“Lula, o candidato da democracia”, por Jorge Luiz Alencar

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O ano de 2022 inaugura um ciclo eleitoral na América latina e terá seu evento decisivo no Brasil em outubro, com a disputa entre Lula e o atual presidente da extrema direita Jair Messias Bolsonaro. A importância dessa eleição não é somente para o Brasil, mas para toda a região latina americana, que nos últimos anos passa por grandes retrocessos democráticos, destruição de ecossistemas, além do aumento da pobreza e perdas de direitos sociais da população.

Lula se apresenta com folgada margem de vantagem na corrida presidencial, ao mesmo tempo em que busca trazer para sua campanha uma ampla gama de lideranças, para formar uma frente de governança, seguindo os preceitos democráticos.Com gestos como esses, ele demonstra mais uma vez que é antes de tudo um democrata, um social democrata, vide suas recentes viagens pelo exterior onde foi recebido por importantes chefes de Estados e lideranças de partidos.

Após amargar 580 dias preso na sede da Superintendência da Policia Federal do Paraná, em Curitiba, um dia após o Suprema Tribunal Federal (STF), ter decidido que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado. Lula volta de forma retumbante ao centro da política nacional e internacional, trazendo consigo a esperança de dias melhores para milhões de brasileiros.

Em uma entrevista no dia 10 de março para a rádio Itatiaia (MG), o ex-presidente afirmou que a chapa que concorrerá as eleições será para unir a sociedade brasileira em torno da reconstrução do Brasil:

“Temos que ter uma preocupação, que é a reconstrução do Brasil. O país está numa situação muito difícil, eu diria desesperadora. E pretendemos construir um movimento. A minha candidatura não é a candidatura de um partido político, é a candidatura de um movimento para reconstruir a democracia brasileira, para voltar a sonhar com o crescimento econômico e com a distribuição de renda. Vamos construir em torno dessa perspectiva um movimento muito grande, que vai envolver muita gente da sociedade, gente de partido, gente de fora do partido, para que a gente possa garantir que o povo brasileiro volte a ser feliz outra vez”.

Diante disso, e por tudo que passou ao longo de sua vida como homem público e cidadão, podemos afirmar que a trajetória do ex-presidente só demonstra que ele sempre respeitou as normas democráticas durante seus dois mandatos como presidente, e quando de sua prisão, buscou na justiça sua inocência através do exercício regular da defesa e de recursos legais, reverenciando o estado de direito e às regras democráticas.

Ao contrário dos seus algozes Moro, Dallagnol e companhia, que burlaram o processo legal, e legitimou a criminalização da política, confirmado pela ascensão desse governo fascista e no seu contexto devastador para o país no que diz respeito ao seu desenvolvimento, sua independência, ao respeito às minorias, as liberdades, a participação popular, a sua democracia e as suas instituições republicanas.

 

Por Jorge Luiz Alencar/ Foto: Ricardo Stuckert

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns!! Jorge excelente, é isso esse momento a qual o País está passando é hora de deixarmos alguns atritos do passado e nos dar as mãos pelo um bem maior que é salvar o País das garras desse ditador.

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