“Mete, mete bala”: indignado, morador de Juazeiro denuncia descumprimento da lei Antibaxaria em show comemorativo ao aniversário da cidade “letras chulas que desrespeitam as mulheres”

"Mete, mete bala": indignado, morador de Juazeiro denuncia descumprimento da lei Antibaxaria em show comemorativo ao aniversário da cidade "letras chulas que desrespeitam as mulheres"

 

O morador do bairro Santo Antônio, Fredson Magno, em contato com nossa redação, demostrou sua indignação com o repertório da banda “O Juiz”, que tem como vocalista Dan Jamaica, atração de ontem (16) no evento Copa Fest, em comemoração ao aniversário de Juazeiro.

De acordo com ele, que levou a filha de 4 anos ao evento, às 19 horas, as músicas tocadas eram inapropriadas para o espaço, onde haviam muitas crianças e também idosos.

“Uma senhora que estava próximo a nós, estava revoltada e disse que nunca se sentiu tão constrangida numa festa. Eu estava com minha esposa e minha filha de 4 anos, e senti o mesmo. Músicas chulas, carregadas de pornografia e sexismo. Pesado!. Nos retiramos do local”, relatou.

Ele lembrou da lei 12.573, conhecida como Antibaixaria, em vigor no estado da Bahia desde 2012, e criticou a organização do evento por não ter se preocupado em cumprir a legislação, observando previamente o repertório do artista.

A Lei Antibaixaria veda a utilização de recursos públicos para contratar artistas que cantam músicas que desvalorizam, constrangem ou incentivam à violência contra as mulheres, manifestam discriminação ou faz apologia a drogas.

“Minha crítica não é ao cantor, que deve ter seu público para este tipo de música, mas a é a organização que não se atentou a lei, não olharam o repertorio, sequer tiveram a preocupação de botar noutro horário. A banda tocou às 19 horas, quando só tinham crianças e famílias no pátio e o cara cantando tanta música chula”, contou Fred.

Ele citou duas das “músicas” cantadas por Dan Jamaica e nos enviou a letra das composições.

Uma delas diz: “Vou Encher de Leite Vou Mandar Pros Alemão. Toma, toma na tchequinha, toma na tchequinha. Toma, toma na tchequinha, abre a boquinha. Não vou dar esse mole de engravidar essa novinha”.

Uma outra letra, vai mais além e faz apologia a violência contra a mulher: “(…) Bagulho louco ela já vem no interesse
Sabe que o pai é chato, e trabalha no macete. Fala que me ama, mas sei que é de momento (…) Mulher não ama macho, elas amam dinheiro … Mete bala, te amo… Cheirosa, te amo … Ama porra nenhuma. Tu só quer extorquir meu dinheiro. Tu tá doida pra engravidar por isso que só fxxx comigo no pelo. (…) Mete, mete, mete bala, mete bala
Vai dar a bxxxxxxx, doida pra arrumar dinheiro”.

Indignado com o conteúdo do repertório, ele chama atenção para o cumprimento da lei nos próximos eventos.

“A prefeitura deveria ter se atentado ao repertório da banda. Uma dançarina seminua no palco e as músicas dessa qualidade. Erraram feio na montagem da programação. Que dá próxima vez, sejam mais responsáveis na escolha das atrações e confiram o repertório antes. O evento foi tão bonito com Timbalada, Oludum, Filhos de Jorge e outros artistas da região que têm compromisso com a música, e botam uma banda dessa com músicas tão desrespeitosas e chulas. Foi um constrangimento total”, concluiu Magno.

Estamos encaminhando a crítica do juazeirense para a organização do evento.

Redação PNB

2 Comentários


  1. Nota zero pra organização do evento, tanto na questão da contratação de algumas bandas de péssimo gosto, quanto pra questão do trânsito em Juazeiro, mostraram que são fracos e ridículos em organização.

    Responder

    1. Ainda tem mulheres que dança com uma música que só coloca a mulher lá embaixo.Juazeiro precisa introduzir pra essa geração mais nova outros tipos de músicas de qualidade e fazer eventos voltados a cultura como antigamente tinha shows de músicas como MPB,rock e peças culturais.

      Responder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.