Aos 44 anos, o morador de Juazeiro, no Norte da Bahia, Edson Gomes Ribeiro, teve a vida interrompida na madrugada do último domingo, após sofrer uma parada cardíaca. De acordo os familiares dele, o óbito poderia ter sido evitado se o pedido de socorro feito ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tivesse sido atendido.
“Meu nome é Gislana, moro em Juazeiro Bahia e gostaria de relatar o que eu e minha família passamos nesse final de semana, para que não venha a se repetir com outras famílias. Sábado às 17h35, meu irmão começou a passar mal no terminal de ônibus de Juazeiro. Eu liguei para o SAMU para solicitar uma ambulância e a médica me disse que não atendia a esse tipo de ocorrência. Só mandava a ambulância se fosse vítima de acidente, ou pessoas com ferimentos de faca, tiros, essas situações. Tive que chamar um UBER e levá-lo a UPA. Ele chegou lá com insuficiência respiratória e morreu horas depois, após sofrer uma parada cardíaca”, declarou a irmã da vítima.
O velório Edson aconteceu durante o domingo e o sepultamento foi realizado na última segunda-feira. Agora os familiares cobram que providências sejam tomadas para que outros casos como esse, não voltem a acontecer.
“Meu irmão morreu por falta de atendimento do SAMU. Isso foi muito desumano e não quero que outra família venha sentir essa dor e revolta que estamos sentindo. Todos nós temos direito a um atendimento médico, pagamos nossos impostos. Muitas pessoas não têm condições de pagar um carro para levar seu familiar a um hospital ou pagar um plano de saúde. Espero que a Secretaria de Saúde tome providências para que esse tipo de situação não se repita”, finalizou Gislana.
As reclamações sobre a falta de ambulâncias e demora na assistência prestada pelo SAMU têm sido constantes. Também nesta sexta-feira (21), Jusileide Ferreira, sogra de um paciente acamado, morador do bairro Alto do Alencar, voltou a entrar em contato com o PNB, para reclamar das dificuldades enfrentadas para ter acesso a uma ambulância social.
De acordo com ela, o paciente precisa passar por consultas no Hospital Universitário, em Petrolina, e necessita ser transportado por uma ambulância.
“Ele tem uma consulta marcada para o dia 1 de fevereiro e ontem (20) fui marcar para uma ambulância vir buscá-lo na data. Porém, eles falaram que era para eu ligar com dois dias de antecedência, pois não está tendo ambulância. No dia 11 de janeiro, perdemos uma consulta, justamente por esse problema e e até hoje não resolveram a situação. Qual será a desculpa dessa vez?” questionou.
O PNB já encaminhou as reclamações para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Sobre a reclamação dos familiares de João Gomes, o órgão informou que “no momento da solicitação, todas as unidades do SAMU, tanto as de suporte básico de vida quanto as de suporte avançado de vida, encontravam-se em ocorrência, devido ao aumento no número de chamado nos últimos dias. A médica do SAMU informou à solicitante e realizou as orientações”.
Sobre a reclamação de Jusileide, a SESAU informou que “A ligação dois dias antes é apenas para confirmar a solicitação da ambulância social e não porque não tem ambulância”.
Questionamos também sobre o número de ambulâncias que, atualmente, existem no SAMU em funcionamento. Em resposta, a Secretaria informou que “no momento, estão em operação 4 ambulâncias. As demais estão em manutenção, já que o município encontrou uma frota defasada e que constantemente necessita de reparos. O município está buscando adquirir novas unidades móveis para atendimentos de urgência”.
Da Redação PNB




Qual a novidade? Este governo não se importa com a saúde das pessoas.