Trabalhadores da educação de Juazeiro realizam cortejo fúnebre em protesto contra a aprovação da lei que retira direitos da categoria

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Os trabalhadores da educação do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, realizam neste momento um cortejo fúnebre em protesto contra a aprovação da Lei 3.727, que  regulamenta alterações administrativas para cumprimento do Piso Nacional do Magistério e retira direitos da categoria.

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Com um caixão e marretas, objeto que representou a Prefeitura Suzana Ramos durante a campanha eleitoral, os profissionais simbolizam a morte da educação do município. Ao PNB, o presidente da APLB-Sindicato, Gilmar Nery, falou que a categoria está de luto.

“É com muita tristeza que nós estamos saindo da Câmara de Vereadores. A gestão municipal é inimiga da educação, e manipulou votos dos vereadores, destruindo conquistas dos professores. É um momento de muita lamentação. A educação de Juazeiro foi golpeada e está de luto. Vamos fazer mais uma manifestação e continuaremos em greve. Estamos saindo em carreata até a Praça da Mônica e de lá sairemos em cortejo fúnebre para enterrar de vez a educação de Juazeiro. Em nenhum momento a prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, encarou a situação como prefeita. Ela se escondeu a todo momento. Não tivemos a oportunidade de discutir esse projeto com a gestora. Ela foi manipulada pela Secretária que não representa a educação”, declarou Gilmar Nery ao PNB.

Ao todo, apenas quatro vereadores votaram contra o PL. São eles: Alex Tanuri, Assis da Apolo, Renato Brandão e Mitu do Sindicato.

O PL teve ainda 12 votos favoráveis. Os demais parlamentares não compareceram a sessão.

O Projeto de lei do executivo foi enviado na manhã de terça-feira (22) à Câmara de Vereadores de Juazeiro e não agrada a categoria, que cobrava o pagamento de forma integral e linear do reajuste de 33,24% do piso nacional do professores. O projeto foi votado hoje, mesmo após a votação ter sido suspensa ontem para análise de uma contraproposta. A categoria diz que não houve nenhuma negociação.

 

Da Redação PNB

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