A petiscaria ‘Espetinho do Vale’, que funciona há mais de oito anos na Praça Professor Costa Pinto, no bairro Piranga, em Juazeiro, Norte da Bahia, está correndo o risco de ter as portas fechadas por determinação da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Semaurb). Em contato com o Portal Preto no Branco, proprietários do estabelecimento, informaram que o órgão determinou a desocupação do espaço público.
“Há cerca de três meses, uma equipe da Semaurb, junto com representantes do Ministério Público, esteve no nosso estabelecimento exigindo a desocupação da praça. Sem dar nenhum prazo, eles disseram que no outro dia já não era mais permitido botar nossas mesas no local. Na ocasião, chegamos a ficar sete dias fechados, pois não temos outros espaços para botarmos as meses e cadeiras. Tivemos um prejuízo por conta dessa interrupção do atendimento. Fomos atrás do órgão, conversamos com representantes da Semaurb, e conseguimos reabrir. Porém, deram um prazo de apenas três meses para desocuparmos o espaço, e só podemos funcionar com apenas 10 mesas, que não é nem metade do que trabalhávamos antes. Agora, no fim do prazo, tivemos que retirar todas as mesas e cadeiras, para não sermos multados”, contaram.
Ainda de acordo com os proprietários do estabelecimento, no local há outros estabelecimentos que continuam ocupando a praça, sem impedimento.
“Nossa intenção não é a de prejudicar ninguém, muito pelo contrário. Queremos trabalhar, e queremos que os outros comerciantes também trabalhem. Mas não achamos justo o que está sendo feito com a gente. Nosso questionamento é porque essa determinação só chegou até nós, e porque isso agora depois de tantos anos de funcionamento? São 20 famílias dependentes da nossa empresa. Se fecharmos, todos ficaram sem emprego. Infelizmente a prefeitura não quer nos deixar trabalhar”, acrescentaram.
Eles ressaltaram ainda que antes da abertura da empresa, a praça estava abandonada.
“A praça estava sem cuidados, largada. Servia apenas como ponto de venda de drogas. Depois que nós ocupamos, o local voltou a ter vida, movimentação. Nosso estabelecimento é visitado por muitas pessoas, muitas famílias que vão em busca de um lazer. Fazemos de tudo para manter nossa empresa em dia com as obrigações. Quando abrimos, conseguimos pagar um ano de solo público, mas depois disso, nunca mais conseguimos renovar a liberação. Todo ano corremos atrás, mas a gestão não quer receber pelo solo público. Só queremos essa liberação, pois está difícil manter nosso quadro de funcionários, sem poder atender nossos clientes. A prefeitura deveria incentivar as empresas a crescerem, mas está fazendo o contrário, está praticamente fechando. Precisamos trabalhar”, finalizaram.
Encaminhamos a reclamação para a Semaurb e aguardamos uma resposta.
Redação PNB




Boa noite!! E oq dizer dos bares na praça Santiago Maior? As mesas ocupam todo o espaço da praça e ainda tem um tal de “cercadinho” que colocam para delimitar os espaços das mesas. Porque a SEMAURB não atua nestes bares?
Tem muitos eleitores de mamãe que estão “na bruxa”. Saudade do doido, saudade do vaqueiro, saudade do garçon.