Sem planejamento, Prefeitura de Juazeiro inicia reforma em banheiros do Mercado Popular e revolta permissionários: “Não têm nem onde lavar as mãos”

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Uma permissionária do Mercado Popular de Juazeiro relatou ao PNB que, no último final de semana os comerciantes do espaço foram surpreendidos com a reforma dos dois banheiros, sem um aviso prévio da AMA- Agência Municipal de Abastecimento, que administra as feiras e mercados.

Ressaltando que os permissionários não são contra a reforma, já que os dois banheiros do local estavam em péssimas condições, ela diz que os responsáveis pelo espaço não se preocuparam em encontrar uma alternativa viável para o tempo em que durar a reforma.

“Estamos passando um constrangimento muito grande. Os dirigentes Zé Carlos Medeiros e Zé Alves inventaram uma reforma nos banheiros de uma hora pra outra, na semana passada, de quinta para sexta. De início disseram que iam quebrar o banheiro dos homens e depois de pronto, iniciariam a reforma no banheiro das mulheres. Só que no sábado de manhã quando chegamos, encontramos os dois banheiros já quebrados, as portas isoladas”, disse a permissionária.

Ela lembra ainda que se está vivendo uma época de pandemia do novo coronavírus e suas variantes, quando uma das recomendações sanitárias é a higienização das mãos. De acordo com a permissionária, quem frequenta o espaço não tem uma pia sequer para lavar as mãos.

“Aqui somos 44 boxes e mais 60 bancas de roupa e estamos sem um banheiro para usar, e nem uma pia para lavar as mãos; Agora vejam, bem numa pandemia os consumidores não têm onde lavar as mãos. Quebraram tudo”, reafirmou.

Ainda segundo a comerciante do Mercado Popular, os responsáveis pelo espaço orientaram que os permissionários e clientes passassem a usar o banheiro do Camelódromo, que fica distante do mercado.

“O que responderam foi que se a gente quisesse, fosse usar o banheiro do Camelódromo. A gente não tem condições  de sair daqui para fazer nossas necessidades no banheiro do Camelódromo. Para ir e voltar são mais de mil metros, não tem como a gente sair daqui, fechar nossos pontos e caminhar até lá para usar o banheiro e nem os nossos clientes. Vamos perder clientes. Estamos fazendo este apelo, pois a gente precisa de uma força. Não somos contra a reforma, é muito bom que a reforma seja feita, que se faça banheiros bons, pois os daqui estavam deixando a desejar. Porém, deveriam ter planejado. Terminava a reforma de um, e iniciava a do outro. Assim deveria ter sido feito, para não nos prejudicar. Fica difícil pra gente trabalhar assim”, concluiu, pedindo que a gestão municipal encontre uma solução para o problema.

Estamos encaminhando a reclamação para a AMA.

Redação PNB 

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