Após reportagem com a reclamação do estudante da UNEB de Juazeiro-BA, Pedro Gabriel, sobre mudança na linha de ônibus da empresa Joafra, que ele utilizava para chegar até a universidade, localizada no bairro São Geraldo, o Preto no Branco foi procurado por outros usuários do transporte coletivo que também realizaram queixas sobre coletivo que faz a linha Petrolina/Juazeiro.
Nesta quinta-feira (24), o estudante Lucas, da UPE de Petrolina-PE procurou nossa redação para fazer queixas sobre o transporte coletivo do município baiano. De acordo com o estudante, que mora em Juazeiro-BA, mas estuda na cidade pernambucana, a empresa Joafra retirou um ônibus especial que fazia o trajeto via faculdade às 18h e criou muitos problemas para o usuário.
“Em 2019, a Joafra colocava o ônibus especial via faculdade, às 18h, para pegar os alunos de volta e já vim direto para Juazeiro-BA. Acontece que agora, com a volta das aulas presenciais, simplesmente eles retiraram esse ônibus e a resposta que me deram é que estão sem previsão para reverter essa mudança”, relatou Lucas.
Prejudicado pela mudança, o estudante ainda explica os transtornos que tem enfrentado por conta da retirada do coletivo pela empresa Joafra.
“É uma situação complicada, porque eu moro no bairro Alto da Aliança, em Juazeiro, aí tenho que pegar o ônibus Petrolina/Juazeiro, via bairro Areia Branca, que já vem lotado, aglomerado com uma quantidade excessiva de alunos e trabalhadores. Além do mais, tenho que rodar 1h de relógio na cidade de Petrolina-PE para que o ônibus siga para Juazeiro-BA, e assim chegar no terminal para eu pegar outro ônibus. Isso sem saber qual horário irá passar um transporte para o bairro onde moro. É um descaso! Espero que eles revertam a situação o quanto antes”, apela o estudante.
Outra questão que vem incomodando os usuários da Joafra, é a sujeira e as péssimas condições dos ônibus, como relata a trabalhadora Cristina, que procurou nossa redação nesta sexta-feira (25). Ela conta que mora em Juazeiro-BA e trabalha em Petrolina-PE e também pega o coletivo que faz linha Petrolina/Juazeiro e está cansada de conviver com a falta de limpeza do transporte.
“Fiz questão de registrar, agora são 10h30 e estou indo para o trabalho, e olha a situação do ônibus da Joafra. Além de serem, praticamente, sucateados, ainda temos que enfrentar a sujeira se quisermos ir sentadas. Quero saber por quê é tão difícil a prefeitura licenciar uma nova empresa para nossa cidade? A cidade cresce e a demanda, consequentemente, aumenta. E nós continuamos com uma única empresa que não nos dá um serviço decente. Tenho 21 anos de moradia em Juazeiro, e as coisas não evoluem. Sempre dependi de ônibus e quem vive isso diariamente sabe exatamente do que está falando”, crítica a usuária.
O PNB está encaminhando, mais uma vez, a reclamação dos usuários para a CSTT, responsável pelo transporte público e também para a empresa Joafra.
Confira as imagens enviadas por Cristina:

Recorrente
Com o retorno das aulas presenciais, o estudante da UNEB de Juazeiro-BA, Pedro Gabriel, procurou o Preto no Branco para reclamar dos problemas que vem enfrentando com o transporte coletivo da cidade. O estudante diz que foi surpreendido com alterações na linha de ônibus que costumava pegar e isso prejudicou sua chegada até a universidade. Com a demora no percurso, ele tem chegando atrasado para as aulas, segundo relatou.
“Estudo no período da tarde e retornei às aulas presenciais na última semana. Acabei sendo surpreendido com uma mudança quanto à linha que eu costumava pegar para me dirigir ao campus da universidade. Ocorre que eles alteraram os ônibus e agora nós, estudantes, temos que pegar o Circular R-1 (e não o R-2, como de costume). Porém, existem alguns problemas. Essa linha roda a cidade quase toda, para só então passar pela universidade, o que não seria um problema, caso as frotas estivessem em boas condições (não é o caso). Por isso, acabamos levando bastante tempo para fazer o trajeto – o que compromete a chegada antes do horário da aula”, contou o estudante.
Ele reclama ainda das condições da frota da Joafra, e reivindica solução para o problema.
“Isso é um desrespeito com os estudantes que dependem do transporte público e se veem obrigados ou a ir a pé (enfrentando o sol quente de 13h da tarde), ou a chegar atrasado para a aula, encarando um longo percurso em um ônibus em péssimas condições. A situação já era precária antes da pandemia, com apenas um ônibus e que vivia quebrando, mas agora piorou. Peço que a Joafra reveja isso e tenha o mínimo de bom senso para com os usuários – que pagam caro pelo serviço prestado,” reivindicou.
Redação PNB



