Depois de muitas reclamações e pedidos de socorro, uma força-tarefa realiza mutirão de limpeza na Quintino Bocaiúva, centro de Juazeiro

Depois de muitas reclamações e pedidos de socorro, uma força-tarefa realiza mutirão de limpeza na Quintino Bocaiúva, centro de Juazeiro

Depois de inúmeras reclamações de moradores e de uma série de reportagens produzidas pelo Portal Preto No Branco sobre o acúmulo de lixo na rua Quintino Bocaiúva, centro de Juazeiro, uma força tarefa, formada por órgãos da Prefeitura de Juazeiro, como SAAE, Vigilância Sanitária, Guarda Municipal, Polícia Militar e Ministério Público, realizou uma ação de limpeza no local, na manhã desta quarta-feira (13).

Há vários anos, os moradores vem penando com os incômodos do lixo amontoado na rua, diariamente, por um morador que sofre de um transtorno mental, segundo os vizinhos. Também dentro da residência dele, havia muito lixo acumulado. Além do mal cheiro, os moradores alertavam para os riscos à saúde pública. Foram feitas várias reclamações à gestão municipal e a situação também foi denunciada ao Ministério Público.

Hoje, dois moradores da rua, entraram em contato com o PNB para informar que, finalmente, os poderes públicos resolveram agir realizando uma ação de limpeza, e agradeceram a nossa equipe pelas constantes intervenções.

(fotos arquivo pessoal)

“Entraram na casa, com ordem judicial, e retiraram o lixo. Trata-se de um evento, e isto é resultado de uma luta, que o vocês, do Preto No Branco, cooperam muito”, reconheceu o morador.

“A operação de retirada do material perecível de dentro da residência está acontecendo agora. Grata pela intervenção de vocês do PNB. Parabéns, pela condução inteligente da comunicação, através do trabalho desta equipe”, agradeceu outra moradora.

Os moradores esperam que agora o problema seja resolvido definitivamente, e que a área se mantenha limpa.

“No passado, foram retiradas 8 caçambas de lixo dentro desta residência. Nós comemoramos, mas o problema voltou a se repetir”, contou a moradora.

Ela também demonstrou preocupação com o vizinho, que precisa de cuidados psicológicos.

Nossa preocupação agora é com o morador da rua. Quem irá promover o tratamento psicológico e de saúde dele? Ele dorme dentro de um saco plástico, próximo ao Semec. Ele precisa ser acolhido, cuidado, e nós pedimos à saúde do município que atenda a este cidadão e a sua família que necessitam de assistência”, pediu a moradora.

Reclamações   

E maio passado, uma equipe da empresa Limp City esteve no local recolhendo o lixo da rua, mas, sem ordem judicial, não poderiam entrar na residência para fazer a limpeza.

“Já não estávamos mais suportando o odor do lixo, que com a chuva ficou ainda mais forte. O lixo foi retirado mais uma vez pelo carro da coleta. Verifiquem quantos funcionários são designados para a operação. Teve uma época que chegaram a retirar quase dez caçambas de lixo do local, após uma determinação da Justiça. O transtorno desse morador é grave, e afeta além dos seus familiares, pois com ele mora uma idosa, atinge também a nós moradores da rua. Ele precisa de cuidados, urgente. Sugiro que a equipe de saúde e do social de Juazeiro façam uma visita a esta família que precisa de ajuda. A Prefeitura tem que verificar, junto aos irmãos, desse morador se ele já passou por um médico e auxiliar no tratamento do mesmo. Até dentro da residência e em cima do telhado tem lixo acumulado.”, alertou.

Outro problema que vem afetando os moradores da Quintino Bocaiúva, é o abandono do prédio onde funcionou o antigo Hospital Semec.

“O prédio do antigo Hospital Semec tem dono e está abandonado. Quem são os donos? É fácil encontra-los. Eles precisam ser autuados, pois abandonaram o imóvel e estão fazendo pouco caso da situação. O antigo necrotério está tomado pelo mato. As caixas d’água estão abertas, servindo de foco para o mosquito Aedes aegypti. Merecemos e queremos respeito, além da resolução dessa problemática! Os moradores da Quintino pedem, sonham e querem um destino final para este prédio”, finalizaram.

Os moradores chegaram a questionar se teriam que deixar suas residências por conta dos problemas enfrentados na rua.

“Estamos vivendo um caso de calamidade pública, bem no centro da cidade. Em frente ao antigo Hospital Semec tem um lixão de décadas, fedido, com lavagem, e entre outros materiais que causam danos a nossa saúde. Queremos providências, queremos a retirada deste material urgente”, declarou uma moradora.

Os moradores relatam ainda que apesar do caso já está no Ministério Público, até o momento nenhuma providência definitiva foi adotada.

“Ele (morador) já recebeu uma intimação do Ministério Público. Já foi um familiar dele lá no Ministério saber como resolver essa situação, mas a sensação que a gente tem quando chegar lá, é de que não está tendo muito interesse do poder público em resolver a situação. O Ministério Público fica jogando a responsabilidade para a Vigilância Sanitária e a Vigilância joga para o MP. Fica nisso e nada é resolvido”, acrescentou outro morador.

“Queremos uma solução definitiva. Este morador, que sofre de transtornos mentais, precisa ser encaminhado para um tratamento urgente, pois há anos ele acumula lixo na rua, trazendo riscos para a saúde pública e nunca se tomou uma providência mais enérgica. A família precisa se responsabilizar por ele, o Estado também. Passou de todos os limites e o preço que pagamos tem sido muito alto. Será que a solução será deixarmos nossas casas? O setor de limpeza vem, quando denunciamos e a situação fica insuportável, mas em três ou quatro dias, ele recolhe lixo pela cidade e joga tudo aqui, formando este lixão que nunca acaba”, finalizou o morador revoltado.

Redação PNB

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