Reincidente: deputados acionam PGR, após Bolsonaro voltar a usar a expressão “arroba” ao se referir ao peso de um homem negro

Reincidente: deputados acionam PGR, após Bolsonaro voltar a usar a expressão "arroba" ao se referir ao peso de um homem negro

Os deputados Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Paulo Teixeira (PT-SP) enviaram uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro (PL) por causa de um comentário feito por ele nesta quinta-feira(12).

No já famoso “cercadinho”, no Palácio do Planalto, o chefe de estado voltou a usar uma expressão racista ao se referir a um apoiador negro que estava no local.

“Conseguiram te levantar, pô? Tu pesa o quê, mais de sete arrobas, não é?”, disse o presidente ao um apoiador.

A medida de arrobas geralmente é usada para tratar do peso de animais. A sigla considera que Bolsonaro praticou ato discriminatório.

“No caso presente, como já suscitado, o noticiado utilizou, mais uma vez, a unidade de medida ‘arroba’ — usualmente presente no comércio de boi de corte, no matadouro ou nos frigoríficos — para se referir a uma pessoa negra, ciente de que a mesma conduta já foi identificada como discriminatória por essa eminente Procuradoria-Geral da República e por ministros do Supremo Tribunal Federal”, disseram os parlamentares.

Reincidente:

Em 2018, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por crime de racismo por uma frase semelhante. Durante uma palestra que fez em 2017, ele disse que, se fosse eleito presidente, não destinaria recursos para ONGs e que não haveria “um centímetro demarcado” para reservas indígenas ou quilombolas.

“Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí. Eu fui num quilombo, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles”, afirmou.

No entanto, em setembro do mesmo ano, a denúncia foi rejeitada por 3 votos a 2 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso foi encerrado.

Redação PNB

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