Arquivos anuais: 2021

Vereador Mitu do Sindicato cobra urgência do SAAE na conclusão de serviço na rua da Grécia

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O Vereador Mitu do Sindicato cobra posicionamento do SAAE sobre um serviço executado na Rua da Grécia no centro da cidade, onde foi feito um buraco no local e há mais de 15 dias o SAAE não voltou para concluir o serviço e nem deu retorno de previsão na conclusão do mesmo. O buraco está  causando um grande transtorno na localidade.

O vereador entrou em contato com a diretora do SAAE através do WhatsApp e a mesma viu a mensagem e não deu o retorno. Mitu pede mais respeito e agilidade na solução do problema.

Ascom Mitu do Sindicato 

Sobradinho registra quatro casos do novo coronavírus e mais quatro pessoas receberam diagnóstico de cura clínica, nesta quinta-feira (28)

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A Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Saúde, informa que nesta quinta-feira (28), houve o registro de quatro novos casos positivos do coronavírus.
Os pacientes positivados foram duas mulheres de 17 e 46 anos, e dois homens com idades de 19 e 31 anos. Com a recente atualização, o município contabiliza 708 casos confirmados, 677 curas clínicas, 12 casos ativos e dezenove óbitos.
Destacamos que até esta quinta-feira (28), a ala 2 do hospital Municipal Maria Auxiliadora Torres, possui três pacientes internados, sendo acompanhados pela equipe médica hospitalar.
A Secretaria de Saúde informa que a testagem está sendo realizada atendendo rigorosamente as recomendações médicas. Sobradinho atinge a marca de 3.384 testes já realizados, entre os testes rápidos e os que são feitos pelo Laboratório Central (Lacen).
Qualquer dúvida ou denúncias referentes a Covid 19, a população pode ligar para: Vigilância Sanitária: (74) 98814 0095 ou Vigilância Epidemiológica: (74) 9 8818 3736.
Ascom PMS

Sobradinho: Conselho Municipal de Saúde realiza primeira reunião deliberativa de 2021

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Na última terça-feira (21), os membros do Conselho Municipal de Saúde estiveram na Secretaria de Saúde, a fim de planejar as atividades da equipe em 2021. E já nesse primeiro encontro anual, foram discutidas diferentes pautas, tais como a eleição da nova mesa diretora, e principalmente, o calendário do Plano vacinal municipal e estadual para este ano.

A Secretária de Saúde de Sobradinho, Maysa Sanjuan, apresentou aos membros as justificativas para as tomadas de decisões e mudanças realizadas na saúde nesse início de ano.

“A nossa gestão à frente da Secretaria de Saúde reconhece a importância da parceria com o Conselho Municipal de Saúde, posto que, através dele, garantimos a inclusão direta da população no controle e na elaboração de políticas para a gestão de saúde no município. Nada é decidido de forma arbitraria, cada mudança é estabelecida para maior eficiência e qualidade de nossa rede de saúde municipal”, destacou Maysa Sanjuan.

Durante o encontro também foram evidenciadas as dificuldades encontradas pelo Conselho, durante o ano de 2020, para atuar mais efetivamente na rotina das Unidades Básicas de Saúde, devido a pandemia do novo Coronavírus, e a parceria com a gestão foi reafirmada.

“Todos reconhecemos as dificuldades que enfrentamos em 2020, por conta da pandemia do coronavírus, que nos obrigou o distanciamento social e nos fez priorizar as ações de combate a covid 19, em detrimento das demais agendas da saúde. Tanto a gestão de saúde, quanto o Conselho foram surpreendidos com a pandemia e tiveram que mudar as demais ações e rotinas planejadas. No entanto, estamos contornando este desafio e continuamos diariamente juntos, gestão municipal e Conselho na função de possibilitar à toda comunidade o acesso gratuito a um sistema de saúde qualificado” concluiu a secretária.

Ascom PMS

Equipe da OMS inicia investigação sobre origem do novo coronavírus

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A equipe de 13 especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que vai investigar a origem da pandemia de covid-19 na cidade chinesa de Wuhan terminou hoje (28) o período de quarentena. Duas semanas depois de terem chegado ao país, em 14 de janeiro, os pesquisadores podem iniciar a investigação.

O trabalho tem sofrido alguns atrasos pelas preocupações com o acesso às autoridades chinesas e as disputas entre a China e os Estados Unidos (EUA), que acusaram Pequim de esconder a extensão do surto inicial e criticaram a organização da investigação.

A equipe ficou em quarentena num hotel, durante duas semanas, e hoje pôde, finalmente, sair do isolamento e começar a analisar a origem dos primeiros surtos do Sars-Cov-2 naquela cidade, no fim de 2019.

Mesmo em quarentena, os especialistas foram adiantando o trabalho, reunindo-se com cientistas chineses por videoconferência.

A saída do grupo do hotel foi acompanhada pela imprensa e transmitida ao vivo pelas televisões locais. O grupo é liderada por Peter Ben Embarek, o maior especialista da OMS em doenças com origem animal que afetam outras espécies, e deve permanecer na China pelo menos mais duas semanas.

A investigação no local, que a China levou mais de um ano para autorizar, é extremamente sensível ao regime comunista, cujos órgãos oficiais têm realizado estudos que indicam a origem do vírus em outros países.

Olhar atento 

O novo coronavírus, que provoca a covid-19, foi detectado pela primeira vez em Wuhan, no fim de 2019, mas a China sugere a hipótese de não ter sido a cidade a origem do vírus. A OMS considera que as origens do Sars-Cov-2 estão altamente politizadas.

“Não há garantias de respostas”, disse o chefe de Emergência da OMS, Mike Ryan, em entrevista no início de janeiro. “É uma tarefa difícil identificar totalmente as origens e, às vezes pode levar duas, três ou quatro tentativas para ser possível fazer isso em diferentes ambientes”.

Nessa quarta-feira (27), antes de terminar o isolamento, uma das pesquisadoras da OMS que está em Wuhan, a virologista holandesa Marion Koopmans, disse que a equipe sabe que o mundo está com os olhos postos nessa investigação.

“Estamos cientes disso, não há como contornar. É por isso que realmente tentamos manter-nos focados, somos cientistas, não somos políticos, estamos tentando realmente olhar para isso do ponto de vista científico”.

Segundo a especialista, parte da investigação inclui abandonar todas as noções preconcebidas sobre como o vírus evoluiu e se propagou, para olhar o que as evidências revelam e partir daí. A equipe passou as duas últimas  semanas em videochamadas com cientistas chineses.

Não se sabe com quem os especialistas estão autorizados a falar e quais os locais que poderão visitar, a partir de agora, para dar seguimento ao trabalho. Os próprios representantes do governo chinês explicaram inicialmente que a doença teve origem num mercado em Wuhan, onde animais selvagens eram vendidos vivos, mas as dúvidas persistem.

De acordo com a imprensa internacional, as famílias das primeiras vítimas de covid-19 em Wuhan estão sendo pressionadas pelas autoridades chinesas para não entrar em contato com os especialistas da OMS.

Estados Unidos

O governo dos EUA alertou, nessa quarta-feira (27), que a investigação da OMS na China deve ser “completa e clara”.

“É imperativo que cheguemos ao fundo das coisas, sobre o surgimento da pandemia na China”, disse a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki, garantindo que os Estados Unidos vão apoiar “uma investigação internacional que deve ser completa e clara”.

O governo do presidente Joe Biden vê com grande preocupação as dúvidas em relação ao papel da China nesse problema, que atingiu todo o mundo. Por isso, a Casa Branca continua a pressionar a China para que colabore com a comunidade científica.

O ex-presidente Donald Trump acusou várias vezes a China de ter permitido que a pandemia se expandisse em sua fase inicial, e também a OMS de ser complacente com a agenda política de Pequim.

O novo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, vai assegurar que cientistas e políticos dos EUA estejam presentes na China para representar os interesses de Washington nessa missão, afirmou a porta-voz.

Agência Brasil

Univasf é condenada a pagar R$ 20 mil ao vice-reitor da instituição por danos morais

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O juiz titular da 17ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, Arthur Napoleão Teixeira Filho, nesta quarta-feira (27), proferiu decisão condenatória à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que deverá pagar R$ 20 mil ao vice-reitor da instituição, professor Valdner Daizio Ramos Clementino.

A condenação é por danos morais causados por irregular processo administrativo que tramitou perante o Conselho Universitário da Univasf (Conuni) e que visava a destituição do professor da função de vice-reitor.

De acordo com a decisão, ficou clara a intenção do Conselho Universitário em tramitar o processo de “Impeachment” do vice-reitor, mesmo não possuindo competência para proceder o ato, este de responsabilidade unicamente da Presidência da República.  Houve, portanto tentativa de descumprimento do próprio Estatuto da Univasf.

“Sendo assim, as deliberações que estavam sendo realizadas pelo Conselho Universitário manifestavam intenção deliberada e equivocada de decidir acerca da destituição do vice-reitor, decisão que não compete ao referido Conselho, mas tão somente ao Presidente da República, conforme art. 29 do Estatuto da ré, que dispõe: “Art. 29. Antes de findo o mandato, o reitor poderá ser destituído, por ato do presidente da República, mediante proposta fundamentada do Conselho Universitário e aprovada por votação mínima de 2/3 (dois terços) de seus membros. Parágrafo único. Aplicam-se as disposições deste artigo ao vice-reitor”, destacou o magistrado.

O juízo considerou, ainda, que mesmo após manifestação da Univasf reconhecendo incapacidade para tramitar processo de destituição da função de vice-reitor, o dano moral foi consolidado.  “O dano é manifesto, pois as deliberações do Conselho Universitário da ré, da forma como realizadas e transcritas, de fato, submeteu o autor a uma situação vexatória – capaz de afetar seu âmago -, especialmente no meio universitário em que convive há mais de 16  anos, como professor do ensino superior da instituição ré. Em audiência, o autor afirmou que foi demasiadamente constrangedor ser reiteradamente questionado acerca da circunstância que estava vivenciado. Tal sentimento se justifica ante a ampla publicidade dada ao noticiado, e indevido, “impeachment”, o que expôs sobremaneira a imagem do autor. Consoante relatado em audiência, “a destituição do vice-reitor” foi amplamente divulgada não apenas no âmbito institucional, mas também através de blogs da região, e diversas redes sociais. A veiculação da notícia com o teor de “impeachment” decorreu justamente da equivocada posição assumida pelo Conselho Universitário, que não se ateve a sua competência estatutária. Portanto, é evidente a nexo causal entre a conduta do Conselho da ré e o dano suportado pelo autor”.

Site Justiça Federal de PE

“Não adianta ninguém ir em blog”: funcionários do Sanatório Nossa Senhora de Fátima relatam que, após denúncias de atraso salarial, direção ameaça e demite trabalhadores

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Após matéria publicada no PNB no último dia 20, com denúncias referentes aos atrasos salariais dos funcionários do Sanatório Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro no Norte da Bahia, um funcionário, que pediu para não ser identificado, voltou a entrar em contato com nossa redação, e desta vez para informar sobre demissões pela direção da instituição.

“Depois de muita espera, porque é impossível ficarmos 5 meses sem salários, a resposta da direção foi demitir e ameaçar demitir quem ‘não vestisse a camisa’ do hospital. Sabemos de funcionário que foi dispensado sem receber nada e ainda de que haveria uma lista com outros nomes que seriam demitidos. Recorremos à imprensa por desespero, por sabermos que não temos ninguém por nós. Tem muita coisa errada. Não depositam FGTS, atrasam salários constantemente. Falam que o dinheiro foi bloqueado, que a Prefeitura de Juazeiro não fez o repasse, que  está atrasado. Sabemos que veio recurso alto para a covid. E o que fizeram com este dinheiro?”, relatou.

De acordo com nossa fonte o atendimento aos pacientes também é precário.

“Os pacientes também sofrem. O pessoal que paga particular é mais bem tratado, mas os do SUS são largados. Tem paciente com problema dentário, sofrendo dia e noite com dor de dente sem ser medicado, paciente dormindo no chão, em cama de ferro. Tem paciente com covid isolado em sala sem ventilação. Um descaso, e o Ministério Público, a Vigilância Sanitária deveria ir ver a situação. Alimentação tem, mas os pacientes precisam ser melhor tratados”.

Ainda de acordo com a fonte, a coordenadora da instituição, Elizabete Teixeira de Almeida, disse que sabia quem estava fazendo denúncias na imprensa.

O PNB teve acesso a um áudio em que a coordenadora fala em um grupo de funcionários no Whats app. Na gravação ela diz: “Não adianta ninguém ir em blog, ficar reclamando no que for, não vai adiantar, porque o dinheiro aqui não vai aparecer, inclusive vai é sumir. Outra coisa, quem faz este tipo de denúncia é gente que não merece tá trabalhando no sanatório, porque o sanatório é muito mais que isso.

No áudio Elizabete também promete regularizar a situação salarial.

“A gente tá fazendo de tudo para melhor a unidade, a gente tá buscando um evento que vai ter dia 29, pra ver se arrecada dinheiro pra gente ir pagando pelo menos os salários de vocês, que é prioridade. O dinheiro que entra não dá para pagar a folha completa. Então estamos pagando conforme vem o dinheiro. Estamos esperando que vá melhorar o recurso, o repasse. Daí sim, vamos dá continuidade de pagar o salário integral, mas pagaremos mês de outubro. Se Deus quiser, para o mês, resolvendo a situação de devolução de dinheiro, entrando o dinheiro, vai dar pra gente pagar novembro, dezembro e o décimo, mas se entrar o dinheiro que tá preso pela Justiça, e isso a gente conseguir o aumento dos repasses. A gente tá lutando pra isso”.

Em seguida ela fala também sobre os comentários de que a instituição estaria ‘sucateada’.

“A gente tá procurar melhorar o ambiente. Vocês nunca viram o que é sucateado. Quando eu trabalhava aí, aí sim era sucateado, e eu nunca reclamei. Comecei a trabalhar em 98, trabalhei por vários anos e nunca reclamei”.

Entramos em contato com Elizabete Teixeira na manhã de hoje (28) para esclarecer sobre as demissões e ela nos disse que estava na casa da Prefeita Suzana Ramos cobrando o repasse. Sobre as demissões, a coordenadora disse: “Eu acho que a empresa pode demitir quem quiser, se não cumprir com seu trabalho”. E, levantando suspeita do funcionário que denunciou ao PNB, ela acrescentou: “Se for esse só tem três meses na instituição. Estamos no prazo de experiência”.

O PNB reafirma o direito de preservar suas fontes, ainda mais quando há o risco de represálias, perseguição ou à segurança.

Estamos encaminhando as denúncias de irregularidades trabalhistas para a Gerência Regional do Trabalho. Sobre o atendimento aos pacientes, ao Ministério Público e à Secretaria de Saúde de Juazeiro.

Reunião com a Prefeitura 

Nesta quinta-feira (28), o secretário de Saúde de Juazeiro, Fernando Costa e o procurador do município, Thiago Cordeiro, se reuniram com a diretora geral do Sanatório Nossa Senhora de Fátima, Elizabete Teixeira e com o diretor financeiro da unidade, Renan Teixeira.

O sanatório apresentou as faturas da parceria com o município, de pouco mais de R$ 100 mil, que a diretoria financeira da Secretaria de Saúde colocou na programação de pagamento, de acordo com a entrada de receitas.

Esses recursos podem assegurar o pagamento dos salários do mês de novembro dos funcionários do hospital psiquiátrico. De acordo com a diretora geral, foi feito um acordo com os profissionais sobre os salários de outubro, novembro e dezembro que estão atrasados. “A gente fez um acordo para pagar esse mês o salário de outubro. Provavelmente na próxima semana estaremos pagando”, declarou Elizabete.

Planejamento

O diretor financeiro ressaltou que o planejamento é pagar as dívidas ainda nesse primeiro semestre. “Estamos entrando agora num novo código de procedimentos e passaremos a receber as AIH’s (Autorizações de Internamento Hospitalar) do SUS. Isso nos ajudará a quitar salários e fornecedores e até junho acredito que vamos sanar todas as dívidas“, concluiu Renan Teixeira.

O sanatório tem 75 pacientes internados de 56 municípios de três estados, Bahia, Pernambuco e Piauí. De Juazeiro, o sanatório atende atualmente 40 pacientes. (Ascom Sesau)

Da Redação

De 100 países, Brasil fica em 98º lugar como pior gestão da pandemia, revela estudo

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Um estudo feito por um grupo de reflexão, o Lowy Institute de Sydney, na Austrália chegou à conclusão que a gestão pública brasileira durante a pandemia do novo coronavírus é uma das piores do mundo. Em primeiro lugar ficou a Nova Zelândia, sendo considerada a melhor.

Foram analisados quase 100 países que tiveram como critérios os casos confirmados, número de mortes e a capacidade de detecção da doença. Até esta quarta (27), a Nova Zelândia registrou 2.299 casos de coronavírus e 25 mortes desde o início da pandemia, em comparação ao Brasil que está chegando a quase 9 milhões de pessoas infectadas e cerca de 220 mil mortes.

Ainda na lista, outros países que conseguiram bloquear rapidamente as fronteiras, evitando assim o vírus, foram Vietnã, Taiwan, Tailândia, Chipre, Ruanda, Islândia, Austrália, Letônia e Sri Lanka.

Apesar de a China ter colocado em visibilidade o vírus no final de 2019, o país não está incluído na lista porque não está disponibilizando os dados de diagnósticos para o público. Pequim, de acordo com os estudiosos, tentou manipular a percepção pública sobre a pandemia e provar de alguma forma que seu sistema autoritário é superior aos outros governos, que são democráticos.

Com informações da Época

Bahia registra 35 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas

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A Bahia contabilizou nas últimas 24 horas 35 óbitos em decorrência da Covid-19. No boletim divulgado nesta quinta-feira (28) foram registrados 3.645 novos casos e 3.343 recuperados. Dos 577.707 casos confirmados desde o início da pandemia, 556.354 já são considerados recuperados e 11.366 encontram-se ativos.

Segundo a Sesab, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (21,97%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (11.579,15), Itororó (9.807,67), Itabuna (9.041,24), Muniz Ferreira (9.013,74) e Conceição do Coite (8.858,76).

Secom

Alemanha recomenda que vacina de Oxford/AstraZeneca não seja dada a idosos

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vacina Oxford,AstraZeneca
vacina Oxford,AstraZeneca

 

A principal agência de saúde pública da Alemanha, o Instituto Robert Koch (RKI), recomendou que a vacina produzida pela AstraZeneca não seja aplicada em maiores de 65 anos, por falta de dados suficientes sobre o efeito do produto nessa faixa etária.

O imunizante, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, é o principal usado no programa de vacinação do governo federal brasileiro e está sendo aplicado também no Reino Unido e em cerca de outros dez países, mas ainda não foi aprovado pela agência regulatória da União Europeia, a EMA. Uma decisão é esperada para esta sexta (29).

O Ministério da Saúde alemão afirmou que ainda espera a conclusão da EMA, mas já estudava refazer o planejamento de vacinação, para aplicar o imunizante de Oxford/AstraZeneca em funcionários de saúde mais jovens e pessoas de até 64 anos com doenças pré-existentes.

No Brasil, ao recomendar a aprovação do uso emergencial de 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, a área técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apontou que ainda há poucos dados sobre a eficácia do imunizante em idosos. Avaliação semelhante foi feita para a vacina Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac, e que também recebeu aval da agência.

A Folha questionou a Anvisa sobre se a recomendação da agência alemã pode alterar a posição no Brasil e aguarda resposta.

Os primeiros 2 milhões de doses da vacina foram distribuídas a trabalhadores de saúde de diferentes estados e, em Manaus, também a idosos acima de 70 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Na quarta, quando a imprensa europeia já divulgava ressalvas alemãs ao imunizante, o Ministério Público Federal entregou um ofício à Fiocruz questionando os dados que permitiram com que a Anvisa liberasse o uso da vacina de Oxford em idosos.

“Solicito informações precisas dessa fundação no que se refere à sua eficácia para os idosos”, escreveu a subprocuradora-geral da República Célia Regina Souza Delgado.

Em audiência no Parlamento Europeu nesta semana, a diretora da EMA, Emer Cooke, disse que ainda estava recebendo dados da fabricante. De acordo com ela, os ensaios disponíveis incluíam um grupo muito pequeno de idosos e, teoricamente, seria possível aprovar a vacina para um grupo específico de idade.

O departamento de vacinas da OMS também espera mais informações sobre o imunizante para decidir sobre sua inclusão na lista de uso emergencial.

A recomendação da Comissão Permanente de Vacinas do RKI ressalva que as duas vacinas já aprovadas pela União Europeia e em uso no bloco, as da Pfizer/BioNTech e da Moderna, são “equivalentes em termos de segurança e eficácia”.

A ressalva da agência alemã se deve à incerteza provocada pela amostra pequena de idosos -apenas 8% dos voluntários tinham entre 56 e 69 anos, e apenas de 3% a 4% superavam 70 anos, segundo o Ministério da Saúde da Alemanha.

Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, no começo desta semana, o principal executivo da companhia, Pascal Seriot, disse que os ensaios não incluíram muitos idosos porque a Universidade de Oxford, parceira da AstraZeneca no desenvolvimento, queria antes “acumular muitos dados de segurança no grupo de 18 a 55 anos”.
Seriot também afirmou que sua equipe está finalizando a análise sobre a eficácia do imunizante sobre os mais velhos, mas que o problema é o “debate estatístico”. “Se você tiver um número menor de pessoas no ensaio, o intervalo de confiança é muito amplo. É por isso que as pessoas dizem que não podem ter certeza. (…) Mas, em nosso estudo, temos 100% de proteção contra doenças graves e hospitalização”, afirmou ele.

De acordo com Seriot, os ensaios mostraram “uma produção muito forte de anticorpos contra o vírus em idosos, semelhante ao que vemos em pessoas mais jovens”.

No Brasil, a Anvisa avaliou que a existência de dados robustos de segurança e o dado geral de eficácia (de 70,4%) da vacina de Oxford/AstraZeneca permitiam a aprovação do uso emergencial da vacina –cujo pedido feito pela Fiocruz indicava uso a grupos prioritários, incluindo idosos.

Em entrevista à Folha na semana passada, o gerente-geral de medicamentos, Gustavo Mendes, disse que, apesar do número reduzido de idosos, não havia questionamentos sobre a segurança do imunizante. “No caso da vacina de Oxford, vimos uma participação maior, e conseguimos caracterizar uma tendência maior [de eficácia] para idosos. Mas nenhum dos estudos mostrou significância estatística. Acompanhar o desempenho dessa vacina em idosos então é fundamental”, disse

Se os novos dados que a fabricante está entregando não forem suficientes para que seu uso seja autorizado nos mais idosos pela EMA, este será mais um sério golpe no programa de vacinação europeu, cuja lentidão já levanta queixas. O produto da AstraZeneca era uma esperança para deslanchar as imunizações, porque sua logística é muito mais simples que a das vacinas da Pfizer e da Moderna.

Enquanto essas duas últimas precisam ser mantidas ultracongeladas e só resistem cinco dias em geladeira comum, as da AstraZeneca podem ser armazenadas e transportadas sob refrigeração normal, de 2º a 8º Celsius. Além disso, é um imunizante mais barato que os outros dois, que usam uma tecnologia inédita e mais sofisticada.

A ressalva alemã acontece também em meio a uma disputa entre a UE e a AstraZeneca por corte no número de doses que haviam sido prometidas para o bloco europeu. De acordo com a UE, a fabricante avisou que entregaria apenas 31 milhões dos 100 milhões de doses esperadas no primeiro trimestre e cortaria pela metade o fornecimento previsto para o segundo trimestre.

A empresa argumenta que enfrenta problemas em fábricas da Bélgica que produzem a “substância medicamentosa”, que depois é envasada em frascos para distribuição em fábricas na Itália e na Alemanha. Nesta quinta, o governo belga anunciou que está investigando a fábrica da AstraZeneca no país.

A União Europeia também afirmou que vai controlar as exportações de imunizantes produzidos em seu território, para evitar que fabricantes desviem o fornecimento para atender a clientes que paguem mais caro pelas doses.

Na tarde desta quinta, o bloco disse que um novo mecanismo de autorização pode bloquear a exportação de milhões de doses de vacinas da Pfizer/BioNTech para o Reino Unido, o que atrasaria a vacinação no país vizinho. Os britânicos encomendaram 40 milhões de vacinas das fábricas europeias da Pfizer.

Folha press