Compositor e poeta juazeirense Luiz Galvão está internado em São Paulo; músico chegou a ficar no corredor de uma unidade de saúde

Compositor e poeta juazeirense Luiz Galvão está internado em São Paulo; músico chegou a ficar no corredor de uma unidade de saúde

O compositor e poeta juazeirense, Luiz Galvão, membro fundador do grupo Novos Baianos, está internado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O músico de 87 anos sofreu um infarto na última segunda-feira (12), e também está com um quadro de anemia.

De acordo com as informações, Galvão teve uma piora em seu estado de saúde e chegou a ser entubado na madrugada dessa sexta-feira (16). Nas redes sociais, a jornalista Olívia Soares, fez um protesto sobre o estado em que o poeta se encontra.

“O Brasil nunca valorizou os filhos que tanto deram ao país. O poeta Luiz Galvão, um dos criadores dos Novos Baianos, está entubado em coma induzido na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo”, escreveu.

Horas depois, ela atualizou o estado de saúde de Galvão e informou que o músico chegou a ficar em uma maca no corredor de uma unidade de saúde de São Paulo.

“Já está num quarto coletivo (estava no corredor), mas não tem direito a acompanhante. Segundo Janete Galvão, sua mulher, ele está lúcido, mas precisa muito de companhia. É preciso amor e compaixão. (Com informações da jornalista Lucia Correia Lima, que está tentando ajudar)”, acrescentou a jornalista.

Também nas redes sociais, o também músico juazeirense Maurício Dias, lamentou o estado de saúde de Galvão e a falta de assistência ao artista.

“VOU MOSTRANDO COMO SOU..JOGANDO MEU CORPO NO MUNDO”
O sopro do meu amigo/irmão, parceiro, poeta, escritor, compositor, engenheiro agrônomo, “Iogananda” Luiz Dias Galvão, criador do lendário grupo “Os novos baianos ” – junto com outro saudoso amigo Moraes Moreira..- está indo de vez para o “universo circular”.
Há três dias estou aqui de Juazeiro angustiado, impotente , com um nó cego na garganta e uma jorro nos olhos. Às vezes, cego também, tateando , estrelas no breu entre humanóides. Publiquei duas fotos de Galvão que ficou mais de 72 horas no corredor de um posto de saúde na gélida e gigante São Paulo, a mais poderosa megalópole da América do Sul.
Sim, 72 horas esperando inconsciente ao lado de mais um sem número de pacientes esperando para ser examinado depois de Sofrer novo “infarto” aos quase 87 anos.
Muitos amigos se mobilizaram, enfim, agora ele está na Santa casa de Misericórdia.
Não quero neste momento politizar nada, nem criar nenhuma polêmica, nem responder por que Galvão não tem um “plano privado de saúde “? E por que nossa saúde pública também é trágica??
“Sigo jogando porque só eu que sei o que sofro”
O que me apavora é o desprezo, indiferença, ignorância com seres humanos, não só com um deles que encheu a música brasileira de poesia, onde hoje impera a miséria musical poética cultural do famigerado “algoritmo”
A música do “tik-tok” para “balançar a raba” como dizem algumas meninas.
Estamos sepultando vivos os nossos mais luminosos valores humanos.
É o sucesso perverso da ganância travestido de encubada “humildade ” Música é música.
Por isso acredito que cada vez mais o Deus que dizem em ter criado o ” universo circular” ama os ateus.
Agora só quero que a nave de Galvão se vá sem dor, sem mais tanto sofrer.
Eu ainda continuarei aqui, mesmo sendo apedrejado e esculhambado por preservar, cantar e resistir.
Afinal, também sou de Juazeiro, como João Gilberto e Luiz Galvão. Enquanto eu corria, assim eu ia” e vou….”, escreveu.

Segundo a esposa de Luiz Galvão, Janete Galvão, há quinze anos o poeta foi diagnosticado com diabetes e em 2017 ele sofreu o primeiro infarto, por conta de uma obstrução na carótida esquerda, quando colocou dois stents.

O quadro estava sob controle, e o músico vinha sendo medicado. Galvão já sofreu ainda dois AVC’s e ficou com algumas sequelas.

“Todos Por Galvão”

A família de Luiz Galvão está realizando um bazar de relíquias autografadas por ele.

Entre as peças que fazem parte do “Bazar do Poeta Galvão”, estão livros como as obras “Anos 70: Novos e Baianos”, publicado em 1997, e “João Gilberto, a bossa”, lançado no ano passado. Contato através do (71) 99115-1278.

Antes de ter o estado de saúde agravado, o artista fazia shows performáticos onde declamava seus textos.

Galvão é autor dos sucesso como “Acabou chorare”, “Preta Pretinha”, “Besta é tu”, entre outros, do grupo Novos Baianos, que nos anos 70 era formado por Pepeu Gomes, Baby Consuelo, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, entre outros.

Redação PNB

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