Caso Beatriz: pais da criança já estão em Recife (PE) para acompanhar a coletiva que começa daqui a pouco; acompanhe a cobertura completa do PNB pelo Instagram

Caso Beatriz: pais da criança já estão em Recife (PE) para acompanhar a coletiva que começa daqui a pouco; acompanhe a cobertura completa do PNB pelo Instagram

Após a informação sobre a prisão do autor do assassinato da menina Beatriz Mota, pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, na tarde desta terça-feira (11), Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da criança, pegaram a estrada com destino a Recife, onde acontecerá às 9 horas, desta quarta-feira (12) uma coletiva de imprensa para detalhar o  trabalho de identificação do suspeito.

A coletiva acontecerá no auditório da SDS, com representantes da Polícia Civil, Polícia Científica e Ministério Público de Pernambuco, quando o órgão vai expor as provas técnicas do caso, que “foi solucionado com base em exames de DNA da arma do crime”. De acordo com a SDS, Marcelo da Silva confessou o crime.

O PNB fará a cobertura completa da coletiva, através da repórter Renata Gouveia, de Recife. Acompanhe nossas transmissões pelo instagram (portalpretonobranco_juazeiro).

Reação Lucinha Mota

Após receber a notícia da identificação do acusado de ter assassinado a menina Beatriz Mota, pela Polícia Científica de Pernambuco, Lucinha Mota, mãe da criança, fez uma transmissão pelo Instragram, dando suas impressões sobre a informação.

Ela declarou que soube da prisão pela imprensa, e que o delegado responsável pelo caso não fez contato com a família para comunicar sobre a identificação de Marcelo da Silva.

“A gente está tentando aqui buscar informação, porque eles devem isso a gente. Eu acho isso até desumano por parte da polícia fazer algo nesse sentido e não nos comunicar, porque não custava nada. São quatro delegados que estão no inquérito, um não podia parar para me ligar?”

Lucinha disse que está torcendo para que, de fato, ele seja o autor do crime, mas que somente o exame de DNA e a confissão não são suficientes, pois existem outros elementos no Inquérito que precisam ser esclarecidos.

“O DNA por si só não é o suficiente. Se foi feito exame de DNA, se deu positivo, tem outros elementos que precisam ser confirmados, principalmente a motivação do crime. Porque não me venha a polícia me dizer que ele era um doido que estava no meio da rua e entrou no colégio não. Não venham com esse argumento porque comigo não cola. Ninguém entra no colégio sem ser conduzido por alguém para entrar naquelas salas ali.”

Lucinha Mota também afirmou que tem questionamentos a fazer na coletiva de hoje.

“Nós vamos participar. Nós não fomos informados, mas vamos levar os nossos advogados, nós vamos estar presentes porque a gente precisa de respostas. Já que a polícia não nos dá respostas, vamos para a coletiva. E vamos também ter acesso ao inquérito, para a gente poder saber também o que está acontecendo”.

A mãe de Beatriz ressaltou ainda que a Caminhada por Justiça foi um protesto, mas que também foi um ato espiritual, e que todos os dias ora para o assassino seja encontrado.

“A gente pede realmente, a gente acredita que seja, mas se não for, pode ter certeza que aqui não cabe um inocente e isso vai ser fácil a gente identificar. Um inocente no inquérito de Beatriz é muito fácil a gente identificar e a gente não vai permitir que um inocente pague por um crime que não cometeu”.

E avisou: “Não me venha a polícia dizer que ele é um doido que entrou na escola matou e saiu, que não é assim não”, disse Lucinha, afirmando que “não cabe um inocente no caso Beatriz”.

Suspeito

Seis anos, um mês e um dia depois do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, o caso pode ter tido um desfecho, segundo o Estado de Pernambuco. Marcelo da Silva, 40 anos, é o suspeito de desferir 42 facadas na garota, dentro de um colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, em dezembro de 2015. Ele foi identificado pela Polícia Científica de Pernambuco e confessou o assassinato, segundo informou a Secretaria de Defesa Social.

O DNA encontrado na faca, segundo o laudo pericial, é o de Marcelo da Silva, que está preso por outros crimes. Nesta terça (11), após ser ouvido por delegados, ele foi indiciado.

No dia 10 de dezembro de 2015, a menina participava da formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Ela saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu.

Confira nota da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, por meio do trabalho conjunto das forças estaduais de segurança pública, chegou, nesta terça-feira (11), ao autor do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, ocorrido em 2015, em Petrolina.

Por determinação do governador Paulo Câmara, a Força Tarefa – criada em 2019 para investigar o caso foi mantida mobilizada até a elucidação deste crime. A equipe revisitou todo o inquérito e realizou novas diligências.

A identificação do suspeito se deu por meio de análises do banco de perfis genéticos do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, realizadas no dia de hoje, que identificou o DNA recolhido na faca utilizada no crime.

Em confrontação de perfis genéticos do banco, chegou-se ao DNA do suspeito, que se encontra preso por outros delitos em uma unidade prisional do Estado. Ao ser ouvido pelos delegados da Força Tarefa, confessou o assassinato e foi indiciado.

Outras informações serão fornecidas na coletiva que será realizada, nesta quarta-feira (12), às 9h, no auditório da SDS, com representantes da Polícia Civil, Polícia Científica e Ministério Público de Pernambuco.

Endereço: Auditório da SDS – Rua São Geraldo, 111 – Santo Amaro

Caminhe por Justiça

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, iniciaram a Caminhada por Justiça na madrugada do último dia 05 em Petrolina, e chegaram ao destino, Recife, na última terça-feira (28). Foram mais de 700km.

Ao longo do caminho, a luta foi ganhando mais adeptos dos moradores das cidades pernambucanas, do sertão ao agreste. Os pais de Beatriz Mota receberam diversas manifestações de carinho e apoio durante o trajeto.

Redação PNB

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