Caso Deliane: estado de saúde da mulher vítima de um suposto erro médico no HMI se agrava, dizem familiares

Caso Deliane: estado de saúde da mulher vítima de um suposto erro médico no HMI se agrava, dizem familiares

O quadro de saúde de Deliane Feitosa e Silva, de 31 anos, que foi vítima de um suposto erro médico no último dia 11 de junho, no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, se agravou. Os familiares dela acusam a médica Jamilla Menezes Torres de ter perfurado o últero e o intestino grosso da paciente, durante um procedimento de curetagem realizada na unidade.

Por conta do erro, Deliane foi transferida para o Hospital Regional de Juazeiro, onde já passou por seis procedimentos cirúrgicos e acabou perdendo alguns órgãos.

“Eu gostaria muito de dar notícias boas hoje de Deliane, mas ontem eu fui visitá-la e o médico falou que ela teve uma piora muito grande. Ela esta  intubada de novo, pois está com infecção muito grave no pulmão. Além disso, o local onde foram feitas as cirurgias, também está infeccionado. O estado dela é muito delicado.  Mas vamos orar, pedir para que Deus restaure a saúde dela, porque ela precisa vir para casa, ela precisa voltar para o lado dos filhos, do marido, da mãe, do pai, dos irmãos, de todos nós familiares”, declarou a sogra de Deliane.

O PNB teve acesso ao prontuário da paciente, assinado pela ginecologista obstetra, Jamilla Menezes Torres. Segundo os familiares de Deliane, a médica continua atuando no HMI.

Nesta segunda-feira (25), uma manifestação será realizada em frente ao Hospital Materno Infantil de Juazeiro por familiares e amigos de Deliane, que pedem justiça para o caso.

Os familiares querem que a gestão municipal preste assistência à mulher, mãe de 5 filhos, e o afastamento da médica.

Entenda o caso:  

Após o suposto erro médico, Deliane sofreu um derrame pleural e desde o dia 13 de junho está internada em estado grave no Hospital Regional de Juazeiro, para onde foi encaminhada após o ocorrido. De acordo com informações de familiares da paciente, Deliane já passou por seis procedimentos cirúrgicos no HRJ.

Ela chegou a ficar internada em um leito de UTI e teve ovários e as trompas removidos, devido ao alto grau de infecção. Um dos rins da paciente também chegou a parar de funcionar. Atualmente, ela está com intestino grosso exposto, segundo informou um familiar.

Diante da gravidade da situação, a família de Deliane pede a responsabilização da médica acusada pelo erro.

“Já acionamos o Ministério Público e também já identificamos a médica que ocasionou essas lesões em Deliane. Ela só não morreu porque Deus tem um plano na vida dela. A barriga dela está aberta, porque os pontos não estão segurando. Ela está com a tela para segurar o órgão e tomando antibióticos fortes. Não está sendo fácil. Então, essa médica precisa ser responsabilizada. A Secretaria de Saúde precisa investigar o caso e afastar essa profissional. Ela não assumiu o erro e tentou abafar o caso. Ela saiu pela tangente, mas nós precisamos que esta médica e a gestão municipal respondam por esse erro”, declarou um familiar.

O casal tem 5 filhos, sendo um bebê de 1 ano e 4 meses, 3 crianças de 5, 9 e 11 anos e um adolescente de 14.

“Esta família está passando por dificuldades. A mãe internada, o pai desempregado e eles sofrendo com toda esta situação Estão precisando de alimentos básicos, como também fraldas tamanho G para criança, produtos de limpeza, de higiene pessoal, além disso estão com várias contas pendentes, de água, luz e faltando botijão de gás”, contou.

Qualquer ajuda pode ser enviada para o endereço: Rua Ramiro Ribeiro 330, Centro de Juazeiro -BA (Tereza Rodrigues)

No último dia 21, o PNB encaminhou o caso para a Secretaria de Saúde. O órgão informou apenas que “A Maternidade está verificando a denúncia para tomar as medidas necessárias”.

Também na ocasião, o HRJ esclareceu que “a paciente deu entrada no HRJ em estado grave e passou por quatro procedimentos cirúrgicos. Após as cirurgias, foi avaliada a necessidade de nutrição parenteral, assistência que está sendo oferecida pelo complexo hospitalar. Devido a gravidade do ferimento, será necessário aguardar o tempo de recuperação para a realização de novos procedimentos. Ademais, não há previsão de alta, assim como não há indicação de transferência para outra Unidade”.

 

Redação PNB

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