Arquivos Mensais: abril 2022

Coordenador da Defesa Civil de Juazeiro se manifesta sobre paralisação dos pipeiros da Operação Carro Pipa do Exército; confira

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Após o anúncio da paralisação dos pipeiros, que prestam serviço em Juazeiro, à Operação Pipa, do Ministério da Integração Nacional, em parceria com o Ministério da Defesa, nesta quinta-feira (7), em protesto à falta de assistência por parte da gestão municipal, o Coordenador da Defesa Civil de Juazeiro, Ramiro Cordeiro, ouvido pelo PNB, se manifestou sobre as reivindicações.

Ele emitiu sua opinião sobre a reação dos profissionais e disse concordar com as reivindicações.

“Eu entendo a reivindicação dos pipeiros e acho que eles estão certos em cobrar melhorias. Acredito que muitas desistências de pipeiros, sejam mais pelo aumento constante nos preços dos combustíveis, que está tornando inviável continuar na Operação Pipa. Seria justo que a remuneração dos pipeiros fosse reajustada toda vez que o diesel sofresse aumento, afinal, esse trabalho não é filantrópico. Todos eles trabalham arduamente para levar o sustento para suas casas e está cada dia mais difícil continuar nesse negócio com tantos aumentos, e nenhum reajuste para a classe.”

Sobre a isenção do imposto, o ISS, cobrado pela prefeitura, o coordenador disse: “eu levei até à gestão municipal a ideia de zerar o ISS, a fim de motivar os pipeiros a continuarem trabalhando, mas fui informado que durante a pandemia não pode ser dada a isenção ou diminuição do imposto.”

Ramiro Cordeiro afirmou ainda que não é intenção da gestão encerrar a Operação Pipa, em Juazeiro, e que está intermediando uma conversa com os pipeiros junto ao governo municipal.

“Sobre a gente querer acabar com a operação, em Juazeiro, para contratar carros-pipas através do SAAE, é totalmente fora de cogitação. Pois, a autarquia municipal não anda bem financeiramente para está fazendo contratação de pipas, o que queremos é atrair novos pipeiros para que não gastemos dinheiro dos cofres municipais. Hoje mesmo fiz uma solicitação ao Paço Municipal, para conversamos com os pipeiros e o Exército Brasileiro, e juntos encontrar uma solução para esse problema e voltarmos a atrair mais pipeiros para nossa cidade”.

Ele justificou a demora no abastecimento dos caminhões pelo SAAE, e garantiu que o problema será solucionado até o final de semana.

“Entrei em contato com o SAAE, para saber o porquê da demora em abastecer os carros-pipas, e fui informado que está sendo feita a manutenção das bombas e filtros, mas que até o final de semana tudo estará dentro da normalidade”, garantiu o coordenador. 

Nós também buscamos uma resposta do SAAE para as reclamações dos prestadores do serviço, mas até o momento, o órgão não deu nenhum retorno.

Paralisação 

Pipeiros que prestam serviço, em Juazeiro, à Operação Pipa, do Ministério da Integração Nacional, em parceria com o Ministério da Defesa, pararam suas atividades nesta quinta-feira (7), em protesto à falta de assistência por parte da Prefeitura de Juazeiro.

A Operação foi criada há 13 anos, a fim de auxiliar as ações de defesa civil nos municípios, levando água para as comunidades rurais.

De acordo com o pipeiro Flávio Coelho a atual gestão municipal não vem cumprindo com a obrigação de abastecer os carros-pipa, contratados pelo 72 BI, para atender as comunidades do interior que vivem o drama da falta de água.

Ele conta que, muitos pipeiros desistiram de atuar no município por falta de assistência da prefeitura.

“Estamos decretando uma greve, pois está faltando parceria por parte da prefeitura. O SAAE não está conseguindo fornecer água, em tempo hábil, para abastecer os carros e, com isso está prejudicando nosso trabalho de levar água para as comunidades do interior que mais precisam”, disse o profissional.

De acordo com Flávio, na gestão anterior 22 carros pipa atendiam ao município de Juazeiro, mas, com as dificuldades criadas pelo atual governo, atualmente são apenas 13 pipas e mesmo assim eles enfrentam dificuldades para conseguirem água.

“É humilhante, é muita humilhação! A gente gente chega a passar até 4 horas aqui no ponto esperando para abastecer. Temos um contrato com o 72 BI de ofertar, no mínimo, 3 a 4 carradas por dia e tem dia que a gente não consegue abastecer nenhum carro. Ficamos no prejuízo, pois temos que bater uma meta mensal de 50 % e mais uma carrada e, se não cumprirmos isto pagamos multa, sendo que a culpa não é nossa, e sim da Prefeitura de Juazeiro”, contou.

Eles reivindicam o direito de trabalhar, de cumprir o contrato firmado com a operação, e assim garantir água à população do interior.

“A gente reivindica que a prefeitura forneça água pra gente trabalhar, que ela cumpra a parte dela no contrato com a operação Pipa, com o 72BI. A gente vem de longe, de cidades distantes, a gente se desloca, e quando chega em Juazeiro não tem água, porque o SAAE não disponibiliza. Além de sofrermos para custear o alto preço e aumentos constantes do óleo diesel, que acaba levando o lucro dos pipeiros, ainda sofremos este mal trato pelo município de Juazeiro, protestou Flávio.

Representando os pipeiros que estão parados no manancial situado no Residencial Dr. Humberto, Flávio Coelho se queixa ainda das péssimas condições de trabalho a que são submetidos.

“Há muito tempo que nós estamos pelejando para solucionar este problema, tentamos várias vezes conversar com os representantes deste setor, eles prometem resolver e nunca resolveram. A gente fica no sol quente, sem nenhum amparo. Eles não fornecem nenhum banheiro, nenhuma estrutura no ponto de coleta aqui no Residencial Dr Humberto. É muita falta de respeito e humanidade”, desabafou.

De acordo com outro pipeiro, que já atua no programa há 11 anos, “esta gestão foi a que menos deu assistência aos pipeiros. Muitos já desistiram de trabalhar em Juazeiro, desde que este governo assumiu. Nas gestões passadas não havia este problema e a água era fornecida normalmente”, afirmou o profissional.

Eles informaram ainda que já pediram uma reunião com os representantes da prefeitura, mas até o momento, não foram atendidos.

“Parece que eles não têm interesse em disponibilizar água para quem sofre com a falta dela nas comunidades do interior. Tem muita gente sofrendo com a falta de água e a prefeitura sem dar nenhum valor a um programa tão importante do Governo Federal”, disseram.

Eles ainda relatam uma situação grave: “Aqui no ponto são dois bicos de água. Um bico de água tratada, e outro de água bruta. O SAAE vende água tratada para os pipeiros particulares, que na sua maioria leva água para chácaras, para molhar plantas e para nós, pipeiros da Operação do Exército, fornecem água bruta. Como esta água que levamos para o interior, é para consumo humano, nós colocamos pastilhas de cloro para melhorar a qualidade”, informaram.

Eles reivindicam também a isenção do ISS que a prefeitura cobra dos pipeiros para realizarem o serviço social de acesso a água.

“Muitos municípios já isentaram o pagamento deste imposto, o ISS, e até dão uma ajuda no óleo diesel. Nós estamos pagando mais de R$ 500 por mês de imposto, o que dá mais de 6 mil por ano para prestar o serviço, e ainda somos maltratados. A Prefeitura de Juazeiro, ao invés de fazer uma parceria com os pipeiros, como outros municipais fazem, para garantir água para as famílias rurais, faz é dificultar e nos castigar assim, castigando também o povo do interior que sofre sem água”, declarou Flávio.

Por fim, Flávio Coelho cobrou uma resposta urgente da gestão municipal e fez alguns questionamentos: “O município de Juazeiro, nesta atual gestão, já deu a parecer que não quer os pipas da operação do exército, pois não dá assistência em nada. Dá para a gente perceber que eles preferem que tire o dinheiro do município para pagar carro pipa, com o orçamento dos SAAE, do que receber esses caminhões por conta do Exército. Ao invés de usarem o dinheiro do município para investir em obras de infraestrutura, em saneamento, em colocar água encanada em outras outras regiões, por exemplo. Queremos uma pessoa do SAAE, da direção do SAAE para se reunir com a gente e resolver este problema de forma definitiva. Ou querem mesmo que os pipeiros do Exército saiam de Juazeiro e fiquem os carros do SAAE custeados pelo dinheiro do contribuinte do município?”, questionou Flávio Coelho.

Operação Pipa

A Operação Pipa existe há 13 anos. O Ministério da Integração Nacional, representado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, em parceria com o Ministério da Defesa, representado pelo COTER, criaram a referida Operação a fim de auxiliar as Ações de Defesa Civil Municipais, complementando a distribuição de água realizada pelas prefeituras nas regiões do semi-árido brasileiro atingidos pela estiagem. No início, a Operação era temporária, ou seja, acontecia nos momentos em que a estiagem se prolongava, entretanto, com o passar do tempo, verificou-se a necessidade de realizar a Operação de forma contínua, haja vista o rigor do período de seca, o crescente número de municípios incluídos e a confiabilidade do Governo Federal no trabalho do Exército.

Redação PNB

Covid-19: Juazeiro possui 15 casos ativos da doença, segundo boletim desta quinta-feira (7); taxa de ocupação da UTI permanece em 10%

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Juazeiro não registrou óbitos por complicações da Covid-19 nesta quinta-feira (7). A informação está no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Com isso, o município permanece com 483 mortes provocadas pela doença.

Foram confirmados dois novos casos da doença. De acordo com o levantamento, 25.511 moradores foram infectados desde o início da pandemia na cidade, dos quais 25.011 já estão recuperados. Os casos descartados somam 37.403. Juazeiro tem 15 casos ativos do novo coronavírus.

Testes

Foram realizados desde o início da pandemia 54.294 testes rápidos pela prefeitura e 8.471 pelo Lacen, em Salvador.

Ocupação de leitos

Na rede hospitalar, o percentual de ocupação dos leitos de UTI para Juazeiro na rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia) é de 15%, com 81 leitos disponíveis. Somente em Juazeiro, 10% dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estão ocupados, com 9 leitos disponíveis.

Ascom/Sesau

Em ação conjunta, PMBA e PCBA desarticulam ponto de comercialização ilegal de munições, no distrito de Santana do Sobrado

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Nesta quinta-feira (07), a Polícia Militar da Bahia (PMBA), através da 25ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM)/Casa Nova, comandada pelo Capitão PM Lizandro, subordinada ao Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), juntamente com a Policia Civil, sob o chefia do Delegado Arnóbio, realizaram uma ação que desarticulou um ponto ilegal de comercialização de munições, que fomentava o crime no Distrito de Santana do Sobrado e região.

Na oportunidade foi efetuada a prisão da proprietária do estabelecimento, além da apreensão dos seguintes materiais:

40 munições de calibre 9mm; 20 munições de calibre 380; 15 munições de calibre 44; 19 munições de calibre 12; 123 munições de calibre 38;
18 munições de calibre 20; 10 munições de calibre 28; 30 munições de calibre 32; 19 munições de calibre 36; 250 munições de calibre 22; 18 munições de calibre 25; 14 recipientes com pólvora; 07 espoletas; 1kg de chumbo; 146 maços de cigarro; 02 celulares e um veículo marca Corolla, placa JLI 9191.

Diante dos fatos mencionados, a do dona do local foi apresentada na Delegacia de Casa Nova para a adoção das medidas cabíveis à Polícia Judiciária.

Ascom

“Qual foi o erro?”moradores de Juazeiro questionam sobre novas intervenções no espaço do antigo vaporzinho; prefeitura responde

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Após uma intervenção feita pela Prefeitura de Juazeiro, no espaço que abrigou, por décadas, o Vapor Saldanha Marinho, na Orla I da cidade, onde foram instalados um painel do juazeirense Ruy Carvalho, bancos, piso intertravado, rampas e gazebo de eucalipto, criou-se a expectativa de uma nova praça no local. Diga-se de passagem que, este espaço ficou invisível para as gestões passadas. Obsoleto.

A atual gestão iniciou e avançou na obra da nova praça que se chamará “Jardim São Francisco”.

Porém, apesar da reforma parecer já está finalizada, moradores foram surpreendidos nesta semana com uma nova intervenção no local, o que chamou atenção da juazeirense Sueli Almeida, moradora da Praça da Bandeira. Pelas redes sociais, ela fez questionamentos sobre o projeto de execução do espaço e investimentos feitos na obra.

“Vi isso ontem à noite e não pude acreditar. É sério que vão mexer mais uma vez na praça? Será que não houve um projeto para execução? onde o administrador sonha à noite com alguma coisa que acha que deveria existir e desmonta o que já foi feito para introduzir alguma novidade? E o dinheiro público onde entra nessa questão? As praças estão ficando muito bonitas, mas é direito de todo cidadão ter acesso aos seus projetos, afinal, o dinheiro de cada um de nós está embutido nessas reformas”, questionou.

Outro morador também chamou a atenção para uma estrutura montada para cercar o trecho final da praça.

“Eu acreditava que a reforma dessa praça já havia sido finalizada, pois foi iniciada no ano passado. Inclusive, achamos muito bacana a escolha da arte de Rui Carvalho. Muitos moradores e visitantes inclusive pararam na praça para tirar fotos e contemplar, mas agora, a prefeitura volta a mexer e interditar tudo novamente. Ainda tem esse cercado que botaram no final da praça, que ninguém sabe o que está sendo feito. Será que está sobrando verba para ficar refazendo um serviço que já tinha sido feito? Qual foi o erro? Afinal, quando a praça será inaugurada?”, acrescentou.

O PNB já encaminhou os questionamentos para a Secretaria de Obras de Juazeiro. Em resposta, o órgão informou que “as obras de requalificação da Praça Jardim São Francisco, na Orla I, ainda estão em andamento. Toda e qualquer intervenção no local está dentro do prazo e orçamento previstos”.

 

 

Redação PNB

Revoltado, morador do Angari reclama de um serviço do SAAE que está afetando sua residência: “uma seboseira”

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Nesta quinta-feira (07), o senhor Balbino Alves dos Santos, morador do bairro Angari, Juazeiro, procurou nossa redação para denunciar a situação que está enfrentando após uma obra realizada pelo SAAE no prédio do antigo Tiro de Guerra, e onde atualmente funciona um órgão municipal.

De acordo com Seu Balbino, instalaram um cano de água passando por cima da sua residência e há 15 dias começou um vazamento que está acabando com a parede da sua casa, além de causar outros transtornos. Ele informou que já pediu a prefeitura para resolver o problema, mas não foi atendido.

“A Prefeitura de Juazeiro fez uma obra na antiga sede do Tiro de Guerra e da Guarda Municipal e colocou um cano de água em cima da minha casa. Esse cano deu vazamento, e a água está caindo de enxurrada em cima da minha residência, está acabando com a parede da frente. Eu fui no órgão da prefeitura e conversei de boa, mas já tem 15 dias e nada foi feito”, desabafou Santos.

Revoltado com a situação, Balbino criticou a atitude do órgão que realizou o serviço. “Esse cano vem da rua, eles não quiseram gastar e fizeram essa gambiarra em cima da minha casa. Já me deu até vontade de arrancar por minha própria conta, mas espero que o SAAE resolva este serviço mal feito, esta seboseira que fez.”

O PNB encaminhou a denúncia do morador ao SAAE e aguarda resposta.

Redação PNB 

 

 

Mães de alunos da Escola de Ensino Integral Paulo VI, em Juazeiro, reclamam de desorganização e qualidade da alimentação escolar

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Ao invés de acolhimento e festa para receber os alunos da rede municipal de Juazeiro, Norte da Bahia, após dois anos sem aulas presenciais,  o início do ano letivo está sendo marcado por indignação, insatisfação e reclamações generalizadas de pais, mães, responsáveis por alunos e professores.

Além do atraso do retorno das aulas presenciais, também faltam organização, planejamento, profissionais, transportes escolares, estruturas adequadas e até merenda de qualidade, segundo as diversas reclamações que chegam ao PNB.

Em contato com nossa redação, mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Integral Paulo VI, que preferiram não ser identificadas para não expor os filhos, informaram que as crianças e adolescentes estão recebendo uma alimentação de péssima qualidade.

“Meu filho estuda no colégio Paulo VI  e todo dia ele chega reclamando do almoço que vem em pouca quantidade. Além disso, a qualidade da comida é péssima. Quando se trata de cozinhar para crianças, temos que fazer com amor. Se não tem verba para abastecer a escola com merenda de qualidade, porque iniciaram as aulas presenciais? Além disso, eles ainda precisam pegar uma fila enorme, se aglomerarem, para ter acesso ao lanche e ao almoço. Nossos filhos saem das nossas casas às 6 horas para passar o dia todo na escola e merecem receber um bom tratamento”, reclamou uma mãe.

Outra responsável por aluno afirmou ainda que muitas vezes o filho não está conseguindo sequer ter acesso a alimentação, por falta de organização na fila do refeitório.

“Meu filho não consegue pegar as refeições por causa da fila ser grande e por conta dos alunos maiores que cortarem a fila, que é completamente desorganizada. Falei com a diretoria, que insinuou que meu filho estava mentindo. Disseram: ‘Ninguém fica sem comer, os alunos é que vão pra quadra’, mas isso não é verdade. E quando eu falei que mandaria a comida dele, para meu filho não ficar com fome, disseram que não é permitido levar. Mas eu estou sim mandado um lanche, pois não deixarei meu filho ficar sem se alimentar o dia todo.”, acrescentou.

Também em contato com o PNB, outra mãe criticou a distribuição dos alimentos para os alunos.

“Tenho dois filhos lá e não está sendo fácil mesmo. Semana passada minha filha e muitos outros alunos ficaram sem almoçar porque simplesmente fizeram uma má distribuição da merenda e não sobrou carne para o restante dos alunos. As merendeiras foram preparar ovo para os alunos que não tinham almoçado ainda, porque a fila era gigantesca. Infelizmente temos uma gestão que fecha os olhos pra esses casos. É lamentável este tipo de situação e é inadmissível que essas coisas continuem acontecendo”, lamentou.

As mães finalizaram cobrando providências à Secretaria de Educação e Juventude.

“Se colocamos nossos filhos na escola e sendo ela em tempo integral, é dever da escola dá merenda e almoço de qualidade, porque se trata de crianças e adolescentes. Queremos umas alimentação de boa qualidade, dona prefeita”, finalizaram.

O PNB encaminhou as reclamações para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

 

Redação PNB

Petrolina terá ponto facultativo na próxima Quinta-feira Santa

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A Prefeitura de Petrolina decretou ponto facultativo nos órgãos públicos municipais na próxima quinta-feira (14), considerada pela tradição católica como “Quinta-feira Santa”. Com isso, as secretarias, autarquias, e órgãos públicos municipais não terão expediente neste dia e nem no feriado da ‘Sexta-Feira da Paixão’ voltando às atividades na segunda-feira (18).

O decreto foi publicado nesta quarta-feira (6) no Diário Oficial do Município e apesar do ponto facultativo, a oferta de serviços públicos essenciais à coletividade, como Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), segurança e serviços de limpeza pública serão mantidos normalmente.

O cidadão que precisar de algum serviço pode buscar através da plataforma ‘Petro Online’ que está disponível no site da prefeitura http://petrolina.pe.gov.br/petro-online/protocolos/ bastando clicar no banner de mesmo nome. Por lá, os cidadãos conseguem atendimento da Ouvidoria, consultar andamento de ofícios, abrir e consultar requerimentos, solicitar alvará de construção/demolição; emissão de nota fiscal; contracheques; desmembramento de IPTU; parcelamento de débito; alteração de endereço; Certidão Negativa de Débitos Municipais; entre outros.

Ascom

“Não tem justificativa”: responsáveis por alunos da rede municipal cobram respostas da Seduc sobre a falta de transporte escolar na zona rural de Juazeiro

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Os alunos das escolas municipais de Juazeiro, no Norte da Bahia, que residem na zona rural, continuam sem frequentar as aulas, por falta de transporte escolar. As aulas presenciais tiveram início de forma escalonada no dia 18 de março nas instituições de ensino infantil e no dia 28 nas escolas de Ensino Fundamental, mesmo assim o serviço ainda não vem sendo realizado de forma integral.

“Gostaria de pedir esclarecimentos e providências da prefeitura sobre o transporte escolar para as crianças que moram na Fazenda Itamarati e na Fazendinha, e que frequentam as Escolas Municipais Caxangá e Mandacaru. As aulas começaram há mais de 15 dias e até hoje nossos filhos estão sem ir a escola. No início das aulas presenciais a prefeitura informou que o ônibus iria rodar, mas não rodou. Eu esperei com os meus filhos aqui na roça, na porta de casa, até quase 8 horas da manhã e não passou o ônibus. Eu passei uma semana levando meus filhos a pé para a escola, no sol escaldante, para eles não perderem as aulas. Mas, devido a distância, não tive mais como levá-los, pois eles são muito pequenos e fica cansativo demais”, reclamou a mãe.

Ela cobra urgência na regularidade do transporte escolar para que as crianças da comunidade não fiquem ainda mais prejudicadas.

“Têm crianças aqui na Fazenda Itamarati que ainda não foram para a escola esse ano por falta do transporte.   Estamos esperando uma resposta da prefeitura, porque se está tendo aula presencial, as crianças devem frequentar a escola. Elas estão faltando aula e a culpa vai acabar recaindo em nós mães e responsáveis. Não tem justificativa começar as aulas presenciais e não ter o transporte para as crianças irem para a escola”, finalizou.

O PNB já encaminhou a reclamação para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

 

Redação PNB

Alegando falta de assistência da Prefeitura de Juazeiro, pipeiros da Operação Carro Pipa do Exército paralisam as atividades e desabafam : “É muita humilhação!”

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Pipeiros que prestam serviço, em Juazeiro, à Operação Pipa, do Ministério da Integração Nacional, em parceria com o Ministério da Defesa, pararam suas atividades nesta quinta-feira (7), em protesto à falta de assistência por parte da Prefeitura de Juazeiro.

A Operação foi criada há 13 anos, a fim de auxiliar as ações de defesa civil nos municípios, levando água para as comunidades rurais.

De acordo com o pipeiro Flávio Coelho a atual gestão municipal não vem cumprindo com a obrigação de abastecer os carros-pipa, contratados pelo 72 BI, para atender as comunidades do interior que vivem o drama da falta de água.

Ele conta que, muitos pipeiros desistiram de atuar no município por falta de assistência da prefeitura.

“Estamos decretando uma greve, pois está faltando parceria por parte da prefeitura. O SAAE não está conseguindo fornecer água, em tempo hábil, para abastecer os carros e, com isso está prejudicando nosso trabalho de levar água para as comunidades do interior que mais precisam”, disse o profissional.

De acordo com Flávio, na gestão anterior 22 carros pipa atendiam ao município de Juazeiro, mas, com as dificuldades criadas pelo atual governo, atualmente são apenas 13 pipas e mesmo assim eles enfrentam dificuldades para conseguirem água.

“É humilhante, é muita humilhação! A gente gente chega a passar até 4 horas aqui no ponto esperando para abastecer. Temos um contrato com o 72 BI de ofertar, no mínimo, 3 a 4 carradas por dia e tem dia que a gente não consegue abastecer nenhum carro. Ficamos no prejuízo, pois temos que bater uma meta mensal de 50 % e mais uma carrada e, se não cumprirmos isto pagamos multa, sendo que a culpa não é nossa, e sim da Prefeitura de Juazeiro”, contou.

Eles reivindicam o direito de trabalhar, de cumprir o contrato firmado com a operação, e assim garantir água à população do interior.

“A gente reivindica que a prefeitura forneça água pra gente trabalhar, que ela cumpra a parte dela no contrato com a operação Pipa, com o 72BI. A gente vem de longe, de cidades distantes, a gente se desloca, e quando chega em Juazeiro não tem água, porque o SAAE não disponibiliza. Além de sofrermos para custear o alto preço e aumentos constantes do óleo diesel, que acaba levando o lucro dos pipeiros, ainda sofremos este mal trato pelo município de Juazeiro, protestou Flávio.

Representando os pipeiros que estão parados no manancial situado no Residencial Dr. Humberto, Flávio Coelho se queixa ainda das péssimas condições de trabalho a que são submetidos.

“Há muito tempo que nós estamos pelejando para solucionar este problema, tentamos várias vezes conversar com os representantes deste setor, eles prometem resolver e nunca resolveram. A gente fica no sol quente, sem nenhum amparo. Eles não fornecem nenhum banheiro, nenhuma estrutura no ponto de coleta aqui no Residencial Dr Humberto. É muita falta de respeito e humanidade”, desabafou.

De acordo com outro pipeiro, que já atua no programa há 11 anos, “esta gestão foi a que menos deu assistência aos pipeiros. Muitos já desistiram de trabalhar em Juazeiro, desde que este governo assumiu. Nas gestões passadas não havia este problema e a água era fornecida normalmente”, afirmou o profissional.

Eles informaram ainda que já pediram uma reunião com os representantes da prefeitura, mas até o momento, não foram atendidos.

“Parece que eles não têm interesse em disponibilizar água para quem sofre com a falta dela nas comunidades do interior. Tem muita gente sofrendo com a falta de água e a prefeitura sem dar nenhum valor a um programa tão importante do Governo Federal”, disseram.

Eles ainda relatam uma situação grave: “Aqui no ponto são dois bicos de água. Um bico de água tratada, e outro de água bruta. O SAAE vende água tratada para os pipeiros particulares, que na sua maioria leva água para chácaras, para molhar plantas e para nós, pipeiros da Operação do Exército, fornecem água bruta. Como esta água que levamos para o interior, é para consumo humano, nós colocamos pastilhas de cloro para melhorar a qualidade”, informaram.

Eles reivindicam também a isenção do ISS que a prefeitura cobra dos pipeiros para realizarem o serviço social de acesso a água.

“Muitos municípios já isentaram o pagamento deste imposto, o ISS, e até dão uma ajuda no óleo diesel. Nós estamos pagando mais de R$ 500 por mês de imposto, o que dá mais de 6 mil por ano para prestar o serviço, e ainda somos maltratados. A Prefeitura de Juazeiro, ao invés de fazer uma parceria com os pipeiros, como outros municipais fazem, para garantir água para as famílias rurais, faz é dificultar e nos castigar assim, castigando também o povo do interior que sofre sem água”, declarou Flávio.

Por fim, Flávio Coelho cobrou uma resposta urgente da gestão municipal e fez alguns questionamentos: “O município de Juazeiro, nesta atual gestão, já deu a parecer que não quer os pipas da operação do exército, pois não dá assistência em nada. Dá para a gente perceber que eles preferem que tire o dinheiro do município para pagar carro pipa, com o orçamento dos SAAE, do que receber esses caminhões por conta do Exército. Ao invés de usarem o dinheiro do município para investir em obras de infraestrutura, em saneamento, em colocar água encanada em outras outras regiões, por exemplo. Queremos uma pessoa do SAAE, da direção do SAAE para se reunir com a gente e resolver este problema de forma definitiva. Ou querem mesmo que os pipeiros do Exército saiam de Juazeiro e fiquem os carros do SAAE custeados pelo dinheiro do contribuinte do município?”, questionou Flávio Coelho.

Estamos encaminhando a demanda para a Prefeitura de Juazeiro.

Operação Pipa

A Operação Pipa existe há 13 anos. O Ministério da Integração Nacional, representado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, em parceria com o Ministério da Defesa, representado pelo COTER, criaram a referida Operação a fim de auxiliar as Ações de Defesa Civil Municipais, complementando a distribuição de água realizada pelas prefeituras nas regiões do semi-árido brasileiro atingidos pela estiagem. No início, a Operação era temporária, ou seja, acontecia nos momentos em que a estiagem se prolongava, entretanto, com o passar do tempo, verificou-se a necessidade de realizar a Operação de forma contínua, haja vista o rigor do período de seca, o crescente número de municípios incluídos e a confiabilidade do Governo Federal no trabalho do Exército.

Redação PNB