Após desabafo de um servidor do Hospital de Campanha de Juazeiro, publicado pelo PNB nesta sexta-feira (21), sobre precariedade na estrutura da unidade, sobrecarga de trabalho e exaustão dos profissionais de saúde que atendem no hospital, a Secretaria de Saúde de Juazeiro, em nota, se manifestou.
O órgão informou que “o Hospital de Campanha passou, recentemente, por um processo de melhoria na sua estrutura, onde algumas partes do piso foram trocadas e foram adicionados mais aparelhos de ar condicionado”.
Em relação a sobrecarga de trabalho, e redução da equipe, a Sesau disse que compreende “que a pandemia do novo coronavírus tem trazido um trabalho mais intenso aos profissionais de saúde em todo o país”, e que “infelizmente alguns profissionais adoecem e, como em outros serviços, precisam contar com a colaboração dos colegas, que são devidamente remunerados neste caso”.
Sobre a falta de lençóis para os pacientes, a Sesau disse que “estes são materiais que desgastam com facilidade e, por isso, são constantemente trocados”.
Confira nota na íntegra:
A Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) esclarece que o Hospital de Campanha passou, recentemente, por um processo de melhoria na sua estrutura, onde algumas partes do piso foram trocadas e foram adicionados mais aparelhos de ar condicionado. Compreendemos que a pandemia do novo coronavírus tem trazido um trabalho mais intenso aos profissionais de saúde em todo o país. Infelizmente alguns profissionais adoecem e, como em outros serviços, precisam contar com a colaboração dos colegas, que são devidamente remunerados neste caso. Em relação aos lençóis, estes são materiais que desgastam com facilidade e, por isso, são constantemente trocados (Ascom Sesau).
Desabafo e denúncia
Um servidor do Hospital de Campanha de Juazeiro, que pediu para não ser identificado, temendo alguma represália, entrou em contato com nossa redação para fazer um desabafo. De acordo com ele, a estrutura da unidade está precária, o que vem comprometendo a assistência aos pacientes internados.
“Falta até lençol”, disse.
Além disso, ele relata a sobrecarga de trabalho e a exaustão dos profissionais de saúde que atendem no hospital. O servidor pediu ajuda à gestão municipal.
“Venho através desse contato, reclamar de muitas coisas que estão acontecendo no Hospital de Campanha de Juazeiro. Este é um relato de um funcionário que pede as autoridades, e a nossa Prefeita Suzana Ramos que olhem mais paro o hospital, pois estamos com uma sobrecarga de trabalho. São poucos profissionais e a assistência aos nossos pacientes é precária”, disse o profissional.
Ele continua seu relato, denunciando a falta de material de trabalho.
“Tem dia que paciente não toma banho, por falta de lençol. Um calor excessivo, que tem deixado muita gente ainda mais doente, e não temos uma estrutura boa. Uma falta de vergonha recebermos os pacientes sem um lençol. É um lugar sem boas condições de trabalho. Oferecemos um trabalho não tão satisfatório, como nossos pacientes merecem”.
Ele finaliza pedindo que a Secretaria de Saúde libere as férias vendidas de servidores que atendem na unidade e que envie mais profissionais para dar suporte ao atendimento aos pacientes com complicações da Covid-19.
“Venho aqui dizer também, que as férias dos técnicos que enfrentaram a COVID, desde o início da pandemia, estão vencidas. Foram dadas algumas férias, mas cancelaram devido ao alto índice de pacientes com síndrome gripal. Estamos cansados, precisamos de ajuda, de mais profissionais para que possamos tirar nossas férias para descanso. Precisamos de mais estrutura e que a gestão olhe mais para os nossos pacientes”, concluiu.
Após as declarações do servidor, fizemos contato com outros profissionais que atendem no Hospital de Campanha, e eles confirmaram as informações: “E tem mais coisas”, disseram, acrescentando que: “a equipe de profissionais está reduzida, faltam medicações básicas, existem pacientes diagnosticados com a covid-19, junto com pacientes negativos. Não tem segurança na portaria para intermediar qualquer conflito, já que acontecem discussões e até invasões de familiares dos pacientes, na unidade, que chegam a afrontar a equipe. E isso tudo se estende também a UPA”.
Redação PNB


