Familiares e amigos de Alan Kardec farão manifestação pacífica em frente ao Fórum de Juazeiro nesta quinta-feira (04); acusado de ter assassinado o mototaxista irá a júri popular

Familiares e amigos de Alan Kardec farão manifestação pacífica em frente ao Fórum de Juazeiro nesta quinta-feira (04); acusado de ter assassinado o mototaxista irá a júri popular

Familiares e amigos do mototaxista Alan Kardec Magalhães Vicente, assassinado em de maio de 2018, farão uma manifestação pacífica na manhã desta quinta-feira (04), em frente ao Fórum Luiz Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, no Norte da Bahia, onde acontecerá o julgamento do acusado de ser o autor do crime, Francisco Leite Barbosa.

Ao PNB, Egislane Silva, viúva de Alan, contou que o grupo está com camisas e faixas pedindo justiça para o crime, que segundo a família, foi cometido por um motivo fútil e sem chances de defesa da vítima.

“Nós familiares e amigos de Alan estaremos lá em frente ao fórum para pedir justiça para ele. Gostaríamos de convidar também a população de Juazeiro para participar deste ato. Da mesma forma que essa tragédia aconteceu com a nossa família, infelizmente também pode acontecer com a sua”, declarou.

Egislane disse ainda que espera que o acusado, que até o momento responde pelo crime em liberdade, seja finalmente preso.

“Eu quero e preciso acreditar que a justiça será feita. Ele será julgado e condenado. Eu acredito que ele sairá do julgamento algemado e finalmente vai pagar pelo crime que cometeu”, acrescentou.

O caso

Na época do crime, Alan Kardec tinha 32 anos e estava nas proximidades do Mercado do Produtor de Juazeiro, quando foi atingido por disparos de arma de fogo. O acusado também trabalhava como mototaxista. Kardec morreu após passar por uma cirurgia no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ).

De acordo com Egislane Silva, no dia do crime, seu marido e o suspeito, que também atuava como mototaxista, haviam discutido por disputa de passageiro. Ao retornar ao ponto onde ambos trabalhavam, o acusado teria retomado a discussão, sacado uma armada e atirado contra Alan.

Ainda segundo a viúva de Alan, as discussões entre os dois eram constantes durante a rotina de trabalho.

“Ele vai a júri popular e nós esperamos que a justiça faça o papel dela, que ele pague pelo que fez. Nossa dor é gigantesca! Ele destruiu uma família que se formava. Meu marido deixou um filho de 2 anos que sofre muito com a ausência do pai. Alan era um trabalhador e teve a vida tirada quando estava lutando pelo nosso sustento. Que a justiça puna quem cometeu este crime”, disse Egislane Silva.

A mulher da vítima também faz alguns questionamentos: “Por quê tanta demora? Mais de 4 anos para acontecer esse julgamento, quando se sabe quem foi e o que fez. O autor tinha uma arma que não consta nos autos. Ele mentiu alegando legítima defesa, mas, após discutir com meu marido, o que aconteceu uma 7h30 da manhã, ele voltou ao ponto, já perto de meio dia e cometeu o crime. Foi pensado, foi planejado. Estas perguntas precisam ser respondidas”.

Nós não conseguimos contato com a defesa do acusado.

Repercussão

Alan Kardec era bastante querido pela categoria de mototaxistas que, juntamente com seus familiares e amigos, realizaram manifestação nas ruas da cidade pedindo justiça para o caso.

Em julho de 2016, Alan Kardec concedeu entrevista a repórter Yonara Santos, do Preto No Branco, quando participava de um protesto da categoria que pedia fiscalização da atividade por parte da prefeitura.

Veja matéria: https://www.youtube.com/watch?v=w-WakxSuei0&t=5s

Redação PNB

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