“Saudade de Pedro China e de suas histórias”, Por Jaime Badeca

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Um amigo querido. Mestre na arte de fazer rir, um ator de qualidade excepcional, tinha história e sabia contá-la.

Gosto de várias, mas dou risada sozinho quando ele estava sendo, a título de treinamento, sabatinado pelo dono de uma das grandes fábricas de pregos do país.

Pedro receberia a franquia para atuar neste mercado. O dono da fábrica enchia Pedro de defeitos, falhas, pouca resistência do seu produto para que o quase franqueado contra argumentasse e convencesse seu interlocutor de que era o melhor prego do mercado, por isso, por aquilo e por aí vai.

Esse prego entorta fácil, quebra no meio, tem pouca resistência, só defeito, querendo que Pedro o superasse no convencimento ao contrário.

A certa altura do ensaio, após várias repetições, Pedro se dirige ao Rei dos Pregos e diz: “Meu amigo, chega, eu não quero mais ouvir essa conversa, fique com seus pregos. Se você não acredita no seu prego, se acha que ele não presta,  não sou eu que vou convencer ninguém”.

Assim, desistiu da ex-promissora carreira de distribuidor preferencial de uma grande marca de pregos e regressou à sua boemia, com o violão e a alegria de ser quem era.

Uma vez eu te disse ou não disse: “Porque não fostes com João para o Rio de Janeiro? Seu talento artístico te colocaria diante dos salões de pé ao final de seus espetáculos.

Saudade de Pedro China e de suas histórias!

Por Jaime Badeca, advogado e amigo de Pedro China

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