Arquivos Mensais: abril 2022

Justiça do Trabalho reconhece vínculo empregatício entre motorista e Uber; saiba mais

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o vínculo de emprego entre um motorista de aplicativo e a Uber do Brasil Tecnologia Ltda. Para a maioria do colegiado, estão presentes, no caso, os elementos que caracterizam a relação de emprego: a prestação de trabalho por pessoa humana, com pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação.

Na reclamação trabalhista, o motorista, de Queimados, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), disse que trabalhou para a plataforma digital durante dois meses, após comprar um veículo enquadrado nos padrões da Uber.

Segundo seu relato, ele atuava de segunda a sábado, totalizando 13 horas diárias e 78 semanais, sempre monitorado de forma on-line pelo aplicativo. No terceiro mês, foi desligado sem justificativa prévia.

A Uber, em sua defesa, sustentou que não houve nenhum acordo para pagamento de comissões sobre o valor das viagens. Para a empresa, na realidade, quem a contratou foi o motorista, que, em contraprestação ao uso da plataforma digital, concordara em pagar o valor correspondente a 20% ou 25% de cada viagem. Por fim, alegou que o motorista assumira todos os riscos do negócio.

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) negou o vínculo de emprego, por entender que a Uber é uma empresa de tecnologia, e não de transporte. De acordo com a decisão, o motorista tinha plena liberdade de definir os dias e os horários de trabalho e descanso e a quantidade de corridas, não recebia ordens e fazia, por contra própria, a manutenção de seu veículo.

O relator do recurso de revista do motorista, ministro Mauricio Godinho Delgado, observou que a solução do caso exige o exame e a reflexão sobre as novas e complexas fórmulas de contratação da prestação laborativa, distintas do sistema tradicional, e que se desenvolvem por meio de plataformas e aplicativos digitais, softwares e produtos semelhantes, “todos cuidadosamente instituídos, preservados e geridos por sofisticadas (e, às vezes, gigantescas) empresas multinacionais e, até mesmo, nacionais”.

Embora essa nova estrutura facilite a prestação de serviços, o ministro pondera que a lógica de seu funcionamento tem sido apreendida por grandes corporações como oportunidade para reduzir suas estruturas e o custo do trabalho. A seu ver, a discussão deve ter como ponto de partida a função civilizatória do direito do trabalho.

Godinho Delgado lembrou que não há legislação que regule a questão de motoristas de aplicativo, visando assegurar direitos a essa categoria que já alcançava cerca de um milhão de profissionais no Brasil, antes da pandemia. “Cabe, portanto, ao magistrado fazer o enquadramento das normas no fato”, destacou.

Nesse sentido, o ministro assinalou que a relação empregatícia ocorre quando estão reunidos seus cinco elementos fático-jurídicos constitutivos: prestação de trabalho por pessoa física a outrem, com pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e sob subordinação. Todos eles, a seu ver, estão fortemente comprovados no caso.

Em relação à pessoalidade, os elementos demonstram que o motorista se inscrevera na Uber mediante cadastro individual, com a apresentação de dados pessoais e bancários, e era submetido a um sistema de avaliação individualizada, a partir das notas atribuídas pela clientela.

A onerosidade, por sua vez, decorre do repasse de 70% a 80% do valor pago pelos passageiros. Essa percentagem elevada se justificaria pelo fato de o motorista ter de arcar com todos os custos do transporte (manutenção do veículo, gasolina, provedor de internet, celular, etc.).

No entender do relator, a não eventualidade também ficou comprovada: embora a relação tenha perdurado por menos de dois meses, durante esse período, o serviço foi prestado permanentemente todos os dias, com controle da plataforma sobre o tempo à sua disposição.

Finalmente, sobre a subordinação, o ministro considera que o monitoramento tecnológico, ou “subordinação algorítmica”, talvez seja superior a outras situações trabalhistas tradicionais.

Ficou vencido, no julgamento, o ministro Agra Belmonte, para quem a questão envolve um fenômeno mundial e um novo modelo de relação de trabalho com muitas questões ainda não decididas pela legislação brasileiro. O ministro entende que, para decidir pelo reconhecimento do vínculo, seria necessário o reexame de fatos e provas, procedimento vedado pela Súmula 126 do TST.

Com o reconhecimento de vínculo, a Turma determinou o retorno dos autos à 66ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro (RJ), para o prosseguimento da análise dos demais pedidos.

Bocão News

Governo anuncia concurso para professor em universidades estaduais baianas

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O governo do estado autorizou a realização de concursos públicos para professores em vagas para as quatro universidades do estado: Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A medida foi publicada em decreto e anunciada pelo governador Rui Costa (PT) nesta sexta-feira (15). Ao todo, serão oferecidas vagas para as classes de professores auxiliares e assistentes, com regimes de 20 e 40 horas.

“Nesta quinta, assinei autorização para a realização de concurso público para professores para as quatro universidades estaduais da Bahia. São 286 vagas. Vai contribuir com o crescimento das instituições e reforça as bases da educação de qualidade com ensino, pesquisa e extensão”, disse Rui.

Do total de vagas, 161 são para professor auxiliar e 125 para assistente. O maior contingente – 134 professores auxiliares – será direcionado para a Uneb. Para a Uesb estão previstos 89 profissionais, sendo 21 professores auxiliares e 68 assistentes. No caso da Uesc serão 49 novos professores, sendo quatro auxiliares e 45 assistentes.

As 14 vagas para docentes da Uefs serão divididas em duas para professor auxiliar e 12 para assistente. O governador disse ainda que, além dos certames, haverá convocações para 47 aprovados em concurso realizado em 2018, para cargos de professores da Uesc e Uefs. Deste total, são 15 auxiliares e 32 assistentes.

Bahia Notícias

Juazeiro abrirá seleção de assistentes de alfabetização do programa Tempo de Aprender na próxima segunda-feira

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), publicou o Edital Nº01/2022 do Processo Seletivo Simplificado para assistentes voluntários de alfabetização, que atuarão no Programa Tempo de Aprender, nas escolas municipais. As inscrições começam na próxima segunda-feira (18), são gratuitas e podem ser realizadas através da internet até o dia 22 de abril.
Serão disponibilizadas 72 vagas para assistentes de alfabetização do Programa Tempo de Aprender, sendo 44 para zona urbana e 28 para zona rural, nas modalidades “Unidades de Ensino Vulneráveis” e “Não Vulneráveis”. Entre os critérios para participação na seleção estão: ser graduado em Pedagogia ou estar cursando; ter cursado o Magistério; possuir experiência comprovada em docência; e ter conhecimento e habilidade em alfabetização.

As inscrições são realizadas através do Portal de Processos Seletivos da Seduc, por meio do site https://psstempodeaprender.azurewebsites.net/, e exigirão a anexação de documentos descritos no Edital Nº01/2022. O resultado final será divulgado na mesma plataforma, no dia 13 de maio e a previsão de convocações a partir do dia 17 do mesmo mês.

Os selecionados receberão bolsa mensal para auxílio no desenvolvimento das atividades de natureza voluntária, de acordo com a turma de atuação (unidades de ensino vulneráveis – R$300,00 – e não vulneráveis – R$150,00).

Atribuições

Entre as atribuições do assistente de alfabetização, caberá ao profissional participar do planejamento das atividades, juntamente com a coordenação do Programa, acompanhar o desempenho escolar dos alunos, inclusive efetuando o controle da frequência, e ministrar conteúdo para reforço, previamente preparado, utilizando metodologia adequada.

Brena Souza – Assessora de imprensa da Seduc/PMJ
Foto: Marcel Cordeiro – Ascom PMJ

Bahia: veículos com placas de finais 3 e 4 têm desconto de 10% no IPVA

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Ainda dá tempo de aproveitar o desconto de 10% no pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos com placas de finais 3 e 4, válido para quem quitar o tributo em cota única até os dias 28 e 29 de abril, respectivamente.

As informações estão disponíveis no site da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), Canal Inspetoria Eletrônica, ou via 0800 071 0071 e faleconosco@sefaz.ba.gov.br. Para realizar o pagamento, o contribuinte deve ir até uma agência, um caixa eletrônico ou então utilizar o aplicativo ou o site do Banco do Brasil, Bradesco ou Sicoob, bastando apenas apresentar o número do Renavam.

Outra opção para os proprietários de veículos é parcelar o imposto em cinco vezes, sem desconto. Para isso, é necessário pagar a primeira cota na mesma data em que ocorre o vencimento do desconto de 10%, ou seja, dia 28 para placa 3 e dia 29 para placa 4. Nesse mês também vence a segunda cota para os proprietários de veículos que optaram pelo parcelamento do tributo no mês passado. Placa final 1 tem vencimento dia 28, e final 2 no dia 29 de abril.

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba), o contribuinte deve estar atento pois o licenciamento completo do veículo engloba outros itens além do IPVA, ou seja, para o automóvel estar regularizado é necessário quitar também débitos do licenciamento anual e multas, se houver. O prazo para ficar em dia com a documentação do veículo termina na data do vencimento da quinta parcela do imposto.

Descontos e parcelamento ampliados

Com o objetivo de proteger os proprietários de veículos dos efeitos da inflação, o Governo do Estado ampliou os percentuais de descontos e o número de parcelas para pagamento do IPVA 2022. No caso do pagamento antecipado, até 10 de fevereiro, o abatimento passou de 10% para 20%. Também foi dobrado o desconto para pagamento integral até a data da primeira cota, que mudou de 5% para 10%. Além disso, o parcelamento também foi ampliado, já que tradicionalmente o contribuinte baiano podia parcelar o imposto em três vezes.

 

Ascom

Faltam 20 dias para tirar, regularizar e transferir o título de eleitor

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Eleitoras e eleitores têm até 4 de maio para emitir, transferir ou regularizar o título de eleitor.  Essa também é a data final para que pessoas transexuais ou travestis solicitem o uso do nome social no documento. Após essa data, terminam as alterações no cadastro eleitoral para as Eleições Gerais de 2022. As operações podem ser feitas on-line pelo sistema Título Net, acessível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Confira os procedimentos em cada caso:

Alistamento

O primeiro título de eleitor pode ser emitido na página Autoatendimento do Eleitor, por meio da opção “Tire seu título”. Para comprovar a sua identidade, serão solicitados: uma selfie segurando um documento oficial com foto; imagens de frente e verso do mesmo documento; e um comprovante de residência (conta de água, luz, celular ou carnê de IPTU, por exemplo).

Vale ressaltar que, de acordo com o artigo 35 da Resolução TSE nº 23.659/2021, homens acima de 19 anos que ainda não tenham título terão de apresentar um comprovante de quitação do serviço militar para o alistamento.

Regularização

Antes de regularizar o título, consulte a sua situação eleitoral acessando o Autoatendimento do Eleitor. Clique em “Atendimento ao Eleitor” e, na lista que aparecer, escolha a opção “Consulte a Situação do Título Eleitoral”. Aparecerá uma pequena tela, solicitando seus dados. Após preencher, clique em “Entrar”.

Caso esteja irregular, vá até a página Quitação de Multas e role a tela até o final para preencher a parte chamada “Consulta de débitos do eleitor”. Na sequência, clique em “Consultar”. Serão exibidos os seus débitos. Veja se prefere emitir a Guia de Recolhimento da União (GRU), que deve ser quitada no Banco do Brasil, ou se quer seguir pela opção “Pagar”. Ao escolher essa opção, você será direcionado para a página do PagTesouro e poderá optar pelo pagamento por Pix ou por cartão de crédito.

Quem optar pelo pagamento com cartão de crédito será redirecionado para o Mercado Pago ou PicPay. Ao optar pelo Pix, será gerado um QR Code ou um código, que pode ser usado para quitar o débito.

Depois do pagamento (não é necessário enviar comprovante), é hora de regularizar a sua situação. Para isso, volte à página de Autoatendimento – Atendimento ao Eleitor e opte por “Regularize seu título eleitoral cancelado ou suspenso”. Clique em “Sim” para prosseguir. Na página “Atendimento à distância pelo Título Net”, procure por “Iniciar seu atendimento à distância”, selecione o estado em que vive e preencha todos os dados pessoais solicitados.

Será necessário apresentar uma selfie segurando um documento oficial com foto; imagens de frente e verso do mesmo documento; e um comprovante de residência (conta de água, luz, celular ou carnê de IPTU, por exemplo). Homens acima de 19 anos que ainda não tenham título terão de apresentar um comprovante de quitação do serviço militar para o alistamento.

Transferência

A alteração do domicílio eleitoral também pode ser feita pelo Autoatendimento do Eleitor. Para pedir a transferência, é preciso residir na cidade há pelo menos três meses, não ter débitos com a Justiça Eleitoral e não ter transferido ou tirado a primeira via do título nos 12 meses anteriores. A alteração do domicílio eleitoral também pode ser feita pelo Autoatendimento do Eleitor.

Para isso, basta acessar a página Atendimento ao Eleitor e clicar em “Atualize seu endereço”. Você será redirecionado para a página “Atendimento à distância pelo Título Net” para dar andamento à sua solicitação. Busque pelo link “Iniciar seu atendimento à distância” e siga todos os passos indicados pelo sistema.

Nome social

Pessoas transexuais ou travestis podem requerer o uso do nome social no título em apenas alguns instantes. É só acessar o menu Autoatendimento do Eleitor e clicar em “Inclua seu nome social”. O sistema redirecionará até a página “Atendimento à distância pelo Título Net”. Nesta página, basta clicar em “Iniciar seu atendimento à distância”, selecionar o estado em que mora e informar dados pessoais para dar andamento ao pedido. A opção de inclusão do nome social aparecerá na segunda tela.

Acompanhamento

Qualquer que seja o seu requerimento, é preciso aguardar a análise dos dados enviados pela Justiça Eleitoral. Pata conferir o andamento do processo, acesse Acompanhar Requerimento.

e-Título

Após o processamento dos dados, se não houver qualquer pendência, é só baixar o aplicativo e-Título no celular ou tablet e utilizar a versão digital do documento, dispensando-se o título em papel. O download do app é gratuito e pode ser feito pelo Google Play e App Store. O aplicativo funciona tanto no sistema operacional Android quanto no iOS.

 

TSE

WhatsApp lançará opção de grupo com milhares de usuários, mas, no Brasil, só após eleição

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Recurso comunidades do Whatsapp

O WhatsApp lança nesta quinta-feira (14) em estágio experimental um novo recurso chamado comunidades, que funcionará como um guarda-chuva abrigando vários grupos com milhares de usuários.

Na prática, trata-se de um grande grupo de grupos, que pode ter milhares de membros, com toda a comunicação criptografada. Hoje, cada grupo de WhatsApp tem, no máximo, 256 integrantes.

O recurso estará em teste com alguns usuários nos próximos meses.

O WhatsApp se comprometeu com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a não estrear as “comunidades” no Brasil antes do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 30 de outubro.

A empresa, porém, não promete segurar o lançamento das comunidades entre o segundo turno e a posse presidencial no Brasil.

Nos Estados Unidos, na eleição presidencial de 2020, grande parte da desinformação que culminou na invasão do Capitólio em 6 de janeiro circulou após a votação, principalmente pelo YouTube. No Brasil, o WhatsApp foi o principal veículo de desinformação política na eleição de 2018.

O público-alvo do novo recurso são escolas, empresas e moradores de prédios.

“Acreditamos que as comunidades tornarão mais fácil para um diretor de escola reunir todos os pais e responsáveis para compartilhar avisos importantes e criar grupos para turmas específicas e atividades extracurriculares ou voluntárias”, afirma a empresa.

Mas não ficou claro como o WhatsApp impediria que as comunidades fossem usadas para fins de desinformação política ou sanitária. As comunidades funcionarão de forma semelhante aos aplicativos Slack e Discord.

Os administradores das comunidades terão a capacidade de mandar mensagens (denominadas avisos) para todos os milhares de membros da comunidade, como ocorre hoje com os canais do Telegram.

Os canais do aplicativo concorrente têm um número ilimitado de seguidores –o do presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, conta com 1,3 milhão de seguidores.

As comunidades, a princípio, teriam limite de 10 grupos com 256 integrantes cada um –ou seja, 2.560 usuários. Mas o WhatsApp estuda aumentar o número de integrantes em grupos para 512 e elevar a quantidade de grupos em cada comunidade.

Os administradores serão responsáveis por criar e gerenciar as Comunidades do WhatsApp, escolhendo quais grupos farão parte delas e criando novos grupos. Além disso, eles também poderão remover grupos e membros da comunidade.

Os usuários poderão denunciar abusos e bloquear contatos. Para entrar em um dos grupos de uma comunidade, bastará acessar um link enviado por um administrador.

Em 2019, o WhatsApp admitiu que disparos em massa, que são oferecidos por agências de marketing intermediárias e violam as regras de uso do aplicativo, foram usados na tentativa de manipular a eleição brasileira de 2018. O TSE depois proibiu a prática.

O aplicativo reduziu de 20 para 5 o número de possíveis encaminhamentos de cada mensagem, para diminuir a viralização de desinformação. Em 2020, durante a pandemia de Covid, o WhatsApp estabeleceu limite de um encaminhamento para mensagens mais populares.

Will Cathcart, presidente global do WhatsApp, disse à Folha de S.Paulo que as comunidades não serão um retrocesso no combate à desinformação.

Ele ressalta que as comunidades terão mecanismos para frear viralização –as mensagens que já foram encaminhadas só poderão ser encaminhadas novamente para um grupo de cada vez, ao invés de cinco grupos, que é o limite atual.

No entanto, como as comunidades potencialmente terão milhares de membros, que podem repassar mensagens para outros grupos de outras comunidades, há potencial de disseminação de informações falsas.

Todo o conteúdo das mensagens que circulam nas comunidades é criptografado de ponta-a-ponta, ou seja, apenas os usuários têm acesso a ele, a empresa não.

Mas o WhatsApp afirma que tem como banir membros e comunidades envolvidos, por exemplo, em distribuição de material de abuso sexual infantil ou a coordenação de violência ou tráfico de pessoas.

“Usaremos como base todas as informações não criptografadas disponíveis, como o nome e a descrição da Comunidade e as denúncias dos usuários, para tomar as medidas adequadas.”

Além das comunidades, o WhatsApp lançará nos próximos dias inovações como a possibilidade de administradores dos grupos excluírem mensagens erradas ou problemáticas; um aumento do tamanho de arquivos que podem ser compartilhados, para até 2 gigabytes, e nova modalidade de reações com emojis.

Também nos próximos dias a empresa vai lançar as chamadas de voz com apenas um toque para até 32 pessoas. Futuramente, serão lançadas chamadas de vídeo no WhatsApp para 32 pessoas, uma concorrência direta ao Zoom.

“Vamos começar a implementar esse recurso gradativamente, mas espero que seja uma evolução importante para o WhatsApp e para a comunicação online em geral”, afirmou Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, no blog da empresa.

“Da mesma forma que os feeds sociais pegaram a tecnologia básica por trás da internet e fizeram com que qualquer um pudesse encontrar pessoas e conteúdo online, acredito que as mensagens da comunidade vão pegar os protocolos básicos por trás das mensagens entre duas pessoas e ampliá-los para que você possa se comunicar mais facilmente com grupos de pessoas para fazer as coisas em conjunto.”

O Brasil é o segundo maior mercado do WhatsApp, atrás da Índia. A empresa, no entanto, não divulga números atualizados de usuários –a última cifra era de “mais de 120 milhões” no Brasil, em 2019.

Segundo pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box de fevereiro deste ano, 99% dos entrevistados tinham WhatsApp instalado em seu celular, e 60% tinham o Telegram. Em janeiro de 2020, o Telegram estava instalado nos celulares de 27% dos entrevistados, e, em janeiro de 2021, em 45%.

O aplicativo baseado em Dubai ganhou milhões de usuários depois da repercussão negativa da nova política de privacidade do WhatsApp, em janeiro de 2021, que deixou usuários inseguros em relação ao compartilhamento de suas informações com o Facebook.

Em outubro de 2021, outro episódio impulsionou a base de usuários do Telegram –WhatsApp, Facebook e Instagram ficaram fora do ar várias horas.

 

Bahia Notícias

Anvisa recebe alerta internacional sobre salmonela em Kinder Ovo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu hoje (14) alerta, divulgado pela Rede Internacional de Autoridades de Segurança Alimentar (Infosan), sobre surto de Salmonella Typhimurium em chocolates da marca Kinder. De acordo com o aviso, o Brasil não está incluído na lista de países para os quais o produto foi distribuído.

Em nota, a agência informou nesta quinta-feira (15) que está monitorando as informações das autoridades na Europa sobre os casos de infecção pela Salmonella Typhimurium, associados ao consumo de chocolates da empresa Ferrero, fabricados na Bélgica e distribuídos para diferentes países.

Os representantes da empresa Ferrero no Brasil enviaram comunicado oficial à Anvisa, no qual informaram que a contaminação ocorreu na fábrica em Arlon, na Bélgica, e que as operações foram suspensas

A empresa informou ainda que iniciou o recolhimento dos produtos em todos os países de destino, e que a contaminação não atinge os chocolates comercializados no Brasil.

“A Anvisa segue o monitoramento do caso junto à empresa e acompanha as informações veiculadas por outras autoridades internacionais”, destaca a nota.

Como medida preventiva, a agência recomenda aos consumidores que tenham ou pretendam adquirir chocolates da marca Kinder, que verifiquem no rótulo os dados do fabricante do produto, especialmente de Arlon, na Belgium.

Os produtos Kinder feitos nessa fábrica são: Kinder Surprise Maxi 100 g, Kinder Surprise 1 x 20 g, Kinder Surprise 3 x 20 g (60 g), Kinder Surprise 4 x 20 g (80 g), Kinder Schokobons WHITE 200 g, Kinder Schokobons 200 g, Kinder Schokobons 125 g, Kinder Schokobons 300 g, Kinder Mix Peluche 133 g, Kinder Mix Advent Calendar 127 g, Kinder Mini Eggs Hazelnut 100 g, Kinder Mini Eggs Mix 250 g, Kinder Happy Moments 162 g. O encaminhamento de denúncias pode ser feito por meio da Ouvidoria da Anvisa, na plataforma Fala.BR.

Ontem, o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), notificou a Ferrero do Brasil no sentido de que a companhia formalize o recall do chocolate Kinder ou apresente esclarecimentos sobre a segurança do produto no país.

Agência Brasil

Cia Biruta vai lançar podcast sobre o diálogo entre o teatro e as práticas populares do Sertão de Pernambuco neste domingo (17)

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A Cia Biruta de Teatro (Petrolina/PE) vai lançar, neste domingo (17), o podcast ‘Cenas Ribeirinhas – diálogos entre a cena e as práticas populares de resistência do Sertão do São Francisco’. O projeto, que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através da Lei Aldir Blanc, é dividido em dois episódios e integra a programação de aniversário do grupo, que completa 14 anos em maio. A transmissão em áudio e vídeo acontece às 19h, pelos canais do grupo no Youtube (@ciabiruta) e no Spotify.

Com mediação da jornalista Eneida Trindade, o podcast reúne a atriz e pesquisadora, Cristiane Crispim, o diretor, dramaturgo e também pesquisador, Antônio Veronaldo, ambos fundadores da Cia Biruta, e lideranças comunitárias da região do Sertão do São Francisco. No primeiro episódio, o grupo conversa com o articulador cultural Alfredo José da Cruz Neto, da comunidade de Coripós (Santa Maria da Boa Vista/PE). Já no segundo episódio, a convidada é a cordelista, professora e líder comunitária, Maria Senhora Gomes dos Santos Gonçalves, o Quilombo Mata de São José (Orocó/PE).

Em um bate-papo descontraído, os convidados contam um pouco da história das suas comunidades, das manifestações culturais que permeiam a identidade desses locais e da relação com a Cia Biruta, que vivenciou as práticas populares da região para a construção do experimento cênico ‘Cenas Ribeirinhas’. Pesquisa que marcou a trajetória do grupo teatral.

“’Cenas Ribeirinhas’ foi um projeto que começou a ser gestado em 2012, mas até hoje está presente em nossas vidas, seja nos palcos propriamente, ou nas referências que a experiência da pesquisa trouxe para o nosso trabalho e para a nossa existência como pessoas e como grupo. É um projeto que se baseia na vivência afetiva promovida pela nossa pesquisa teatral”, conta Antônio Veronaldo.

A pesquisa, segundo o grupo, proporcionou um olhar para manifestações populares do Sertão do São Francisco, como o Reisado e o Capim Lelê, que impactaram na sua produção. “Essa vivência possibilitou tanto a elaboração de materiais para a criação artística, quanto caminhos para procedimentos pedagógicos carregados de significados, que emergem do movimento de distanciamento e aproximação da nossa cultura. Além disso, ainda tornou possível o registro de falas de dentro das práticas de resistência culturais populares, para elaboração de suas autonarrativas. Isso vem contribuindo para que mais gente conheça suas histórias, simbologias e as cosmovisões em torno de suas manifestações culturais de origem afro-indígenas”, avalia Cristiane Crispim, que também assina a coordenação e produção do projeto.

 

Ascom

Policiais Militares da 74ªCIPM/ Rural celebram a “Quinta-feira Santa” com “Junta de Panelas”

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O dia, popularmente chamado de “Quinta-Feira Santa”, seria um expediente normal de trabalho na 74ªCIPM/ Rural. Contudo, na véspera do feriado os policiais militares da Companhia Rural realizaram um “Juntar Panelas” para celebrar a Semana Santa relembrando a “Última Ceia” de Jesus com os apóstolos. O evento foi organizado para agradecer pelos 30 dias do novo Comando da Unidade e para pedir proteção a Deus para todos os policiais militares que deixaram de estar com suas famílias para se dedicarem na proteção da sociedade.
O “Juntar Panelas” significa que cada policial levou alguma coisa pra colaborar com o almoço. O Comandante da 74ªCIPM/ Rural, o major PM Cristiano Roberto Seixas, afirma que o “Juntar Panelas” tem o objetivo de integrar e desenvolver na tropa o espírito de cooperação não só para o almoço, mas também para as atividades diárias na Companhia e isso é importante por que muitas vezes os policiais passam mais tempo no trabalho do que na sua própria casa.
Esse tipo de evento faz parte do Programa de Valorização Profissional e de Atividades Integradoras do Comando da 74ªCIPM/ Rural, que segue as orientações do Comando de Policiamento da Região Norte, liderado pelo Cel PM Valter Araújo, pautadas nos objetivos estratégicos da Corporação, comandada pelo Excelentíssimo Senhor Cel PM Paulo Coutinho.
Além dos policiais militares de serviço, também participaram do almoço a família do Comandante da Companhia Rural, a major PM Ana Paula Crusóe, esposa e Comandante da 76ªCIPM, e os filhos Ruan e Renan Almeida.
Ascom