ocorre na estreia da TV da Jovem Pan, vinha sendo negociada durante a semana, desculpando-se com a audiência.

Bolsonaro participava da entrevista por vídeo, de Manaus.

A saber

Paulo Marinho é suplente de Flávio Bolsonaro e foi um dos principais apoiadores do presidente em 2018. Depois, rompeu com o clã e se filiou ao PSDB.

Flávio Bolsonaro foi acusado pelo Ministério Público fluminense de operar um esquema de devolução de salários em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em agosto, o ministro João Otávio de Noronha, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou a suspensão da investigação contra o senador, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz e outros 15 investigados no caso.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho 02 do presidente, também é investigado pelo Ministério Público do Rio por suspeita de “rachadinha”.

Da Redação PNB

 

Juazeiro: taxa de ocupação de leitos UTI Covid sobe para 90% nesta quarta-feira (27); 11 novos casos foram registrados

0

Juazeiro registrou 11 novos casos da Covid-19 nesta quarta-feira (27). A informação está no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesau). Não houve registro de óbito. O município permanece com 380 mortes provocadas pela doença.

De acordo com o levantamento, 18.563 moradores foram infectados desde o início da pandemia na cidade, dos quais 18.046 já estão recuperados. Os casos descartados somam 33.254. Juazeiro tem 137 casos ativos do novo coronavírus.

Testes

Foram realizados desde o início da pandemia 38.943 testes rápidos pela prefeitura e 3.642 pelo Lacen, em Salvador.

Ocupação de leitos

Na rede hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos de UTI para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) é de 58%, com 48 leitos disponíveis. Somente em Juazeiro, 90% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão ocupados, com 2 leitos disponíveis.

 

Ascom Sesau

Integrantes da CPI entregam relatório final à PGR e ao STF

0
Procurador-geral da República, Augusto Aras, recebeu, há pouco, relatório final da CPI da Covid.

Um dia depois do encerramento oficial dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, integrantes do colegiado se reuniram com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Ele recebeu uma cópia do relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprovado pela comissão ontem (26).

Com 80 pedidos de indiciamento, entre eles o do presidente da República, Jair Bolsonaro, por nove crimes, senadores independentes e de oposição que foram maioria na CPI defendem que o PGR “cumpra seu papel” e dê seguimento aos fatos apurados pela comissão. Por ser um tribunal político, uma comissão parlamentar de inquérito não pode, por si só, punir qualquer cidadão. Apesar de poder recomendar indiciamentos, o aprofundamento das investigações e o eventual oferecimento de denúncia dependem de outras instituições. No caso do presidente, ministros de Estado, deputados e senadores, isso cabe ao procurador-geral da República, chefe do Ministério Público Federal (MPF).

No encontro, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), fez um breve relato dos trabalhos da comissão, lembrou o número de mortos em decorrência da pandemia de covid-19 e destacou a resistência do governo federal na compra de vacinas como um dos aspectos mais graves apurados pelo colegiado. “Foram mais de 600 mil mortos. Nós não queremos vingança. Queremos justiça. Que as pessoas que contribuíram para isso possam ser responsabilizadas pela justiça dos homens e confiamos no trabalho da Procuradoria-Geral da República e de todo o Ministério Público Federal”, disse Aziz.

Aras, por sua vez, destacou aos senadores as providências tomadas pelo MPF desde o início da pandemia. Entre as ações, ele lembrou a instauração do inquérito epidemiológico, cujo objetivo é analisar causas e prevenir novos episódios de problemas sanitários. O procurador-geral também ressaltou a atuação feita em momentos mais críticos da pandemia, seja para assegurar o fornecimento de oxigênio, de kits para intubação de pacientes e a busca por responsabilização no caso de desvios de recursos destinados ao enfrentamento do novo coronavírus.

Augusto Aras lembrou ainda o modelo de atuação do Ministério Público, que prevê o trabalho descentralizado. Segundo ele, é por isso que casos como o da Prevent Senior e da Precisa Medicamentos, que já são objeto de apurações do Ministério Público, correm de forma independente na primeira instância, respectivamente, em São Paulo e em Brasília. Há ainda ações penais já apresentadas no STJ e em outros tribunais, todas com o acompanhamento de integrantes do Ministério Público.

Para dar agilidade à análise das conclusões da CPI, ficou acertado no encontro que caberá a Augusto Aras o encaminhamento da análise de quem tem prerrogativa de foro. No caso de indiciados a quem cabe análise por outras instâncias do Ministério Público, como a Procuradoria-Geral da República do Distrito Federal, do Amazonas, do Rio de Janeiro e de São Paulo, ficou acertado que a própria CPI fará essa repartição de competências. O fatiamento, segundo assinalou o próprio Aras, deve ser feito o quanto antes para não atrasar o prazo de 30 dias para que a PGR se manifeste sobre o documento.

Especificamente sobre o relatório, o procurador-geral reiterou que uma equipe qualificada analisará, sob sua coordenação direta, todas as informações e adotará as providências cabíveis, “sempre sustentadas no respeito à Constituição e às leis” que, destacou, é o que assegura credibilidade ao trabalho do Ministério Público.

STF

Da PGR, os senadores seguiram para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde também entregaram uma cópia do parecer final da CPI ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura, na Suprema Corte, a disseminação de notícias falsas. O grupo agradeceu o compartilhamento de informações de Moraes com a CPI e pediu atenção especial para a apreciação dos pedidos aprovados na última sessão do colegiado. Um deles pede a quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais em razão da live na qual ele relacionou a vacina contra a covid-19 à aids.

Outro requerimento aprovado pede uma investigação de Moraes pela mesma manifestação realizada pelo presidente durante a transmissão ao vivo. Os parlamentares também encaminharam a Moraes os depoimentos dos empresários Otávio Fackoury e Luciano Hang, para contribuir com o inquérito das fake news.

Ainda nesta quarta-feira, o grupo de senadores pretende entregar o relatório ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Outra medida é votar em plenário a criação da Frente Parlamentar Observatório Covid-19, para continuar acompanhando os desdobramentos da CPI e as investigações de outras instituições.

Agência Brasil

Morre aos 61 anos, maestro Letieres Leite; Governador Rui Costa lamentou morte do artista

0

O maestro e compositor Letieres Leite morreu, nesta quarta-feira (27), aos 61 anos. A informação foi confirmada pela produção do artista. Segundo o G1, ainda não há detalhes sobre a causa da morte.

Letieres Leite nasceu e foi criado em Salvador e era maestro, compositor, arranjador e saxofonista. Em 2006, criou a Orkestra Rumpilezz, que unia as tradições musicais baianas, africanas e da orquestração européia. Dois anos depois gravou o primeiro CD da Orkestra Rmpilezz, que foi bastante elogiado pela crítica e a orquestra recebeu duas indicações para o prêmio brasileiro de música.

Ele acompanhou a cantora Ivete Sangalo por mais de 12 anos e foi o responsável pelos arranjos de vários sucessos da baiana: “Festa”, “Empurra-empurra”, “Tô na rua” e “Abalou”.

O governador da Bahia, Rui Costa, lamentou a morte do artista.

“Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento de um dos mais importantes músicos baianos em atividade no país, Leitieres Leite. […] Sua morte é uma enorme perda para a cultura da Bahia e para todos nós que admirávamos a sua genialidade”, escreveu o governador, nas redes sociais.

Da Redação PNB

Mais de 3,6 milhões de vacinas da Pfizer chegam ao Brasil

0

O Ministério da Saúde recebeu hoje (27) mais dois lotes com 3,615 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19. Os imunizantes chegaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). O primeiro lote, com 982.800 doses, chegou às 4h45, e o segundo lote, com 2.632.500 doses, chegou às 6h51, ambos vindos de Amsterdam.

Os lotes são o nono e o décimo do segundo contrato da Pfizer com o governo brasileiro, que prevê a entrega de 100 milhões de vacinas até dezembro.

A farmacêutica Pfizer já cumpriu primeiro contrato de 100 milhões de doses da empresa com o governo federal na primeira semana de outubro.

Agência Brasil

Cortes na Ciência afetam estudos de vacinas brasileiras contra a Covid

0

Pesquisadores de vacinas nacionais contra a Covid-19 têm receio de que seus projetos sofram falta de financiamento público por causa do recente corte de R$ 600 milhões no orçamento do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação). Alguns estudos já buscam outros meios de obter recursos, como campanhas de arrecadação na internet e parcerias com a iniciativa privada.

O financiamento federal de pesquisas de imunizantes contra o coronavírus acontece desde o ano passado e é ressaltado pelos cientistas como de suma importância para o avanço dos estudos.

Mesmo antes do corte recente, alguns projetos já relatavam que o montante disponibilizado não era suficiente para suprir os gastos com os trabalhos. Assim, agora, o medo se torna maior.

“Desde o começo do ano, nós temos visto que as promessas do MCTI estão demorando demais para serem cumpridas, isso quando são cumpridas. É um reflexo evidente da falta de dinheiro”, afirma Emanuel Maltempi, professor de bioquímica da Universidade Federal do Paraná.

Ele coordena o projeto de uma vacina completamente nacional e que, por isso, poderia ter custos menores de fabricação.

A pesquisa tem como diferencial, ele explica, o desenvolvimento de uma partícula recoberta com a proteína do coronavírus. “Essas partículas estimulam o sistema imune a produzir anticorpos contra a proteína do vírus. Essa é a novidade do estudo”, diz Maltempi.

O projeto também pretende testar a aplicação do imunizante por via nasal, o que pode aumentar a resposta imune. No entanto, Maltempi afirma que “falta gente” para trabalhar nessa frente da iniciativa e, por isso, essa parte dos esforços foi adiada.

No momento, a pesquisa se encontra em estudo pré-clínico –quando são feitos testes em animais. A intenção era finalizar essa etapa até o final deste ano, mas, por conta de atrasos de orçamento, a perspectiva atual é que essa fase fique para o primeiro semestre de 2022.

Mesmo assim, existe a dúvida. Maltempi mostra-se receoso, principalmente, porque o novo corte no orçamento do MCTI “deve afetar novos editais que estariam programados para o ano que vem”, aos quais ele pretendia concorrer.

Até agora a pesquisa de Maltempi recebeu do MCTI um investimento de aproximadamente R$ 237 mil reais em julho do ano passado. “É um valor pequeno, que foi suficiente para provar que o conceito funcionava”, afirma o professor.

Por isso, ele precisou buscar outros modos para financiar o estudo, como um aporte de aproximadamente R$ 700 mil reais do governo do Paraná. Também foi criada uma campanha na internet para a população colaborar com doações. A meta é angariar R$ 76 milhões, valor que Maltempi estima ser suficiente para a fase de estudos em humanos. Por enquanto, segundo o portal da transparência da ação, foram reunidos cerca de R$ 182 mil.

“Esse é um valor menor do que o de outros projetos, que podem chegar até R$ 300 milhões”, afirma.

Professor da Faculdade de Medicina da USP, Jorge Kalil também desenvolve uma vacina nacional contra a Covid-19 e demonstra preocupações quanto ao futuro da pesquisa. Ele entrou na semana passada com pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar testes em humanos.

O projeto, um spray imunizante aplicado pelo nariz, é realizado no laboratório do Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da USP e conta com verbas do MCTI, como um aporte, em abril do ano passado, de R$ 4,5 milhões.

Para seguir com os trabalhos, Kalil planeja inscrever a pesquisa em um edital do ministério para projetos que farão ensaios clínicos de fases 1 e 2. Em cada projeto selecionado, a pasta investirá até R$ 30 milhões, segundo o texto do edital. No entanto, o cientista preocupa-se se, diante do corte recente, o valor previsto será de fato liberado.

A reportagem procurou o ministério para comentar se esse edital para estudos em humanos sofrerá alterações, mas a pasta não respondeu até a conclusão da reportagem.

Kalil também ressalta que o corte na Ciência pode afetar os recursos para bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. São os bolsistas, ele lembra, grande parte da mão de obra da pesquisa brasileira –seu projeto no Incor não foge a esse padrão.

Para driblar as incertezas do momento, ele tem buscado apoio na iniciativa privada. “Estamos conversando com alguns laboratórios privados brasileiros que poderiam conduzir a vacina e que também participariam de todo esse esforço para fazer os testes”, afirma.

Esse tipo de parceria com a iniciativa privada já ocorre no estudo de outra vacina candidata contra a Covid desenvolvida no Brasil. A Versamune é um projeto da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e da Farmacore, startup da área de biotecnologia, também com sede na cidade paulista.

No total, o estudo já teve investimento de R$ 30 milhões do setor privado, diz Helena Faccioli, presidente-executiva da Farmacore. Via MCTI, o investimento foi de aproximadamente R$ 8 milhões. A pesquisa já foi qualificada pela pasta para ter aportes para a realização dos testes em humanos nas duas primeiras fases.

Procurada para comentar se os cortes orçamentários poderiam afetar o avanço da Versamune, a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto não se pronunciou.

Outro projeto que também foi selecionado pelo MCTI para financiamento das fases de estudos em humanos foi o da SpiN-TEC, vacina originada de uma parceria da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com a Fiocruz Minas. Segundo Ricardo Gazzinelli, professor da universidade e coordenador da pesquisa, o projeto deve receber R$ 10 milhões em razão de um edital federal.

No entanto, a verba ainda não foi liberada. O edital, explica o cientista, coloca como condição para isso que a vacina tenha antes a aprovação da Anvisa para a realização de testes clínicos. Mas agora, ainda que o aval da agência reguladora saia, o cenário é preocupante, ele diz.

“Ninguém recebeu ainda [o recurso para a realização das fases um e dois de testes em humanos] e nós não sabemos se esse corte [do orçamento no MCTI] vai impactar nisso também. Ou seja, o corte pode sim impactar no desenvolvimento dessas vacinas. Vivemos em um momento de grande incerteza e estamos tentando reverter [esse cenário]”, afirma.

O professor também vê incertezas no futuro do Centro Nacional de Vacinas, uma parceria da UFMG com o MCTI, cuja pedra fundamental foi lançada no final de setembro deste ano. O local, explica Gazzinelli, seria essencial para o desenvolvimento de imunizantes nacionais, uma lacuna que existe mesmo antes da pandemia.

Após o corte de verba no MCTI, o ministro Marcos Pontes admitiu que a construção do centro está sob risco de não acontecer.

“Se [a construção do Centro] não ocorrer, vai ser mais um atraso na área de vacinas nacionais. Existem doenças que nós temos e a indústria farmacêutica não está interessada”, afirma Gazzinelli.

A reportagem questionou o MCTI se os investimentos nas vacinas já selecionadas para a realização de estudos clínicos serão mantidos e também se soluções já foram buscadas para a construção do Centro Nacional de Vacinas, mas não obteve resposta.

 

Bahia Notícias