Após reclamação de moradores, Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano de Juazeiro se manifesta sobre pavimentação da Avenida Brasil, no Novo Encontro

Após reclamação de moradores, Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano de Juazeiro se manifesta sobre pavimentação da Avenida Brasil, no Novo Encontro

Após reclamações de moradores do Novo Encontro, em Juazeiro, sobre a qualidade da obra de pavimentação asfáltica da Avenida Brasil, que está sendo executada pela Prefeitura de Juazeiro, a Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano (Sedur) se manifestou ao PNB, garantindo que dará uma solução técnica adequada para os problemas apresentados.

Confira nota:  

A Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano (Sedur), juntamente com a empresa responsável pela obra, realizou vistoria técnica na pavimentação asfáltica do bairro Novo Encontro.

Durante a vistoria da rua foi detectada uma demanda e está sendo feita uma análise para verificar o ocorrido. A Sedur segue monitorando e está em constante contato com a empresa para que seja dada uma solução técnica adequada, com resultado satisfatório, conforme programado, sem ônus para a população.

No bairro, a gestão municipal já pavimentou nove ruas e outras quatro estão ganhando paralelo, um trabalho de grande importância para a comunidade, que estava carente de infraestrutura há muitos anos.

Reclamações

Luzinete Duarte, moradora bairro Novo Encontro, em Juazeiro, em contato com o PNB expressou sua frustração com a obra de pavimentação da Avenida Brasil, tão sonhada pela comunidade. No relato, a moradora fala da expectativa em torno da pavimentação e critica a execução da obra.

“Há 28 anos moro no Bairro Novo Encontro, na Avenida Brasil, em Juazeiro. No dia 30 de Maio, ouvi o barulho das máquinas na avenida. Era o começo da realização de um sonho: a pavimentação da Avenida Brasil. Certamente, acabaria os transtornos da lama, na época das chuvas e a grande poeira a que os moradores estavam submetidos em quase três décadas. Havia um misto de alegria e curiosidade diante de uma avenida larga com um grande canteiro arborizado ao meio. As etapas da obra foram mudando a paisagem, mas a nossa vigilância estava atenta. Passávamos as tardes observando cada fase. Qual foi a nossa surpresa, pois a larga avenida não teve o sonhado canteiro e transformou- se em rua, e parte dela virou calçada dando origem a um espaço sem nenhum propósito”.

Ela segue comentando sobre o desapontamento dos moradores que, antes mesmo de terem a obra inaugurada, já observam a realização de uma operação “Tapa Buracos” no asfalto recém aplicado. A moradora questiona a qualidade do material aplicado e a execução do serviço.

“Nesse meio tempo, houve uma paralisação da obra, de quase um mês. Esse intervalo acabou prejudicando a qualidade do serviço, pois o trânsito de veículos removeu parte da camada da brita, que recebe o asfalto. O resultado é que ficou tão fina a ponto de aparecer a terra. Agora, às vésperas de ser inaugurada, estamos diante de um serviço que, após concluído, vira uma operação tapa buracos. Quero ressaltar que apesar da minha decepção diante do resultado da obra, que entendo ser da responsabilidade da prefeitura, mas precisamente do engenheiro e da secretaria responsável, agradeço, pois, vejo como um grande passo para possíveis melhorias na minha cidade, que merece ser vista e admirada pelos seus filhos”, concluiu Luzinete Duarte.

No último dia 27 de julho, Geraldo Onofre, também morador na Avenida Brasil, no Novo Encontro, enviou para nossa redação seu descontentamento com a pavimentação em asfalto que vem sendo realizada na via.

“Depois de esperar por quase 20 anos pela pavimentação, sofrendo, na seca, com a poeira adentrando as residências e, nas chuvas, com a lama impedindo o tráfego normal de veículos e de pessoas, esperava-se que, finalmente, os moradores poderiam sentir-se alegres e satisfeitos em razão do asfaltamento daquela Avenida. Ao final de praticamente dois meses de serviços, observa-se que a obra chega seu ao final com falhas de execução e/ou de projeto que merecem destaque”, avaliou.

Ele seguiu, enumerando as falhas que observou na obra.

“1 –  estreitamento da Avenida, que deixa de ter sua largura original colada no passeio (já existente), pois realizaram a pavimentação com dois metros de distância de cada lado desse passeio / calçada; 2 – a base do pavimento apresenta desníveis que permitem a acumulação de água, formando poças ao longo do trajeto (portas e garagem das casas); 3 – as guias estão desalinhadas e muitas vezes rebaixadas demais, ao ponto de permitir o extravasamento das águas de chuvas em direção as casas; 4 – exclusão da pavimentação de pequenas travessas onde o custo seria mínimo para realizar o serviço completo de unir a Avenida a outras ruas paralelas. Por fim, “a capa” de asfalto demonstra ser demasiadamente fina, capaz de, em alguns pontos, ser visível o piso de barro e concreto colocado. Ou seja, pavimentação estreita em relação a largura da rua, com guia irregular: baixa e desalinhada, pavimento desnivelado, permitindo a formação de poças d’àgua”, criticou o morador.

Geraldo Onofre afirmou ainda que sua intenção é “despertar que o município para que tenha mais critério na contratação das empresas projetistas ou executoras dos serviços públicos”

“Talvez seja tarde para se realizar as correções aqui apontadas, pois a obra está em vias de ser concluída e inaugurada pela prefeita. Porém, a intenção é despertar que o município, através do Órgão/ Secretária responsável tenha mais critério na contratação das empresas projetistas ou executoras dos serviços públicos garantindo qualidade, em respeito aos cidadãos juazeirenses”, concluiu

Redação PNB

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